Exército lança consulta pública para Artilharia Antiaérea de Média Altura

O Estado-Maior do Exército (EME) publicou hoje, no Diário Oficial da União, que realizará a consulta pública (“request for quote” – RFQ) Nº 01/2023, com o objetivo de sondar o mercado nacional e internacional “acerca da capacidade de fornecimento para obtenção de um Sistema de Artilharia Antiaérea de Média Altura” e “realizar uma pesquisa de preços”, dentro do Programa Estratégico do Exército Defesa Antiaérea (Prg EE DAAe) .

Esta consulta estará disponível no período de 20 de novembro a 29 de dezembro de 2023, e seu edital poderá ser baixado na página eletrônica do Escritório de Projetos do Exército (EPEx) ou ser solicitado pelo e-mail [email protected].

Para fins de habilitação, os anexos ao edital deverão ser preenchidos pelas empresas interessadas até 24 de novembro de 2023 e remetidos para o citado e-mail.

Requisitos

De acordo com os Requisitos Operacionais Conjuntos (ROC), publicados pelo Ministério da Defesa em 2020, algumas de suas características serão:

  • Capacidade de engajamento de, no mínimo, 16 alvos simultaneamente;
  • Ser efetivo contra aeronaves de asa fixa, helicópteros, veículos aéreos remotamente pilotados, mísseis de cruzeiro e bombas guiadas, nos seguintes parâmetros (sem que os valores máximos necessitem ser atingidos simultaneamente):
    a) Mínimo alcance horizontal de engajamento não superior a 2.000 metros;
    b) Máximo alcance horizontal de engajamento não inferior a 40.000 metros;
    c) Mínimo alcance vertical de engajamento não superior a 50 metros; e
    d) Máximo alcance vertical de engajamento não inferior a 15.000 metros;
  • Possuir capacidade de integração com os meios de Comando e Controle (C2) da Marinha do Brasil (MB), do Exército Brasileiro (EB) e da Força Aérea Brasileira (FAB);
  • O subsistema de Armas deve ser composto por, no mínimo, três unidades de tiro
    (lançadoras) a fim de que seja realizada uma defesa antiaérea.

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Comentários

32 respostas

    1. AKASH NG será de 80 Km e 18.000 altura, contrapartida de compra pelos Indianos de até 80 KC-390. Sinceramente não vejo nada melhor em valores e contrapartida de nenhum outro país. Assina logo !!!!

  1. A MB ja definiu o Sea Ceptor como o sistema AAA da Classe Tamandare . Acredito que isto possa ser uma vantagem para a integracao mencionada no penultimo item do texto :
    Possuir capacidade de integração com os meios de Comando e Controle (C2) da Marinha do Brasil (MB), do Exército Brasileiro (EB) e da Força Aérea Brasileira (FAB)
    Para aqueles que quiserem mais informacoes aqui vai o link
    https://www.mbda-systems.com/product/camm/

  2. Excelente. Existem rumores que caso a Índia compre o KC-390 nós compramos o Akash-NG em contra partida. Este Akash-NG está em desenvolvimento e deve ficar pronto em 2026 e terá um alcance de 80 km, além dos indianos divulgarem que é mais barato que outras opções mais conhecidas.

          1. Correto. Se vc pegar matéria da Jane’s do ano passado, citando o DRDO, o alcance do Aksh-NG é de 30km. O que os indianos fizeram foi diminuir aquele peso absurdo, melhorar a manobrabilidade, colocar uma antena AESA. Agora, India Today e outros jornais ufanistas chegam a citar 90km do Akash NG. Daí a confusão.

      1. Se a Índia comprar o KC-390 os “requisitos” (que são de 2020 – lá se vão quase 4 anos…) vão para o espaço sideral, só com passagem de ida.

  3. Boa madrugada a todos os senhores camaradas do Tecnodefesa!

    Mais uma vez esta novela…lá em 2020 foi formada uma comissão conjunta das 3 FFAA para aquisição de dito material…mais do mesmo.

    Sgtº Moreno

      1. Olá Camarada Bueno,

        O amigo tem toda razão, foi realmente em 2017 que a novela mexicana começou…Lamentavelmente em nosso Brasil varonil, o MD nunca fez o papel dele, que entre os quais está avaliar e tentar equacionar de uma forma razoável a aquisição de material de defesa compatível para as três forças. Na época que o amigo e eu mencionamos, o sistema russo Pantsir era o mais cotado sendo até dito que seriam 3 baterias (uma para cada força). Lá se vão quase 7 anos e seguimos de Igla, RBS70, Mistral (nem sei se ainda a MB os opera)…

        Sgtº Moreno

  4. A princípio se trata de uma sondagem de preço. Um primeiro passo. Agora por óbvio que havendo uma compra como a que está sendo aventada em relação a possibilidade de aquisição do KC390 pela Índia, numa ordem de cerca de 50 unidades, (estamos falando em cerca de US$25 bilhões) a serem injetados na nossa balança comercial, certamente será obrigação das FFAA aprovarem as compensações comerciais necessárias até por uma questão de compromisso nacional.

    1. Se a Índia realmente comprar 50-80 unidades, e eu acho que irá, certamente ela exigirá a montagem na Índia e, obviamente, o Brasil deve aceitar, tal como a Suécia aceitou a fabricação do Gripen aqui.
      Dessa forma, o dinheiro que virá para o Brasil será muito menor que US$ 25 bi (a maior parte do avião será fabricada fora e a montagem será fora), então a compensação devida à Índia será muito menor.

      1. Perfeito. pergunto;
        Os USA venderam para a Índia C 17, C 130, Apache, Light gun, a França vendeu Scorpene, Rafale vai vender mais Rafales para a Marinha Indiana, o que foi que EU e França compraram de equipamentos militares indianos????

  5. Rafael, as 16 Baterias completas AKASH NG custarão 2,5 bilhões de dólares, negócio maravilhoso para o Brasil/Embraer, vantagem astronômica em relação venda/compra. Muitooooo vantajoso para nós.

  6. As opções mais interessantes dado os requisitos são o IRIS-T SLM, CAMM-ER e o SPYDER por utilizarem misseis ou já em uso pelas forças armadas brasileiras ou versões destes. Os sistemas NASAMS(EUA) KM-SAM(Coreia) e HQ-16(China) também se adequam aos requisitos.
    Todos estes sistemas então praticamente no limite minimo do alcance delimitado, mas também duvido muito que deva ser escolhido um sistema de maior alcance e muito mais caro como um PATRIOT, ASTER, David’s Sling, S300/400 ou equivalente chines.
    O Akash indiano ainda esta em desenvolvimento e a qualidade dos produtos indianos não é muito boa, então mesmo que selecionem o kc não acho que devemos nos limitar a selecionar um sistema que ainda esta sendo desenvolvido. Por outro lado o KM-SAM também parece ser um sistema bastante capaz e ha boatos de que a a Coreia do Sul esteja interessado em adquirir o kc-390, podendo ser feito um acordo entre ambos paises.

    1. O Spyder possui versões com alcance de 80 km. Mas depois do governo brasileiro se negar a chamar o Hamas de grupo terrorista e acusar Israel de praticar genocídio em Gaza, acho que é mais fácil o Bavar-373 ganhar do que qualquer outro sistema antiaéreo israelense.

      Lembro também que foi divulgado anteriormente que um requisito desejável seria um alcance de 80 km. Ou seja, mínimo de 40 km e desejável 80 km. Não sei se isso mudou, mas caso os requisitos permaneçam os mesmos, as opções com maior alcance (próximos de 80 km) provavelmente vão agradar mais do que as opções com “apenas” 40 km.

  7. Colega, Patriota, S-300, S-400, são de Longo Alcance, está fora de cogitação no momento, o Brasil só tem defesa aérea de Curto alcance, está caminhando para o Médio alcance, sinceramente, você acha melhor negociar poucos Cargueiros KC-390 com a Corria do Sul e. detrimento do seu Sistema de devesa anti aérea, deixando escapar um negócio de até 80 KC-390 para a Índia? Parabéns viu! São Bilhões de dólares em jogo, não apenas meramente uma simples escolha. Abraço

  8. O Barak MX superou o Iris-T SLM, Spyder e VL Mica na concorrência da Eslováquia. Baita sistema. Espero que o EB adquira a versão de médio alcance e a FAB a versão de longo alcance.

  9. Barak MX e o Dream do Dream (35/70/150km) Somente substituindo os misseis.
    Então supriria o que o Exercito procura no momento (35km) e da espaço para mais aqusições no futuro padronizando as AA de medio alcance.
    Porém acho pouco provavel com as recentes declarações do Governo.

  10. Acredito que Brasil vai priorizar quem prometer integrar o radar Saber M200, caro Paulo Bastos existe alguma possibilidade de criação de uma escola de artilharia antiaerea conjunta entre as 3 forças?

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