Do IS-3 ao Armata, o desenvolvimento dos tanques russos após a Segunda Guerra Mundial

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Foto de Plínio Lins

ESPECIAL : T&D HISTÓRIA E MILITARIA

Texto de Giampaolo Sordini, do Ares Osservatorio Difesa

Traduzido e adaptado por Paulo Roberto Bastos Jr.

A União Soviética, desde sua criação como potência mundial, entendeu o valor intrínseco das forças blindadas para poderio do Exército Vermelho. E isso fica claro já no início da Segunda Guerra Mundial, pois possuía de 22.000 a 25.000 veículos blindados de vários tipos e categorias, incluindo várias centenas dos tanques pesados ​​KV-1 e KV-2, bem como algumas dezenas muito novas e secretas do T-34/76.

Na época da Batalha de Berlim, o número total de tanques soviéticos havia aumentado para mais de 60.000, incluindo os T-34/85, cuja construção continuou além do fim das hostilidades na Europa, atingindo 48.950 unidades.

KV-1 (Kliment Voroshilov 1)

Nas décadas que se seguiram, a corrida armamentista imposta pela Guerra Fria inspirou a União Soviética a pesquisar, desenvolver e fabricar novos tanques com características gradualmente aprimoradas.

Embora esses veículos fossem frequentemente considerados “simples e pouco sofisticados“, a força blindada do Exército Vermelho sempre superou o Ocidente em termos de produção em massa, simplicidade, economia de uso, poder de fogo; o Ocidente respondeu concentrando-se na qualidade e maior resistência de sua blindagem, pois não estava disposto a seguir a rota na mesma rota dos soviética.

Esse desenvolvimento militar-industrial deixou a Federação Russa de hoje com um legado significativo em termos de capacidade técnico-industrial em evolução contínua e acompanhando os tempos, cuja única desvantagem é que, felizmente, a precária situação econômica em que está lutando não permite que Moscou produza novos modelos em grande escala nem volte a armar centenas de regimentos, brigadas, divisões e dezenas de corpos blindados do Exército Vermelho de 1945 a 1990.

T-34/85 preservado no Museo de la Revolucion, em Havana, Cuba (Foto Hélio Higuchi)

Recentemente, os T-34/85 retornaram às manchetes, tanto pelos esporádicos “empreendimentos de guerra” que os viram como protagonistas na Síria e no Iêmen, igualmente destruído, e desde que a Rússia adquiriu uma pequena quantidade do Camboja, em excelente estado, pelo menos na aparência, “trocando” com os novos tanques T-72 de produção atual, para usá-los como meio publicitários nas comemorações da Grande Guerra Patriótica de 2015.

De fato, o T-34/85 no imaginário coletivo russo tem uma importância enorme, sendo considerado uma das alavancas essenciais de resistência à agressão alemã e, ao mesmo tempo, representando um fator determinante da vitória.

 

IS-3 (Iosif Stalin 3)

Esse tanque pesado chegou tarde demais para participar das batalhas decisivas no teatro europeu, conseguindo apenas participar dos últimos combates no Extremo Oriente contra o Japão, notoriamente dotados de forças blindadas modestas (quantitativa e qualitativamente), no entanto, sua produção continuou durante os primeiros anos da Guerra Fria para um total de 2.311 construídos.

O IS-3 representou uma novidade no design do tanque soviético, uma vez que foi equipado com uma torre circular (a partir de então, uma característica distintiva de toda a produção soviética), de baixo perfil, adotando um canhão como arma principal 122 mm D-25T com projétil e carga em separado, enquanto o armamento secundário consistia em uma  combinação de metralhadoras 12,7x107mm DShK e 7,62x54R DTM.

IS-3 (Iosif Stalin 3)

Era um veículo à frente de seu tempo, equipado com armadura quase impenetrável para armas antitanques ocidentais, mas com um motor a diesel V-2-IS (V-12) de 600 hp, que provou ser completamente insuficiente em relação ao peso de 45,5 toneladas em ordem de combate.

O JS-3 deveria se opor aos tanques médios M46 Patton, versão atualizada pós-guerra do M26 Pershing, e aos pesados ​​M103 estadunidenses, veículos bastante deficientes em geral, bem como os tanques médios Centurion (cuja produção começou no final do Segundo Conflito Mundial) e pesados ​​Conqueror britânicos, verdadeiros fortes blindados sobre lagartas (mas de baixa velocidade).

Exemplares abandonados de JS-3 ainda podem ser admirados em diferentes condições nas Ilhas Kurili, onde foram implantados em uma função antipouso, sendo ilhas cuja soberania estava e ainda está no centro de uma disputa de mais de dez anos entre Moscou e Tóquio.

 

T-44

O T-44 foi desenvolvido durante a Segunda Guerra Mundial e entrou em serviço em 1944, conseguindo encontrar pouca utilidade nos confrontos finais na Alemanha. Pouco conhecido em comparação com seus contemporâneos compatriotas muito mais famosos, era um blindado de transição, marcando a passagem do T-34 para o próximo T-54/55.

Utilizou componentes em grande parte derivados do T-34, mas possuía uma grande inovação representada pelo motor transversal que permitia reduzir o comprimento do casco, racionalizando sua estrutura.

A torre foi equipada com um canhão ZiS-S-53 de 85 mm como armamento principal, enquanto os modelos posteriores receberam o mais poderoso canhão de 100 mm.

