Primeiro Centauro 2 de produção é apresentado

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No dia 16 de fevereiro, o chefe do Estado-Maior do Exército Italiano, tenente-general Salvatore Farina, e o diretor de armamentos terrestres, o tenente-general Paolo Giovannini, foram apresentados ao primeiro exemplar de produção do Centauro 2, em sua fabrica no Norte da Itália.

O Centauro 2 representa uma grande evolução em relação ao Centauro 1, em termos de poder de fogo, capacidade de observação do campo de batalha, mobilidade, precisão de tiro, comunicação e maior proteção da tripulação.

Equipado com um motor moderno de mais de 700HP e a transmissão H, típica dos veículos blindados 8×8, uma plataforma com uma arquitetura totalmente nova e torre de última geração, equipada com um canhão Oto Melara de 120 mm e 45 calibres, e modernos sistemas de comunicação de comando e controle, tornando-o uma das os veículos mais modernos fornecidos aos exércitos ocidentais, uma plataforma blindada com rodas inovadora, capaz de operar em todos os cenários: desde missões de segurança nacional até operações de manutenção e apoio à paz.

No final de 2020 a Direção de Armamentos Terrestres e o Consórcio Iveco – Oto Melara (CIO) assinaram o contrato para a fabricação de 86 Centauro 2, com mais 10 unidades em opção, além das 10 já contratadas em 2018, dando uma resposta a uma necessidade total de 150 veículos a serem atribuídos às unidades de cavalaria do exército.

Durante o evento foram discutidos os trabalhos em curso na produção dos novos veículos e também foi apresentado o Posto de Comando Tático Digital 8×8 VBM Freccia. Este veículo é composto por duas versões, uma para o comandante da operação e outra para o da unidade, e são equipadas com os mais modernos equipamentos de comunicação que se integram perfeitamente à rede de comando de batalha tática do Exército.

 

22 Comentários

      • E o caiafa falando em live que o Brasil tá negociando sim o centauro mas de segunda mão tipo o centauro 1. Paulo da uma luz para ele que é o centauro 2 e não o 1 usado abraço

        • Alex, ele deve ter as fontes dele, ou ter deduzido (como o fez no caso da modernização do Leopard), porem, nesse caso, eu afirmo que ele esta equivocado.

  1. Trocaria todos os CC por eles.
    Toda cavalaria mecanizada, RCB e os RCC.
    600 destes dariam conta do recado.
    Abraços.

  2. Bela máquina viu, o Centauro I já era fodão, imaginem o Centauro II no estado da arte. O EB vai dar um salto ornamental ao adquirir esta máquina.

  3. Excelente notícia ! Tomara que o EB de fato chegue a comprar algumas centenas do Centauro 2, já tive a oportunidade de entrar num Centauro 1 espanhol e o bicho é enorme ! Sem contar que o 2 é um blindado digno do design italiano, belíssimo e com um poder de fogo digno dos MBT.

  4. Mestre Paulo, essas rodas dele não seriam exageradamente expostas não ? Me parece que não tem muita proteção num T.O e isso poderia ser seu calcanhar de Aquiles, não ? Ou teriam alguma “saia” para cobri-las ?

    • Meio que “vão se os aneis e ficam os dedos”…pneus e rodas são substituíveis, a campo inclusive, conforme o grau de afetação…Não sei se é essa a lógica mas não é ruim não…protege o “corpo” e substitui os membros.

      • para a infantaria teoricamente é o alvo pois pelo menos não avança no terreno….sem falar que não são só rodas e pneus…..

