Chile apresenta demonstrador do Leopard Lança-foguetes

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Na ultima segunda-feira, dia 06 de dezembro, no Campo Militar de Peldehue, próximo a Santiago, Capital do Chile, a FAMAE (Fábricas y Maestranzas del Ejército) apresentou seu demonstrador tecnológico novo sistema de lançamento de foguetes de saturação ao comandante do Exército Chileno, o general de exército  Ricardo Martínez Menanteau, e ao Alto Comando da Instituição. O protótipo apresentado é da primeira etapa do programa, equipado com lançadores de 70mm.

O projeto, denominado “General René Echeverría“, em homenagem ao pai dos foguetes chilenos, consiste no desenvolvimento de um sistema de lançamento de foguetes de 122mm sobre a plataforma de um carro de combate Leopard 1V, cujo veículo está em retirada no Exército. Para alcançar este objetivo a torre da viatura foi adaptada, removendo o canhão de 105mm e substituindo-o por contêineres com lançadores de foguetes.

Durante o dia, os militares puderam observar e verificar o desenho e o funcionamento do demonstrador tecnológico com dois lançadores para foguetes Tralcán de 70mm , com alcance de 10 quilômetros, em três modos de disparos diferentes: tiro a tiro e salvas de quatro e 15 foguetes.

Com informações e imagens da FAMAE

10 Comentários

  1. Uma adaptação rustica “Tabajariana” mas que pode evoluir para algo realmente muito bom.

    Parabéns aos envolvidos!

    CM

  2. Parabéns pelo projeto de engenharia e pelo ganho de conhecimento porem vai muito em contra mão da logica de mobilidade de artilharia adotada no século 21, não e so porque tem esteiras que e um “boa ideia para mobilidade”

    Usar um veiculo de 30T para transportar um sistema d é lançador de foguetes de saturação leve desses, nao faz sentido, e muito combustível gasto para arrastar grande parte de um peso morto> A solução de um ArmadiloII, em uma versão 6×6 para distribuir o peso em dunas, ou seja um veiculo com no máximo 8T seria bem mais barato de manter e empregar fora o ganho em combustível.

    O EB tem a solução melhor ainda o Skyfire, solução rebocada esta podendo ser então levado por veículos 4×4 a qualquer lugar e aerotransportável( helicóptero) caso seja necessário emprego em selva ou montanha

  3. É muito questionável a real efetividade destes sistemas equipados com foguetinhos burros de 70mm, empregados dessa forma terra-terra visando a saturação de alvos a muito curta distância. Em um campo de batalha moderno, se for seguir a tendência do já foi e é apresentado em feiras conceituadas, o caminho seria adotar poucas unidades destes foguetes equipados com algum sistema de orientação, na linha do APKWS, como alternativa mais barata aos ATGMs. Mas isso seria distribuído pelos diversos blindados de uma força e não concentrados em unidades lançadoras dedicadas a função.
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    Sem querer entrar na questão de integração de fogos, no mostro sagrado que é um sistema de artilharia de 155mm atual ou um moderno sistema de morteiros 120mm… Mas, para apoio de fogo a curtas distâncias, mil vezes investir o dinheiro que se tem em blindados equipados com um canhão 30 x 173 mm (ou semelhante), com capacidade de queimar munição de fragmentação apoiando a infantaria diretamente, do que desperdiçar com algo nessa linha.
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    No mais: pelo menos os chilenos não inventaram modismos sem pé nem cabeça, como o de querer “esconder” os lançadores por meio de um sistema extremamente complexo, instável e sem sentido, tornando todo o conjunto muito mais caro e menos confiável do que deveria ser, rsrsrs… Não “gurmetizaram” algo pra lá de simples e o lançador, quem sabe, pode vir a servir de base para um foguete maior e muito mais capaz, ao melhor estilo russo dos “TOS”.

    • Baldini, é exatamente o que os chilenos estão fazendo. Esse é apenas o primeiro protótipo. A intenção é utilizar foguetes de 122 mm, inclusive está no texto:

      “O protótipo apresentado é da primeira etapa do programa, equipado com lançadores de 70mm.
      O projeto, denominado “General René Echeverría“, em homenagem ao pai dos foguetes chilenos, consiste no desenvolvimento de um sistema de lançamento de foguetes de 122mm sobre a plataforma de um carro de combate Leopard 1V…”

    • A idéia dos Chilenos tem por objetivo a relação custo/benefício e não a sofisticação, esse sistema que no futuro será modular é extremamente eficiente e possui excelente mobilidade para as regiões desérticas e arenosas do Chile, o Brasil poderia fazer o mesmo com algumas unidades do Cascavel, removendo a torre e adaptando um sistema parecido promovendo suporte de fogo barato e eficiente para a infantaria ao longo do deslocamento!!!

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