O armamento secundário consistia em uma metralhadora coaxial DT de 7,62 mm e um calibre na frente do casco, enquanto a armadura frontal tinha uma espessura de 90 mm a 35 °.

T-44

A dificuldade de operar com o canhão de 100 mm e a consciência de que, no geral, o meio não representara um progresso decisivo em relação ao T-34, levaram os técnicos soviéticos a preparar um novo projeto, o T-54.

No entanto, alguns T-44 ainda estavam em serviço na década de 1980 como veículos de treinamento.

Em campo, o veículo foi apreciado pelas tripulações convocadas a utilizá-lo, por ser compacto, rápido e muito móvel, além de possuir uma configuração superior de armamento em comparação com o onipresente T-34/85.

Ele também gozou de melhor fama porque foi considerado mais protegido que seu antecessor, graças à melhor proteção frontal e à adoção de uma torre com seu anel menos vulnerável, pois estava mais embutido no casco.

Esses exemplares de transição tinham como contrapartes ocidentais, além dos veículos de produção de guerra ainda em serviço, o M47 Patton, versão atualizada do M46, e o Centurion armado com um canhão de 84 mm (derivado do alemão 88 mm usado em larga escala alguns anos antes).

 

T-10

Enquanto a Guerra Fria estava se espalhando e causando terror nos países ocidentais, as fábricas de tanques da União Soviética prosseguiram com vários projetos experimentais, incluindo o T-10, o primeiro tanque pesado projetado para os confrontos esperados contra as forças blindadas homólogas da OTAN na Alemanha.

Os primeiros protótipos foram submetidos ao ciclo de testes entre 1950 e 1952, com a produção em série iniciando por volta de 1956.

Pesavam ​​52 toneladas, com um motor diesel IV-2IS de 700 hp, o armamento principal consistia em um canhão D-25DA de 122 mm com. o armamento secundário consiste em duas metralhadoras pesadas de 14,5×114 mm KPVT.

O T-10 combinou as lições aprendidas pelos soviéticos nos campos de batalha contra os tanques alemães e as novas demandas impostas pela substituição no campo ocidental dos tanques produzidos na década de 1940 por veículos novos e com muito mais desempenho.

T-10

A força do T-10 foi o design que otimizou a proteção blindada. Recipientes, faróis, metralhadora KPVT de 14,5 mm e um projetor de infravermelho para visão noturna foram os elementos característicos que indicaram sua modernidade.

Sua variante final, T-10M, era equipada com um sistema de proteção NBC (nuclear, biológico, químico) que o tornava adequado para operar em solos contaminados por agentes químicos, biológicos e nucleares, cuja utilização era esperada pelos dois blocos como resposta crescente em caso de início das hostilidades.

A produção deste modelo terminou em 1966, foi retirada do serviço de primeira linha em 1967 e completamente retirada da reserva em 1996, com quantidades desconhecidas de unidades construídas.

O T-10 foi substituído por um modelo completamente novo de veículo, os chamados “tanques principais”, ou MBT (Main Battle Tank) [*Nota 1], que envolveram a superação da divisão tradicional de tanques médios e pesados.

 

T-54 e T-55

O T-54/55 foi o primeiro tanque médio (em termos de peso e características gerais) fabricado pela União Soviética após o T-44.

Do que emerge das fontes, o T-54 (Ob’yekt137) provou ser particularmente desconfortável para os quatro tripulantes, com problemas com o cano da canhão D10T, com 100mm L/55 e de alma raiada, sem extrator de fumaça e mostrou-se vulnerável a todos os novos tipos de armas antitanque, incluindo minas terrestres, implantadas pelos exércitos da OTAN.

No entanto, a União Soviética não abandonou o T-54, mas continuou a melhorá-lo e, em 1958, apresentou uma versão atualizada do T-55 cujas melhorias, embora difíceis de perceber externamente, o tornaram significativamente mais eficiente.

Sua produção começou no mesmo ano e foi produzida sob licença na China, Tchecoslováquia e Polônia. Estima-se que 70.000 tanques T-54 e T-55 foram produzidos na União Soviética, Tchecoslováquia, Polônia, aos quais são adicionados os espécimes produzidos pelas fábricas chinesas.

T-54

No momento de sua introdução em serviço, o T-55, junto com o T-10, era o único tanque do mundo capaz de combater uma explosão nuclear graças à instalação de um sistema de defesa NBC, além disso foi o primeiro tanque equipado com um sistema automático de combate a incêndio.

O T-55 possui uma equipe de quatro pessoas, um casco de aço soldado e uma torre obtida por fundição. A frente do casco possui uma inclinação de 60 ° para aumentar a proteção.

A torre também está armada com um canhão D10T de 100mm, mas, em comparação com o T-54, possui uma reserva de munição maior, contendo 43 tiros contra os 34 do antecessor.

O armamento secundário consiste em duas metralhadoras 7,62 PKT, uma coaxial ao canhão e a outra no escudo frontal que foi posteriormente removido. Nos blindados de produção inicial, a metralhadora DSKM de 12,7 mm para uso antiaéreo foi removida, pois não era mais eficaz contra aeronaves a jato, mas foi reintroduzida durante os anos 70 para combater helicópteros de ataque e alvos terrestres de vários tipos.

