SALITRE 2026: Gripen foi destaque, afirma comandante do Esquadrão Jaguar

(U.S. Air Force photo by Master Sgt. Ceaira Tinsley)

A quinta edição do Exercício SALITRE foi concluída no domingo (12), encerrando uma campanha histórica para a Força Aérea Brasileira (FAB). Pela primeira vez, o F-39 Gripen participou de um exercício internacional no exterior, representando o Brasil na principal atividade organizada pela Força Aérea Chilena (FACH). A edição de 2026 também marcou a estreia das forças aéreas do Paraguai e da Colômbia com seus Embraer A-29 Super Tucano.

Durante o treinamento, o Gripen do Esquadrão Jaguar (1º Grupo de Defesa Aérea) operou ao lado de aeronaves como os F-16 Fighting Falcon e F-5 Tigre III+ da FACH e Força Aérea dos Estados Unidos, representando os vetores de alta performance na operação. Segundo o comandante da unidade, tenente-coronel Vítor Bombonato, o caça brasileiro foi a aeronave de maior capacidade tecnológica empregada no exercício, reunindo sensores e sistemas que proporcionaram uma vantagem significativa durante as missões de combate.

O deslocamento até o Chile também chamou atenção. Sete Gripens decolaram da Base Aérea de Anápolis (GO) acompanhados por um KC-390 Millennium do Esquadrão Zeus (1º GTT). Após uma escala em Campo Grande (MS), um dos caças, designado como reserva técnica, permaneceu ao Brasil, enquanto os outros seis seguiram para a Base Aérea Cerro Moreno, em Antofagasta, percorrendo mais de 2.500 quilômetros sem necessidade de reabastecimento em voo.

FACH/Divulgação
FACH/Divulgação

Em entrevista à Saab, Bombonato revelou que o Esquadrão Jaguar acumulou mais de 100 horas de voo em 50 saídas durante o SALITRE 2026, participando de missões de combate aéreo aproximado (dogfight) e além do alcance visual (BVR). Segundo ele, o principal diferencial do Gripen esteve na elevada consciência situacional oferecida ao piloto, resultado da integração entre os diversos sensores embarcados.

Conforme explicado pelo oficial, o piloto recebe as informações de forma clara e organizada, permitindo compreender rapidamente o cenário tático e tomar decisões com muito mais eficiência.

Essa capacidade é resultado da fusão de dados provenientes dos sistemas como o radar AESA Raven ES-05, o sensor infravermelho IRST Skyward-G e o receptor de alerta radar (RWR). As informações são compartilhadas em tempo real entre os demais Gripens da formação por meio do datalink tático. De acordo com Bombonato, essa integração colocou o F-39 em posição de destaque entre os participantes justamente no aspecto da consciência situacional, um dos fatores mais decisivos nos combates aéreos modernos.

A participação no SALITRE representa mais um marco no processo de consolidação operacional do F-39 Gripen na FAB. Após as certificações de reabastecimento em voo, os lançamentos de armamentos ar-ar e ar-superfície e a participação em grandes exercícios no Brasil, a estreia em um treinamento multinacional fora do país amplia a experiência da unidade em cenários complexos e reforça a inserção do novo caça brasileiro entre as principais forças aéreas da região.

COMPARTILHE

Respostas de 6

  1. A Base Aérea de Anápolis, desde os MIRAGE III, sempre foi a vanguarda da aviação de caça do Brasil.
    Embora os Gripen sejam da categoria de caça leve, não há dúvida alguma sobre representar um salto tecnológico da FAB.
    Parabéns Jaguares!

  2. Parabéns ao Brasil, a nossa gloriosa Força Aérea pela sua participação nessas operações, e na escolha acertada ao adquirir esses caças. É isso aí, esse sim é o Brasil.campeao

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *