FAB descarta aquisição de segundo caça para substituir os A-1 AMX

Apesar de especulações discutidas nos últimos meses sobre a possível aquisição de uma segunda aeronave de combate, a Força Aérea Brasileira (FAB) afirmou que não pretende incorporar outro modelo para substituir os caças-bombardeiros A-1 AMX.

A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles, com base em respostas encaminhadas pelo Comando da Aeronáutica ao deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (Creden) da Câmara dos Deputados.

Nos últimos meses, diferentes veículos de imprensa noticiaram que a FAB estaria avaliando a compra do caça leve Leonardo M-346FA, produzido pela italiana Leonardo, como uma solução intermediária para substituir a reduzida frota de A-1M AMX, cuja desativação deverá ocorrer no final de 2027. Em 2024, a FAB também reconheceu que estudou adquirir caças F-16 Fighting Falcon usados.

Mesmo com a modernização, que aumentou as capacidades do jato de ataque ítalo-brasileiro, hoje restam menos de seis unidades em operação com o Esquadrão Poker (1º/10º GAV) na Base Aérea de Santa Maria (RS).

Segundo a resposta encaminhada pela Aeronáutica, entretanto, esse cenário não faz parte do planejamento atual. De acordo com a FAB, a intenção é que a substituição dos AMX ocorra por meio da ampliação da frota de F-39 Gripen, descartando, neste momento, a aquisição de um segundo vetor de combate.

“Não está sendo considerada a aquisição de uma aeronave intermediária”, informou o Comando da Aeronáutica ao parlamentar. Ainda conforme o texto, a FAB consultou o mercado, mas o cenário internacional, com conflitos em andamento na Europa e Oriente Médio, impede a aquisição “de aviões disponíveis a curto prazo que reúnam capacidades operacionais atualizadas, boa manutenção e preços vantajosos.”

FAB reforça: Gripen é o substituto do AMX (SO. Johnson Barros/FAB)
FAB reforça: Gripen é o substituto do AMX (SO. Johnson Barros/FAB)

A FAB também reiterou que os 36 Gripen E/F contratados em 2014 não são suficientes para atender às necessidades da defesa aérea brasileira. Por esse motivo, a instituição reafirmou que trabalha para viabilizar a aquisição de novos lotes da aeronave sueca, considerada a futura espinha dorsal da aviação de caça do país.

Embora não exista, até o momento, um contrato para a compra de novos Gripen, o tema voltou ao debate recentemente com as afirmações do Comando da Aeronáutica, da declaração conjunta dos ministros da Defesa do Brasil e Suécia, manifestando a intenção de negociar um novo lote de 20 aeronaves. A decisão, no entanto, deverá ficar a cargo da próxima administração federal.

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Respostas de 22

  1. Mas eu sempre falei as FA do Brasil a começar pela FAB não compram nada, só especulam. A FAB está custando a ter 10 Gripen depois de um contrato fechado em 2014. Somos uma tristeza quando o assunto é poder aéreo

    1. Mas ao que parece não há disponibilidade financeiras para adquirir uma frota de 108 Gripens que seria o mínimo necessário de caças para uma força como a FAB garantir o controle do espaço aéreo do nosso país continente. Dessa forma a aquisição de um caça mais barato e com menor custo de operação para complementar a força seria uma opção inteligente. Um Hurjet deve custar uns 20 milhões de dólares, o M346 cerca de 25 milhões, o FA-50 cerca de 30 milhões, enquanto o Gripen custa, 85 milhões por unidade.

    1. Porque a Embraer disse que não quer fazer um caça, não teria ninguém para financiar  esse caça e não temos nenhuma empresa brasileira que faz motor de avião e componentes  essenciais para esse caça ser 100% nacional.

      1. sei que é diferente, principalmente pelo tamanho, mas tem uma empresa nacional que fez um drone com turbina a jato, 100% nacional, não era hora de juntar essa empresa e a embraer em uma joint venture para produzirem um caça 100% nacional? agora que a embraer já produziu um gripen aqui, e eles detém toda a tecnologia de fabricação dele…

  2. Era melhor 70 Gripens E e outros 24 caças que poderiam ser o M-346 ou o Gripen C usado. pra substituírem os F-5.

    o fato é que os AMX tem mais 1 ano ou 2 de sobrevivência e sequer fizeram essa. mora ainda. Se a compra feita em 2014 só chegaram 12 aviões até agora de 36 encomendados.

    imagina quando que vão chegar esses 20 Gripens que sibstituirão os AMX. ficaremos de 2027 a 2040 sem caças pra essa função.

    alugar ?