O T-55 é alimentado por um motor diesel V-55 de 39 litros, que desenvolve 520 cv e substituiu o motor diesel V-45 (menos potente e não confiável) com o qual o T-54 estava equipado. A velocidade máxima da estrada é de cerca de 50 km / h, com autonomia, incluindo tanques externos, de 530 km. O T-55 pode ser equipado com kit de submersão, com snorkel, que permite ultrapassar obstáculos de água de até 5 m de profundidade.

O blindado é atualizado constantemente, sendo que vários países oferecem uma série de programas de modernização, mas, apesar disso, mesmo os T-55 atualizados certamente não estão mais à altura dos MBTs modernos.

T-55

Um dos confrontos militares mais interessantes ocorreu no sul da África, entre Angola e Namíbia, onde foram levados à batalha por equipes soviéticas, cubanas e angolanas contra os tanques Olifant, a versão dos Centurion montada na África do Sul armada com o canhão 105 mm L7. Nessas ocasiões, ao preço de perdas moderadas sofridas, as equipes de tanques sul-africanas, apesar de apresentarem uma inferioridade numérica, relataram um grande número de vitórias no confronto com os T-54 / T-55 do bloco afro-soviético.

O T-55, em suas variantes, foi adotado por 68 países e existem pelo menos 11 variantes e toda uma família de veículos dedicados (antiaéreo, recuperação, engenharia, etc.).

O Exército russo retirou os últimos espécimes de serviço apenas em 2016, embora agora estivessem completamente obsoletos. Embora, apesar de sua idade, este tanque ainda seja usado por cinquenta exércitos ao redor do mundo, que o usaram até agora em mais de 20 guerras.

 

T-62

Com a produção em massa do T-55 a toda velocidade, a União Soviética decidiu desenvolver a partir deste modelo um novo tanque, o T-62 que, no momento de seu surgimento na década de 1960, apresentava numerosos problemas para a OTAN. O primeiro protótipo do T-62 foi concluído em 1959, testado e experimentado nos dois anos seguintes e em 1961 foi oficialmente aceito para servir no exército soviético.

Sua produção começou em 1961 e cessou em 1973, com cerca de 20.000 unidades instaladas na União Soviética, às quais foram adicionados aqueles construídos sob licença na Tchecoslováquia entre 1975 e 1978, com mais de 1500 espécimes destinados à exportação e os produzidos na Coréia do Norte.

O T-62 também tem sido amplamente utilizado em eventos de guerra e ainda é usado em cerca de 20 países, além de ser mantido em reserva na Rússia. Os maiores operadores desse modelo de tanque são, fora da Rússia, Cuba, Egito, Uzbequistão, Vietnã e Iêmen.

O T-62 possui uma tripulação de quatro pessoas e, nas linhas, não difere do T-55 anterior do qual foi derivado, apresentando o mesmo layout, mas possui melhor poder de fogo e nível de proteção com um casco de aço totalmente soldado e uma torre derivada do processo de fundição.

T-62

A placa de blindagem frontal tem uma espessura de 100 mm e um alto ângulo de inclinação, o que o torna equivalente a 200 mm de blindagem homogênea, enquanto os lados do casco têm uma espessura de 45 a 80 mm. A torre é um pouco maior que a do T-55 com blindagem cuja espessura varia de 105 a 114 mm.

O T-62, por pelo menos uma década, foi considerado uma ameaça formidável para os tanques ocidentais contemporâneos e essa situação durou até a guerra do Yom Kippur, que destacou suas deficiências.

No campo ocidental, a contraparte deste blindado era composta pelo estadunidense M60, epílogo da concepção iniciado com o tempo de guerra M26, pelo Chieftain britânico, nascido para substituir o Centurion e o Conqueror, pelo alemão Leopard 1, que marcou o renascimento alemão no setor de design e produção, e pelo francês AMX-30, nascido do abortado projeto binacional com a Alemanha para um novo tanque médio.

A torre do T-62 está armada com um canhão U5TS, com 115 mm de alma lisa [*2], com um mecanismo de ejeção automático, capaz de disparar projéteis APFSDS [*3], HEAT e HE-Frag, bem como o míssil 9M117 Bastion (Código NATO AT-10 ‘Sniper’) com penetração de 550 mm, raio de 4 km, eficácia limitada também no papel antihelicóptero.

O alcance máximo do canhão é de aproximadamente 4 km durante o dia, que cai para 800 m à noite. Sua velocidade de tiro é de apenas 4 tiros por minuto, devido a seu sistema de carregamento manual, e possui uma dotação total de 40 tiros de 115 mm.

Como armamento secundário, é equipado com uma metralhadora coaxial de 7,62 mm PKT e uma metralhadora DSKM de 12,7 mm usada contra alvos terrestres e aéreos.

O blindado é alimentado por um motor diesel V-55V, que desenvolve 580 hp, o mesmo motor do T-55, embora alguns T-62 tenham sido equipados com V-55U (620 hp) e V-46-5M (690 hp) melhorado. Comparado com o antecessor, a suspensão foi revisada para melhorar seu desempenho.

O T-62 com tanques auxiliares tem autonomia de 650 km e, além de estar equipado com um sistema de proteção NBC, gerador automático de incêndio e fumaça, pode ser equipado com um kit de snorkel para superar obstáculos hídricos até 5 m de profundidade.

