TCD Siroco: A alternativa chilena

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De Viña del Mar – As declarações feitas pelo ministro da Defesa do Chile, Jorge Burgos, ao jornal local La Tercera, abriram novamente a opção de compara do navio anfíbio multipropósito francês TCD Siroco para a marinha chilena. É um exemplar idêntico ao TCD Foudre, adquirido pela Armada do Chile da Marine Nationale e entregue formalmente em Toulon, no ano de 2011, depois de ser batizado como LSDH-91 Sargento Aldea.

Depois da implementação do plano de reestruturação das Forças Armadas Francesas, o TCD Siroco será desativado no final deste ano, e por isso o governo francês quer vendê-lo. Vale lembrar que, diante do pedido da Armada chilena, o contrato de compra do TCD Foundre incluiu uma cláusula que dava ao país a primeira opção de compra do TCD Siroco. Isso enriqueceria as capacidades anfíbias, de transporte, projeção da Brigada Expedicionaria Anfíbia e apoio à comunidade.

É de conhecimento público que em 2014 o governo chileno não foi favorável à compra do TCD Foudre, alegando, entre outras coisas, que os fundos acumulados da Lei Reservada do Cobre não podiam ser usados para não aumentar o déficit fiscal. Por isso mesmo, nesta instância, a possibilidade de estandarizar as capacidades em navios similares era negada, e era algo obrigatório a extensão da vida útil de outras plataformas, como por exemplo as LST da classe Batral.

Atualmente, depois da consistente intervenção das Forças Armadas no norte do Chile, em apoio à comunidade golpeada pelas inundações, o debate sobre os requerimentos necessários para que as FFAA possam cumprir suas tarefas de ajuda à população ganha ainda mais força.

O governo chileno recua em sua postura inicial e agora se abre à opção de negociar o TCD Siroco francês. Caso as conversas avancem e a compra for concretizada, seria uma boa alternativa para a Armada do Chile, mas também um evidente exemplo da falta de uma Política de Defesa clara, com cursos de ação, requerimentos e aquisições definidas.

Cristián Marambio