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M113 com SARC REMAX, uma realidade

No dia de ontem, 27 de fevereiro, representantes da Diretoria de Fabricação (DF) do Exército Brasileiro visitaram a empresa Ares Aeroespacial e Defesa  para verificar a proposta de integração do sistema de armas remotamente controlado (SARC) REMAX 4 e itens acessórios na viatura blindada de transporte de pessoal (VBTP) M113BR como um “demonstrador de tecnologia”.

Na ocasião, foram apresentadas soluções para o aumento das capacidades da viatura, sendo elas a integração do REMAX 4, de um sistema de câmeras diurna/termal para o motorista, um pack de bateria extra com dispositivo que monitora a carga, um rádio para transmitir a tela do atirador e um computador tático, prevendo o integração com o sistema PROTEUS e um software de gerenciamento do campo de batalha (GCB). Tais equipamento garantem maior proteção ao atirador, melhorias no desempenho do tiro, além de viabilizar a operação noturna da viatura.

Como itens adicionais, também foi exposta a possibilidade de integração com o rádio RDS-Defesa, desenvolvido pelo Centro Tecnológico do Exército (CTEx) em parceria com a AEL Sistemas, e a disponibilização de um computador tático para gerenciamento das informações durante operações.

O objetivo deste conceito, desenvolvido pela Ares com a DF, é verificar a viabilidade deste novo sistema de armas, como uma precursora da futura viatura blindada de combate de fuzileiros (VBC Fuz) a ser adquirida no âmbito do Programa Estratégico do Exército (Prg EE) Forças Blindadas, para auxiliar na criação de doutrina ou ser utilizado como complemento a nova viatura, devido ao incremento do de seu poder de combate e da consciência situacional do comandante, pois apesar de ser um “demonstrador tecnológico”, todos os componentes integradas são do mais alto nível de maturidade tecnológica e alguns comprovados em combate.

 

N. da R:

Este tema já foi anteriormente apresentado por T&D, em agosto de 2021, no artigo “M113 com SARC REMAX, uma possibilidade” e sugerimos sua leitura como complemento às informações apresentadas.

 

Com informações e imagens da Ares e Diretoria de Fabricação

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Respostas de 27

  1. Bastos, com base na questão “…verificar a viabilidade…”,na sua visão, o EB não tende a comprar e instalar uma quantidade grande de torres para os M-113 ou será apenas um lote pra testes ???

    1. 1ª. Maior proteção ao atirador, que não fica exposto;
      2ª. Maior precisão do armamento, devido aos sensores do SARC;
      3ª. Maior consciência situacional do comandante, devido aos sensores e sistemas de comunicação e gerenciamento do campo de batalha;
      4ª. Capacita a viatura a operar e combater a noite e em condições adversas, devido aos sensores.
      Dentre outras.

      1. Os itens 3 e 4, sozinhos, já justificam a adoção do equipamento. Os itens 1 e 2 aumentam também aumentam sua capacidade de defesa. É um veículo de transporte que normalmente trafegaria com 13 soldados (2 + 11) . Num campo de batalha, a adoção de um equipamento desse no m-113 aumenta muito a chance de sobrevivência em qualquer situação.

        Agora Bastos, se me permite outra perguntar, revendo as fotos vejo uma UT30BR ali no fundo. Pensam em testar ela também? O peso é muito superior.

  2. Boa noite Bastos:
    Num cenário de combate atual, guerra assimétrica ou guerra entre exércitos, como está viatura se encaixa dado sua idade frente a modernas armas?
    Não sou um critico, (muitos países ainda a utilizam),mas quero entender como ela teria chance de sobreviver.
    Essa torre já não expõe o artilheiro/viatura, o que é um up..
    Obrigado novamente pela sua atenção!

    1. O objetivo desta viatura é ser um “onibus” para as tropas, vai deixar o mais proxi,o possivel do campo de batalha e recuar. Estas viaturas apesar da idade ainda são excelentes para isso, basta ver seu uso na Ucrania. Ainda serão utilizadas no mundo por muitos anos ainda.

  3. A iniciativa é boa. Penso que deveria também incrementar a blindagem da viatura. Servi como oficial temporário no 24° BIB (já extinto) no final dos anos 90. Infelizmente, também não tínhamos na época a versão posto de comando e porta morteiro. Em tempo, seria realmente interessante o Estado Maior do Exército Brasileiro considerar uma Viatura de Combate de Infantaria para os BIB, tal como os Marder III, os Puma, os BMP’s. O M-113 sempre será o “táxi de batalha” que transporta os fuzileiros para as operações de flanco guarda. Certamente não haverá incremento no armamento da viatura além da .50. Talvez considerar um lança granadas geminado com a .50.

  4. Excelente notícia…espero que os programa do Guarani morteiro 120mm possa servir na platafoma m-113 também….quanto maior for a padronização da força melhor.

  5. Caro Paulo Bastos, com esta mudança a viatura passa de vbtp para vbc fuzileiro? digo isso porque na outra matéria você já questionou o uso em combate embarcado (IFV), mudou algo de lá para cá? abraço

    1. Sobre Os Guarani com REMAX, apenas um percentual entre 20 e 30% das VBTP deverão ser equipadas com SARC, o restante deverá ter torre manual (Platt ou REMAN).
      E existe a previsão de 35 VBTP serem equipadas com UT30.

      1. Paulo, em que pé está o desenvolvimento da UT30BR II e em que medida a UT30 Mk II pode ou não ser adotada, caso esta decisão seja tomada, uma vez que é uma torre que ocupa espaço nos bldos.

        1. Atualmente uma TU30BR já está sendo convertida para o padrão BR2 e esta deverá ser entregue este ano para passar pelos testes no CAEX.
          Flavio, mais uma vez, o EB nunca cogitou a utilização da MKII em suas viaturas sobre rodas, pelos motivos que já apresentei aqui inúmeras vezes.
          Esta pode, caso seja o desejo do EB, ser adotada na nova VBC Fuz, mas este projeto ainda está em fases de estudo.

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