Sete variantes do veículo foram produzidas e foram amplamente utilizadas pelo Exército Vermelho durante a campanha no Afeganistão. Também teve um uso maciço durante a Guerra do Yom Kipur, usada pelos egípcios e, em menor grau, pelos sírios, sofrendo pesadas perdas em termos de meios e tripulações.

 

T-64

O desenvolvimento do T-64 (Ob’yekt 432) começou em 1954 e os primeiros tanques de produção foram entregues ao exército soviético em 1963, mesmo que o veículo fosse oficialmente adotado apenas em 1967. Nas várias versões, foi construído em mais de 9.700 unidades.

Na época da introdução em serviço, era um blindado decididamente avançado, mas que também apresentava uma série de desvantagens significativas.

T-64

Ele nunca foi exportado para fora da União Soviética e atualmente está em serviço com na Ucrânia (aproximadamente 1.500) e Uzbequistão (100), partes integrais da URSS antes de sua desintegração. A Rússia tinha alguns milhares de tanques T-64 em armazenamento, no entanto, algumas fontes relatam que em 2013 a maioria foi descartada.

Fontes não confirmadas também informam que, no início dos anos 2000, cerca de 10 desses tanques foram fornecidos pelo Uzbequistão a Angola, enquanto a primeira venda “oficial” do veículo no exterior ocorreu apenas em 2013, ano em que a Ucrânia ele vendeu 50 tanques para o Congo, da versão T-64B1M.

Em 2014, os tanques T-64 do exército ucraniano participaram dos combates na área de Donbass, enfrentando os T-64 fornecido pelos russos aos separatistas.

O T-64 tem uma armadura melhor do que seus antecessores, tendo sido o primeiro tanque da era soviética a usar proteção cerâmica composta.

A torre totalmente estabilizada foi armada, inicialmente com o mesmo canhão que o T-62, posteriormente substituída pelo canhão 2A46M, com 125mm L/48 de alma lisa, e equipado com um carregador automático hidráulico [*4].

O carregador automático, que contém 36 tiros, possibilitou reduzir a tripulação para 3 homens e, consequentemente, diminuir a torre. Assim modificado ficou mais leve, pesando cerca de 30,5 toneladas contra 35, e mais baixo em cerca de 7,5 cm, em comparação com o protótipo anterior equipado com um canhão 2A46M de 115 mm.

O T-64 dispara projéteis APFSDS, HEAT, HE-Frag, com uma velocidade de tiro de até 10 disparos por minuto, e pode lançar ATGMs Kobra (4 desses mísseis são armazenados a bordo).

Como armamento secundário, a versão inicial do T-64 foi equipada com uma única metralhadora coaxial de 7,62 mm PKT, mas uma metralhadora NSVT de 12,7 mm foi reintroduzida no céu da torre para combater helicópteros de ataque e alvos em terra.

A versão inicial era alimentada por um motor diesel de 4 hp de 700 cv [*5], porem, em modelos posteriores, o 4TPD foi substituído pelos motores 5TD e 5TDF atualizados, mais compactos e mais poderosos, que permitem atingir 60 km/h, mas aumentando o número de problemas de falhas.

O compartimento do motor do T-64 é quase duas vezes menor que o analógico do T-55 e pode trabalhar com vários combustíveis, incluindo diesel, gasolina ou querosene, e é possível instalar tanques de combustível adicionais para aumentar a autonomia para cerca de 700 km.

O Blindado, como seus antecessores, está equipado com um sistema de proteção NBC, sistemas automáticos de incêndio e um kit de snorkel que permite superar obstáculos de água de até 5 m de profundidade.

A resposta ocidental o T-64 foi a versão lançadora de mísseis do M60, o M60A2 que, nas intenções dos estadunidenses, serviria como um verdadeiro destruidor de T-64, usando um canhão de tubo curto, de 152 mm, para disparar o míssil Shillelagh, guiado por sinal link de dados com sensor infravermelho, porém a combinação provou ser uma falha e o M60A2 foi retirado de serviço em um tempo muito curto.

No momento de sua introdução, o T-64 era uma máquina muito avançada, mas cara de construir e difícil de manter. Nas fileiras do exército russo, foi empregado na Chechênia, a república separatista caucasiana, para ser fornecido, como visto pelos separatistas na guerra do leste da Ucrânia em 2014.

 

T-72

O T-72 (Ob’yekt 172M) é outro ícone duradouro da Guerra Fria, desenvolvido como uma alternativa menos cara e mais confiável, embora provavelmente menos eficaz, ao T-64.

O T-72 pode ser considerado o modelo de referência dos tanques soviéticos até os anos 90, nos quais os projetistas testaram todos os tipos de componentes, já em uso ou projetados do zero, melhorando-os gradualmente para atender às novas necessidades.

O T-72 entrou em serviço no Exército Soviético em 1973 e um total de 30.000 tanques desse tipo foram produzidos na União Soviética, China, Checoslováquia, Índia, Romênia e Iugoslávia, com exportações para cerca de 30 países. No final dos anos 90, a Rússia tinha cerca de 9.000 tanques desse tipo on-line.

O blindado tem uma tripulação de três pessoas e é protegido por uma blindagem composta que, segundo algumas fontes, afirmam que era equivalente a 500-600 mm de blindagem balística homogênea (RHA, Rolled Homogeneous Armor). Os modelos de produção posteriores foram equipados com saias laterais.