  3. Acho que este governo além de estar com fundos negativos mediante a a muita corrupção e desvios , em vez de se gastar com recursos para a defesa , fica difícil pois o modelo que estavam em questão que seria o modelo 346 e uma ótima aquisição para o Brasil.

  4. FAB não só tem necessidade de aumentar, significativamente, o número de caças F-39 Gripen E/F, para atender e substituir outros modelos de caças utilizados por ela em suas Bases Aéreas espalhadas pelo Brasil, como logo destinar nos orçamentos futuros verbas para atualização do modelo hoje utilizado.
    Implica no aumento do orçamento anual da FAB, com sacrifício do aumento de número de caças, o que o Alto Comando da Força Aérea Brasileira já deve ter pensado e estudado.
    i

  5. O gripen atende bem essa necessidade isso é fato. Mas considerando os atrasos, haverá um vácuo por anos no nosso vetor de ataque e bombardeio. Os F5 estão cada vez em menores quantidades, e cada vez mais limitados dada a idade. Os AMX 1,2 anos já serão aposentados, em breve teremos apenas uns 15 gripens na ativa para atender toda a demanda de um país, no quesito superioridade aérea.

    É triste ver um país com nossas dimensões, e profissionais tão bons como da FAB, sofrendo com uma política que despreza e maltrata a nossa defesa.

  6. Corretíssima a FAB. Que cheguemos ,no mínimo, aos 72 Gripen E/F mas o ideal seriam os 108, fabricamos aqui ,logo, o ideal é a padronização e manutenção da linha de montagem e pra isso novos lotes além do primeiro de 36 se fazem necessários.

  7. Mas seria correto apostar em um vetor único. Não seria vantajosa a aquisição da aeronave da Leonardo, já pensando numa futura parceria para nacionalização?

    1. Mas qual seria o outro caça? Se o ponto for ter outro caça que fuja de componentes americanos, F-16, KF-21, M-346, KAAN, FA-50, Hurjet, Tejas, não dá.

      Sobre o Rafale, também tem componentes americanos, mas é menos dependente, só que é caro de operar. Se a FAB já não tem dinheiro para Gripen, imagina para Rafale.

      Sobram caças russos e chineses, mas os russos são péssimos com suporte pós-venda; é só ver os helicópteros AH-2 Sabre. O Brasil sofreria várias sanções por comprar aeronave russa, e a China seria a mesma coisa e até pior, com muito mais sanções e tarifas. Mesmo que o Brasil tenha se saído até que bem das tarifas, teve setores, principalmente de madeira, em que muitas empresas faliram, e essas tarifas que viriam seriam muito piores.

      Agora, se o ponto for ter outro caça para não depender de apenas um caça, independentemente se ele tem peças americanas ou não, já está difícil manter o programa do Gripen; imagina adquirir outro caça, montar outra linha de suprimento e treinar pilotos para esse novo caça. Não teria dinheiro para isso.

      Resumindo, não tem outra opção.

      E, sobre nacionalizar componentes da compra do M-346, seria o mesmo problema do Gripen: gastaria uma fortuna que não tem, o programa atrasaria, pois não paga em dia, e seriam poucos caças.

  8. Perfeita decisão da FAB! Padronização do Gripen favorece a logística, até por ter um aporte aqui.
    Num país com escassos recursos como o nosso, a aquisição pode ser cara, por ser um meio novo (mesmo sendo mais barato que outros novos), mas teremos grande custo benefício, para manter.

  9. O Gripen sempre foi a solução . Basta o governo federal destinar recursos para que as entregas do Gripen sejam aceleradas e novos lotes sejam encomendados ..

  10. Além de caças em maior número, precisamos de Investimentos em tecnologia e apoio às nossas indústrias de defesa. Precisamos desenvolver drones, motores para aviação civil e de caça, mísseis de longo alcance,… Enfim… precisamos desenvolver tecnologia e qualificar mão de obra para ontem. Ja estamos 20 anos atrasados.
    Defesa é uma política de Estado e não de governos.

  11. 12 anos pra receber 11 caças. Neste ritmo, daqui a 44 anos estaremos com os 66 Gripen. Ou o Brasil toma vergonha e encara a defesa como algo sério ou………( depois não adianta reclamar e fazer bravata)!!!

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