Durante o anúncio da parceria binacional entre a Suécia e o Brasil para a criação de um Centro de Inovação e Pesquisa no Brasil, com foco no aprimoramento das capacidades operacionais e tecnológicas do caça Gripen, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, declarou que o Brasil tem interesse em adquirir mais 20 caças Gripen. Caso a aquisição desse segundo lote seja concretizada, a frota da Força Aérea Brasileira (FAB) será ampliada para 56 aeronaves.
O ministro da Defesa não especificou quais modelos estão em negociação. A FAB adquiriu 28 Gripen E, de um assento (dos quais 11 já foram entregues), e oito Gripen F, de dois assentos, cujo primeiro exemplar foi apresentado na Suécia no dia 2 de junho. Também não foram divulgados cronogramas nem informações sobre se os caças seriam produzidos nas linhas de montagem da Suécia ou do Brasil.
A aquisição de um segundo lote é considerada urgente. A cada ano, a frota de caças da FAB torna-se mais obsoleta, mais difícil de manter e, acima de tudo, mais cara, tendo em vista a crescente dificuldade na obtenção de componentes e peças de reposição. Além disso, essas aeronaves ficam cada vez mais defasadas diante das novas tecnologias que, especialmente após o advento da inteligência artificial, evoluem em ritmo acelerado.

Embora a frota de Gripen E já em operação na FAB tenha transformado a capacidade operacional da aviação de caça brasileira e ampliado o poder de dissuasão do país por meio do caça mais avançado em serviço na América Latina, especialmente pela combinação entre o Gripen e o míssil Meteor, a quantidade atualmente contratada é insuficiente para cobrir um território de dimensões continentais como o Brasil.
Até pouco tempo, a FAB trabalhava com o planejamento de dispor de 66 Gripen E/F em sua frota, o que contrasta com o anúncio de hoje de apenas mais 20 aeronaves. Esse quantitativo possibilitaria a abertura de uma segunda base de operação, possivelmente em Santa Maria, para substituir os caças AMX A-1. Entretanto, não se pode descartar a aquisição de lotes adicionais no futuro para alcançar o número inicialmente considerado ideal.
Uma resposta
Bom dia!
Com o corte na pasta da defesa acredito que essa possibilidade já nasceu morta.