A utilização desses blindados em combate na guerra no Líbano, pela síria contra as forças blindadas israelenses equipadas com Merkava I, M60 e Centurion atualizadas, e durante a Guerra do Golfo subsequente, quando o T-72 da Guarda Republicana Iraquiana, corpo de elite das Forças Armadas de Saddam Hussein, confrontou os EUA M1 Abrams e os Challenger britânicos, destacaram todos os defeitos e fraquezas construtivas deste veículo, dos quais os tanques ocidentais e os sistemas antitanque literalmente os massacraram.

O armamento principal consiste em um canhão 2A46M, com 125 mm L/48 de alma lisa, servido por um novo carregador automático de carrossel com 39 cartuchos disponíveis, mais confiáveis, mas mais lentos do que o usado no T-64, disposto ao longo do anel da torre que representa o verdadeiro calcanhar de Aquiles do veículo, pois, no caso de perfurações, as chances de explosões devastadoras com a perda do veículo e da tripulação são muito altas, como demonstrado pelas experiências de guerra mencionadas.

A velocidade de tiro é igual a 8 disparos por minuto, mas se necessário, o canhão pode ser carregado manualmente a uma velocidade de 1-2 disparos por minuto. O alcance efetivo do APFSDS é de cerca de 2.000 a 3.000 metros, durante o dia, e 850 a 1.300 metros à noite, sendo o projétil capaz de penetrar cerca de 590 a 630 mm de blindagem RHA a 2.000 m [*6].

T-72

O armamento secundário consiste em uma metralhadora coaxial de 7,62 mm PKT e uma metralhadora NVST de 12,7 mm usada contra alvos terrestres e aéreos.

O T-72 é alimentado por um motor diesel V-46, que desenvolve 780 cv, o que lhe permite uma velocidade máxima de 60 km/h e uma autonomia de 500 km. O veículo é equipado com proteção NBC e sistemas automáticos de proteção contra incêndio, lâmina frontal para a preparação de estações e o habitual kit de snorkel que permite superar obstáculos de água de até 5 metros de profundidade.

No campo ocidental, quase todos os modelos do inventário foram modernizados para responder a este novo tanque:

_ O estadunidense M60 evoluiu, gerando a versão M60A3, com um novo sistema de tração e estabilização do armamento e a possibilidade de montar armaduras reativas;

_ O alemão Leopard 1A1 e A2 foram convertidos para a versão 1A5, com um sistema de tiro mais moderno, com estabilização do canhão para permitir o engate de alvos em movimento e com a adição de blindagem lateral e saias para proteger o trem de rolamento;

_ O francês AMX-30 evoluiu e se transformou no AMX-32, que foi uma atualização tecnológica de seu antecessor, com um novo sistema de observação por infravermelho e armadura adicional;

_ Os britânicos, por sua vez, em vez de modernizar os veículos existentes, preferiram colocar um novo veículo on-line, o Challenger, que na verdade foi criado para o Irã, mas nunca entregue por conta da Revolução Islâmica que depôs Reza Palhevi.

O Exército Vermelho Soviético introduziu pelo menos 17 variantes do T-72 em serviço, incluindo as mais recentes: o T-72B3M, o BREM-1 (veículo de recuperação blindado), o MTU-72 (Blindado transportador de pontes), o IMR-2 (veículo de engenharia de combate), o BMPT ‘Terminator’ (veículo de combate para ambientes urbanos), o BMO-T (veículo pesado blindado pra transporte de tropas), o 2S19 Msta-S 152 mm (obus autopropulsado) entre outros [*7].

 

T-80

O T-80 (Ob’yekt 219) é um desenvolvimento direto do T-64, mais poderoso que o T-72, pois está equipado com um motor de turbina a gás e a capacidade de disparar mísseis antitanque guiados (T-80B e versões posteriores).

Foi adotada pelo exército soviético em 1976, mas a versão original não foi construída em grande número: com a introdução do T-80, a União Soviética conseguiu de fato três linhas blindadas diferentes, o T-64, T-72 e T-80, mais milhares de antigos T-54/55 e T-62). Todos esses blindados tinham um design semelhante e recursos substancialmente comparáveis, embora o T-80 fosse o mais capaz.

Atualmente, a Rússia possui um grande número de tanques T-80 de todas as variantes (fontes divergem mas especula-se algo em torno de 4.000/4.500), mas devido à manutenção cara, a maioria está em reserva e algumas fontes oficiais informaram que todos tanques seriam retirados de serviço ativo, no entanto, recentemente, o Ministério da Defesa da Rússia assinou um contrato para a modernização e atualização desses veículos para mantê-los em serviço operacional junto ao T-90 e às versões revisadas ou atualizadas do T-72, até então preferidas ao T-80 porque, com seus motores diesel convencionais, eles são mais baratos para gerenciar e manter. Outros operadores do T-80 e suas variantes são Bielorrússia (92), China (200), Chipre (41), Cazaquistão, Coréia do Sul (80) e Ucrânia (271).

T-80

O T-80 tem uma tripulação de três e uma blindagem composta no arco frontal. O armamento principal consiste em um canhão 2A46M-2, com 125 mm L/48 de alma lisa e completamente estabilizado, com carregamento automático (também neste caso, colocada ao longo do anel da torre como o T-72 anterior).