    • Caro Adriano , as rodas “expostas” não são um empecilho tão grande assim. Já vi um Urutu antigo, por exemplo, que somente com o eixo dianteiro tracionando (o eixo de transmissão para as quatro rodass traseira estourou) continuou no campo de provas e venceu uma grande parte dos obstáculos sem problema (praticamente só não ultrapassou o “ressalto”, um muro vertical de concreto com ~+ 1,0m). Para tirar de combate um tanque com esteiras “basta” acertar um missil na roda de tração ou arrebentar a esteira de um lado que ele fica parado. Um Centauro II mesmo com duas rodas de um eixo que estejam fora de combate – com oito rodas quatro a quatro com tração H – ele ainda garantiria, se não hover dano ao eixo cardã ou outro item que interfira na rodagem, um alto grau de mobilidade continuaria rodando quase que “normalmente”; projeteis .40 podem furar o pneu sem problemas porque as rodas possuem um disco de aço concentrico ao pneu externo de borracha inflada por gases (nem sempre é ar…) no seu interior, composição essa que ainda possibilita até manter tracionado. É claro que se o impacto/explosão de um moderno Hillfire- por exemplo- atingir a blindagem lateral e/ou a torre e/ou os pneus em condições mais críticas, tanto faz vc ser tripulante de um Leopard 1A5 ou um Centurion II… . lembrar também que o de pneus é muito mais ágil e fica, em tese, menos a mercê do inimigo.
      Em termos de armamento nenhum dos nossos Leopard possui canhão de 120mm e para a maioria dos teatros operacionais brasileiros eu acredito que a substituição dos Leopards por Centauros II não so seria muitos mais barato do que por MBTs de lagartas mais modernos mas também até mais eficaz. Só nos campos mais abertos ha condições nos quais os dotados com esteiras se mostrariam talvez mais efetivos – isso pode ser no RS ou em Rondonia…, Mas se for considerar que pelo mesmo recurso finaceiro pode-se ter 30% a mais de veiculos com oito rodas eu diria que, no mínimo, se equivalem em combate.

      • Só mais um ponto que esqueci de frisar: um blindado sobre esteiras ou sobre pneus, tanto faz, sempre que possível serão transportadao até proximo da frente de combate em caminhões ou trens; o Rommel original (sim, o Erwin, a respeito da vida de quem, evidentemente, já li alguns livros, é claro, e até conheci pessoalment tres pessoas que serviram com ele…) perdeu algumas batalhas para os ingleses quando os americanos levaram centenas de caminhões para a Africa; enquanto que os tripulantes alemães tinham que percorrer, em alguns casos, uns 400 km para entrar em ação, implicando em comboios com veiculos municiadores, caminhoes tanque de combustiveletc.) , os seus inimigos iam de ônibus até uns 30 km da frente de combate onde reecebiam seus veículos abastecidos e armados. Isso não só, e principalmente, representava um desgate enorme para os combatentes germânicos (parâmetro muito mais crítico quanto à eficácia ) mas também os panzer tinham que enfrentar shermans em maior número, melhor abastecidos e assim por diante….
        E aqui no Brasil? Se tiver que ir de uma cidade até uma zona vizinha com o blindado percorrendo o caminho por meios próprios,é claro que os sobre pneus levam muita vantagem. Aqui no Brasil o pessoal tem mania de atribuir limitação quanto à adoção de blindados de maior porte decorrente “do gabarito das estradas de ferro (principalmente quando há tuneis e pontes”). Além de ser um conceito muito questionável – seja por que um dos nossos defeitos é que priorizamos estradas asfaltadas ou seja temos poucas estradas de ferro, principalmente onde elas deveriam estar… – o fato é que um Centurion II pode mais facilmente percorrer estradas de rodagem “normais” . Computadas vantagens e desvantagens, os Centurirons me parecem a melhor solução para o EB. Todos concordam?

  5. Não há dúvidas, este será o blindado que equipará nosso Exército Brasileiro. Parabéns pela excelente matéria, Bastos.

    Pergunta: O que será feito com os EE-9 Cascavel após a substituição total deles pelo Centauro II? Serão doados, por exemplo ao Uruguai ou quem sai Argentina? Serão desmontados? Serão doados aos órgãos de segurança pública do Brasil? Saberia nos responder?

    Abraço.

    • Provavelmente vão para a reserva e serão estocados juntamente os Urutus e os M-41, O Exercito pode ate doar alguns para o Paraguai,Uruguai.
      Em relação a doação para órgãos de segurança publica não há motivo para usarem um blindado com canhão de 90mm, Então acho mais provável doarem Urutus invés dos Cascavel.

  6. Show, quanto a substituir os CC pelo Centauro , são usados para missões diferentes! Acho o Centauro 1 mais parrudo que e 2 , apesar do 2 ser tecnologicamente mais avançado!

  7. Realmente seria o sonho de consumo, eu também trocaria pelos MBT’s, pois podem ser usados em boa parte do Brasil, alto poder de fogo, com esse moderno canhão de 120 mm, e alta tecnologia embarcada, realmemte uns 500 desses no EB e uns 50 nos FN, poderiam ser um grande poder de dissuasão, esses veiculos, em companhia de mísseis antitanque e drones acredito ser o futuro parz o campo de batalha.

  8. MBT sobre lagartas tem uma função. Blindados sobre rodas tem outra. Substituindo um pelo outro, vai sempre ser perdida alguma coisa. Não misturem as coisas. Procurem se informar ……… na Internet tem uma infinidade de informação sobre isso.

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