O armamento secundário consiste em uma metralhadora coaxial de 7,62 mm PKT e uma metralhadora NVST de 12,7 mm usada contra alvos terrestres e aéreos.

É equipado com o motor de turbina a gás GTD-1000T, que desenvolve 1.000 hp [*8] e permite uma velocidade máxima de 70 km/h, mas apenas 350 km de autonomia. As vantagens deste mecanismo são seu tamanho compacto, alta potência e capacidade de partida, mesmo quando a temperatura atinge -40 ° C.

Como resultado, o T-80 é muito mais rápido e mais rápido que o T-72 e o T-64. No entanto, seu sistema de propulsão tem várias desvantagens, das quais a mais notável é o alto consumo de combustível. De fato, pode consumir até 750 litros de combustível por 100 km.

Outras desvantagens são, como visto, a manutenção complexa e o alto preço. O T-80 também é equipado com uma fonte de alimentação auxiliar, que suporta todos os sistemas quando o motor principal é desligado. A suspensão do T-80 foi melhorada em comparação com a do T-64.

Oponentes naturais do T-80 são o tanque estadunidense M-1 Abrams, do qual ele assumiu o sistema de propulsão com turbina a gás, o britânico Challenger 2, com uma nova torre, o francês Leclerc, o alemão Leopard 2 e o italiano Ariete.

Existem 12 variantes do T-80, incluindo a mais recente, a T-80BVM (na foto), e o veículo foi usado em combate durante a Primeira Guerra Chechena (1994/1996), na qual um número desconhecido foi destruído durante batalhas nas ruas de Grozny.

 

T-90

O T-90, originalmente chamado T-72BU (Ob’yekt 188), é um MBT de terceira geração adotado pelo exército russo em 1993, cuja produção em baixa velocidade começou em 1994. Atualmente, cerca de 1.000 blindados estão em serviço em todas as variantes que compõem a linha de operação mais moderna e é o único tanque russo em produção em série se o T-14 (Ob’yekt 148) Armata for abortado.

O T-90 foi vendido para a Argélia (305), Azerbaijão (114), Iraque (73), Síria (65), Turquemenistão (40), Vietnã (64) e Índia, que obtiveram a licença de produção para 620 amostras. Há alguns anos, a Venezuela havia feito um pedido de 40 a 100 blindados desse tipo, mas parece que eles não foram entregues.

O armamento principal do T-90 consiste no canhão 2A46M-2, com 125 mm L/48 de alma lisa e totalmente estabilizado, que também é usado para lançar os mísseis guiados anti-tanque 9M119M Refleks (designação OTAN AT-11 ‘Sniper-B’), com um alcance de 4 a 5 km e que também pode abater helicópteros em baixa altitude.

O canhão é servido por um carregador automético, tipo carrossel, na qual existem 22 projéteis prontos para uso, enquanto os 21 restantes são guardados no casco, em vez de em um compartimento antiexplosão, como ocorre na maioria dos veículos ocidentais.

T-90

O alcance efetivo diurno com munição APFSDS é de 2.000 a 3.000 metros, o alcance noturno é de 2.000 a 2.600 m, com um grau de penetração estimado de 590 a 630 mm em blindagens RHA a uma distância de 2.000 m.

O armamento secundário consiste em uma metralhadora coaxial de 7,62 mm PKT e uma metralhadora Kord de 12,7×107 mm usada contra alvos terrestres e aéreos.

O T-90, tripulado por três homens, usa o casco bem testado do T-72 e a torre com todos os sistemas de armas do T-80U. O sistema de conduta de tiro foi atualizado com sistemas e eletrônicos de última geração.

Para a navegação, o blindado usa um sistema de satélite GLONASS (o equivalente russo de GPS) combinado com GPS. Juntamente com os novos eletrônicos, também existe um sistema digital de “consciência situacional“, capaz de conectar os diversos veículos da unidade entre si e com a infantaria localizada nas proximidades, para compartilhar informações sobre alvos, direcionar o fogo e evitar acidentes de fogo amigáveis.

O veículo é construído em blindagem composta soldada com blocos de blindagem reativa explosiva (ERA) Kontakt-5 integrados, e sua proteção é aprimorada pelo sistema de contramedidas Shtora-1, que reduz significativamente a chance de ser atingido por mísseis anticarro (ATGM) com guiagem semiautomática e pelo Sistema de defesa ativa APS Arena-3, integrado à estrutura da torre.

Apesar de toda essa proteção, esses dispositivos técnicos não impediram que os guerrilheiros no Iraque e os guerrilheiros antigovernamentais na Síria explodissem tanques T-90 fornecidos pelo exército iraquiano e sírio com mísseis ocidentais e orientais.

Inicialmente, os T-90 eram movidos por um motor diesel multicombustível V-84MS de 840 hp, mas imediatamente após a entrada em serviço, a produção foi baseada no motor V-92 de 1.000 hp, que permite uma velocidade de 60 km/h e autonomia de 550 km.

O equipamento é completado pelo sistema de proteção NBC, o sistema automático de combate a incêndio, uma unidade de energia auxiliar para alimentar os sistemas com o tanque desligado, um kit de snorkel, que pode ser instalado pela tripulação do tanque em cerca de 20 minutos, e uma lâmina para a preparação de estações de trabalho. O T-90 participou de conflitos recentes na Ucrânia, Iraque e Síria.

Atualmente, são as notícias de um contrato para a atualização para as versões T-90M Proryv-3,  com um novo design de torre totalmente soldado e protegido pelo sistema Relikt ERA, com melhorias em termos de proteção geral, mobilidade, controle tiro e poder de fogo graças à experiência de combate das forças armadas russas adquiridas durante a operação antiterrorista síria.

No campo ocidental, para manter a margem de superioridade qualitativa também neste veículo, há as pesadas modernizações do M1A2 Abrams SEPv3 e do Leopard 2 que, nas versões 2A6 e 2A7, além de renovar as suítes eletro-ópticas, com o além de câmeras para fornecer visibilidade ao piloto em 360 ° durante o dia e à noite, e na substituição do canhão Rheinmetall Rh-120 L44 por um muito mais letal, o L55, permitindo que dispare as mais recentes gerações de munição perfuradora a uma velocidade inicial muito alta, além da inclusão de diferentes de proteção adicional em comparação com os modelos A4 e A5 anteriores, bem como novos sistemas de comando e controle.

Mais atrás, porém, está a questão relativa à modernização da linha Challenger 2 do exército britânico, equipada, após a Guerra do Golfo, com uma nova torre mais ergonômica (em vez da Challenger 1, que era de estreita derivação Chieftain) com novas câmaras térmicas, e a do tanque francês Leclerc, que está passando por um conjunto de trabalhos que visam mais eliminar a obsolescência do que equipá-la com novas capacidades, tanto na coleta de dados quanto no setor de combate.

No entanto, todos os principais blindados ocidentais estão destinados a se tornar, nas intenções das Forças Armadas que os empregam, verdadeiros centros nodais para a recepção e transmissão em modo protegido dos dados adquiridos pelo pessoal em terra, veículos e aeronaves no ar, adquirir capacidades reais de C4I nas versões dos veículos de comando do batalhão / empresa.

 

T-14 Armata

A existência do T-14 Armata (Ob’yekt 148) foi revelada durante o desfile em 9 de maio de 2015 na Praça Vermelha de Moscou.

O Armata é um blindado de nova geração, com um design limpo e uma série de recursos muito avançados, projetados pelo Departamento de Design de Ural para Construção de Máquinas de Transporte e produzidos pela Uralvagonzavod. O veículo apresenta três inovações fundamentais que o distinguem de seus antecessores e de seus colegas ocidentais: uma blindagem mais pesada, a torre não tripulada e a capacidade de sobrevivência da tripulação de três homens.

O T-14 possui uma blindagem recém-projetada, feita de uma nova liga de aço (chamada 44C-SV-W do Steel Scientific Research Institute), materiais cerâmicos e compostos aos quais é adicionada uma armadura reativa explosiva de Malakhit [*9] e um sistema de proteção automática de nova geração, o Afganit [*10], que de acordo com o Instrument Design Bureau (KBP), seria capaz de interceptar misseis guiados e projéteis APFDS, apesar disso ser muito questionado e nunca comprovado.

Suam blindagem é revestida com tintas e painéis de material absorvente de radar (RAM), que, segundo o fabricante, devem limitar a detecção por radares de busca terrestre, assinatura térmica e detecção por infravermelho.

T-14 Armata no desfila na Praça Vermelha, em Moscou, no 70º aniversário da vitória da Grande Guerra Patriótica, em 07 de maio de 2015 (Foto de Plínio Lins)

Todos os membros da tripulação ficam protegidos em um compartimento selado e protegido por mais de 900 mm de blindagem (RHA). Eles completam a proteção dos painéis laterais, das minissaias e blindagem do tipo “gaiola” (Slat armor) na traseira.

A torre totalmente estabilizada com giroscópio está armada com um canhão 2A82 (ou 2A82-1M), com 125 mm L/48 de alma lisa, que, de acordo com fontes russas, quando comparado ao antigo T-90 2A46M, aumentou precisão de 15 a 20% em alvos estáticos e cerca de 70% com o alvo e o veículo em movimento. O canhão é alimentado por um carregador automático capaz de carregar indiferentemente os mísseis 9M119M1 Invar-M [*11], ATGM 3UBK21 Sprinter [*12] ou projéteis APFSDS, HEAT-FS e HE-Frag. O carregador automático tem capacidade para 32 projetos prontos para uso, dentre os 40 disponíveis.

O armamento secundário consiste em uma metralhadora coaxial de 7,62 mm PKTM e uma estação de armas com controle remoto (RWS) com uma metralhadora Kord de 12,7 mm.

O T-14 está equipado com um conjunto de radares de varredura eletrônica ativo de 26,5 a 40 GHz, usado principalmente pelo APS, que permite rastrear até 40 alvos aéreos ou 25 alvos simultaneamente. O sistema de rastreamento fornece uma solução de tiro automática para destruição de alvos, que pode ser transferida para o computador APS ou o computador de controle de canhão.

O blindado também seria capaz de designar alvos para artilharia, aviões e helicópteros (gerenciamento de campos de batalha) e usa canais de comunicação altamente protegidos. O comandante e o artilheiro possuem sistemas de visão de imagens multiespectrais, com espectro eletromagnético visível, canais termográficos e telêmetros a laser.

A suíte de observação do comandante é instalada no topo da torre e possui um campo de visão de 360 ​​°, enquanto o do artilheiro é escravizado pela arma principal. A distância de detecção para ambos é de 7.500 m à luz do dia, através do canal de TV, e ± 3.500 m à noite através do canal térmico. Também é fornecido um sistema de visão noturna de backup.

Além dos periscópios tradicionais, o piloto está equipado com uma câmera infravermelha e uma série de câmeras de CFTV com zoom que permite cobertura de 360 ​​° (percepção situacional).

O T-14 possui um sistema de propulsão baseado em um motor de nova geração muito mais compacto que os anteriores, um diesel turboalimentado ChTZ 12N360 (A-85-3A) que desenvolve 1500 hp [*13] controlado eletronicamente, localizado na parte traseira em conjunto com a transmissão automática com 12 marchas reversíveis.

Todo o conjunto motor-transmissão (powerpack) pode ser facilmente removido e substituído pelo uso de equipamentos de campo. Estima-se que o blindado possa ter uma velocidade máxima de 80-90 km/h e que possua autonomia de cerca de 500 km. Além disso, parece que ele está equipado com um sistema parcial de suspensões hidráulicas no 1º, 2º e última roda, que poderia ter sido projetado para melhorar a capacidade de manobra e direção do veículo e as possibilidades de engate.

O equipamento é completado por um sistema de satélite GLONASS combinado com GPS, proteção NBC, proteção automática contra incêndio, uma unidade auxiliar de energia para alimentar os sistemas com o veículo desligado e uma lâmina para a preparação de estações de trabalho.

No projeto do veículo, muita coisa foi pensada sobre a mobilidade estratégica do tanque: sua massa (relativamente) modesta, de 48 toneladas, permite que ele seja facilmente transportado por trem ou reboque, dois T-14 com suas respectivas tripulações e todo o equipamento podem ser facilmente carregados no pesado avião de transporte An-124, enquanto o maior avião aéreo estratégico russo, o Il-76, ainda é capaz de transportar um T-14.

Desde os primeiros estágios, o T-14 Armata foi projetado para ser uma plataforma versátil para toda uma nova série de veículos blindados, como o pesado T-15 IFV, o T-16 ARV e outros veículos de apoio especializados, mas talvez o alto os custos e os problemas técnicos que surgiram nas amostras da pré-série (muitos ainda longe de ser solucionados), submetidos a testes intensos, limitarão a produção a algumas centenas de amostras, priorizando os T-90 em versões sempre atualizadas.

Segundo rumores, o T-14 será um MBT de “elite para algumas unidades da Guarda Vermelha”, como a 4ª Divisão de Tanques da Guarda Kantemirovskaja e a 2ª Divisão Motorizada da Guarda Tamanskaya, essa última para os IFV T-15, ambas estacionadas no Distrito Militar de Moscou e são consideradas divisões de reserva para serem usados ​​em situações de emergência.

 

Notas [*]

[*1] MBT: tanque de batalha principal;

[*2] Na época, era o primeiro tanque do mundo a usar um canhão de alma lisa;

[*3] O APFSDS foi superado por isso, disparado pelo canhão de 105 mm L7 que era padrão nos países da OTAN;

[*4] Foi o primeiro tanque soviético a ser equipado com um carregador automático hidráulico. A solução economizou uma porção considerável de espaço;

[*5] Uma tentativa soviética fracassada de copiar o powerpack britânico Chieftain;

[*6] Os alemães estimaram que o T-72 soviético poderia penetrar na armadura frontal dos primeiros tanques Leopard 2 a uma distância de 1.500 metros e na armadura frontal do tanque Leopard 1 a mais de 3.000 metros;

[*7] casco e outros componentes;

[*8] Basicamente, este é um motor de helicóptero modificado;

[*9] Malakhit é um kit de blindagem explosiva reativa (ERA), com duas camadas, desenvolvido para a nova geração de veículos blindados russos. No T-14, os módulos são instalados no casco e na torre;

[*10] O Afganit é um complexo sistema de rádio eletrônico que combina o radar de varredura eletrônica ativa (EASA), um subsistema de computadores e lançadores que disparam tiros especiais, cujos fragmentos destroem os projeteis vindos em sua direção. A foto mostra os lançadores de submunição em forma de tubo localizados na base da torre;

[*11] Alcance real de combate entre 100 m e 5 km e pode atingir alvos aéreos de baixa altitude, como helicópteros;

[*12] Com um alcance efetivo de até 12 km;

[*13] Em teoria, ele pode expressar até 2.000 hp, mas reduziria a vida útil.

 

 

Fotos enviadas pelo autor, a não ser quando indicadas

2 Comentários

  1. Show, o T-14 é o MBT a ser batido,por mais que o T-90(como gostaria de ver o T-90 MS Tagil nas cores do EB por ser moderno e bem mais leve que a maioria da atualidade) seja ultra moderno tbm ,o impulsionador de novos e mais modernos tanques q até está levando alemães e franceses a trabalharem juntos em um novo MBT todo moderno e futurista. A ideia de uma família de blindados usando a mesma plataforma/chassi do Armata ,creio eu ser de onde o EB tirou a ideia de fazer o mesmo,além da questão logística e de manutenção é claro, para nossa futura nova família de blindados feitos em casa .

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