Foi publicado no Boletim do Exército de hoje, 30 de abril, a Portaria 278-COLOG/C Ex, que aprova a o plano de desativação da viatura blindada de combate, carro de combate (VBC CC) Leopard 1 BE, conhecidos na Exército Brasileiro (EB) como “Leopard 1 A1”.
Em 1997, o EB adquiriu 128 unidades da VBC CC Leopard 1 BE provenientes dos estoques Exército Belga (junto com 91 M60A3 TTS, do excedente do US Army, no ano anterior), de forma emergencial, para substituir os então VBC CC M41C Caxias, que se encontravam com baixíssima capacidade operacional. Esses Leopard, produzidos a partir de 1965, chegaram com uma média de 500,8 horas de uso do motor, 3.229 km de quilometragem da transmissão e 172 EFC (disparos de “carga cheia”) de vida útil do canhão.
Apesar de, em um primeiro momento, apresentarem uma evolução operacional para a Cavalaria Blindada do EB, sua implantação ocorreu sem um plano logístico robusto ou extensão de sua vida útil, o que causou uma operacionalidade muito irregular.
A partir de 2012, como etapa do plano de implantação de 220 VBC CC Leopard 1 A5, 74 viaturas foram desmontadas para servirem de itens de suprimentos para a versão 1 A5, 12 viraram acervo histórico, uma foi doada e as 41 restantes foram recuperadas e destinadas para o 4º Regimento de Cavalaria Blindado (RCB), de São Luiz Gonzaga; o 6º RCB, em Alegrete; e o 9º RCB, em São Gabriel, todos no Estado do Rio Grande do Sul e subordinados às 1ª, 2ª, 3ª Brigadas de Cavalaria Mecanizadas (Bda C Mec), respectivamente .
Com a desativação dessas VBC CC, os RCB, as unidades de “Ação de Choque” das Brigadas C Mec, não terá condições de cumprir sua missão, abrindo uma importante lacuna para a operacionalidade da Força Terrestre, como já exposto por Tecnologia & Defesa, tornando urgente a aquisição de seu substituto.

Respostas de 25
Está aí uma boa oportunidade para o Tulpar nos RCB pela comunalidade com a torre do centauro.
Meu medo com esses acordos de defesa com a Alemanhã é eles pegarem esses cacos velhos dos Leopard 2A4 como “tampão”. Se isso acontecer, basicamente vai acabar com a seleção de um novo carro de combate e mais uma vez iremos com velharias em final da vida útil.
Como não tem grana pra tudo , poderiam comprar M-60 e modernizar , os americanos tem um estoque grande,além de uns Bradleys tudo via FMS
Leopardo 1A1 cumpriu sua parte! hora de descansar.
Na prática, vai mudar pouquíssimo, pois os 1BE já tem baixíssima disponibilidade há um bom tempo. Existem somente de foram figurativa, então a desativação vai apenas oficializar o que praticamente já é realidade.
Desculpem o comentário de um leigo mas interessado. Como a marinha está construindo Submarinos, fragatas, barcos de patrulha novos e as forças terrestres discutem recuperar Leopard já defasados….
Esse tanque já era totalmente obsoleto quando chegou ao Brasil quase trinta anos atrás.
A blindagem de 70 mm não resiste nem a tiros de 40mm.
Nunca entendi essa compra de Leopard 1BE, não teria sido mais fácil comprar mais M60 e mantido uma padronização?
O Leopard é classe 40 (aproximados 40.000 kilos) e os M60, classe 60. A maioria das pontes e várias pavimentações brasileiras não suportam o M60. A silhueta do M60 é bem mais alta e difícil de desenfiar do que o Leopard, na geografia geral da América do Sul, nos TOs onde carros de combate podem ser empregados.
certo. mandou bem.
o peso do modelo do M60 usado no Brasil é de aproximadamente 51t, bem longe das 60t.
Eubfiz parte do primeiro esquadrao de Leopard 1A1 do Brasil !!
Esquadrao MAJOR ADALBERTO PEREIRA…..
Fui mecânico desses carros, tendo feito curso na Bélgica, cidade de Tournai e trabalhado como instrutor de curso e mecânico no extinto Parque Regional de Manutenção da 1ªRM. Mecanicamente, um excelente carro, confiável e trazia novidades pra nós, com seu tiro estabilizado (ele atirava em movimento), ainda que o sistema fosse dos anos 60 e “valvulado”. Carecia de blindagem, mas foi um carro concebido para ser leve e ligeiro, com baixa silhueta, o que na década de 60 era o melhor que se poderia ter na Guerra Fria, ante ao extinto Pacto de Varsóvia, países da “Cortina de Ferro”.. Dessa forma, o carro envelheceu: canhão 105mm hj é considerado “anêmico” e o carro carece de blindagem, não durando muito tempo como MBT no combate moderno de alta intensidade. Ainda bem que não temos inimigos históricos e à vista. Excelente reportagem, retornei no tempo e lembrei-me do “República de Grimaldi”, navio que trouxe os primeiros Leopard para nós e dos colegas do exército belga que trabalharam conosco no período de garantia técnica dos carros, além da caserna.
Grande na época Sgt. Renê, tive o prazer de servir com o Sr. por 09 anos no extinto PqRMnt/1, na época eu era o Sd. Pinto da seção de Engenharia. Grande satisfação mestre !
Perfeito! Comentário de conhecedor, sem “paixões”, só visão técnica. Toda tecnologia um dia chega à obsolescência e necessita substituição lógica.
Concordo! Sim a parceria com os turcos pode ser bem interessante, eles tem bons drones, como o Bayraktar TB2, helicópteros de combate, blindados e defesa antiaérea de médio alcance, e a transferência de tecnologia e a integração com a nossa base industrial de defesa!
Bom ouvir quem sabe do que está falando. Comentário simples, objetivo e esclarecedor.
Parabéns, Renê. 👏🏼👏🏼👏🏼
Eu acho que uma parceria com os turcos seria uma ótima oportunidade para termos acesso a novas tecnologias e acelerar a recuperação da Avibras.
Compra dos turcos monta, da manutenção na fábrica da Avibras
Ja saia com nosso data link e outros produtos de fabricação nacional.
aproveitando o máximo da Base Nacinal de defesa
Não entendo a desativação, venda isso. Nosso dinheiro não pode ser desativado.
o problema é que ninguém compraria um veículo de 1965, exceto países MUITO pobres, e acho que nem assim
Infelizmente é triste saber essa notícia, fiz parte do recebimento dessas viaturas blindadas em 1998, no parque de manutenção, e podemos realizar as manutenções que ali foram exigidas, já nesta época havia muitos carros com problemas e falta de peças de reposição, é mesmo assim, podemos fazer as atividades de combate com algumas viaturas o fato é, que elas já chegaram com alguns problemas. Nosso país deve atentar para essas compras de matérias, pois se de fato vier uma guerra, como ficaremos na linha de batalha, isso é preocupante.
Como diz o texto “sua implementação sem um plano logístico robusto e implementação da extensão da vida útil”, ou seja, o exército sendo o exército. Mais que equipamento nossas forças precisam de novas doutrinas e inteligência no uso dos recursos. Caso contrário vão estar sempre despreocupados.
considerando o tamanho do territorio nacional, vemos que há tempos temos a necessidade de fabricar nossos próprios armamentos. Poderíamos já começando fazendo uma “engenharia” reversa nos melhores equipamentos. Temos diversos fornecedores nacionais para isso.
É uma pena que o Brasil só compra veículos,nesse caso Tanques obsoletos de outros países. Eu sei que é caro investir em um blindado do zero,mas seria bem melhor o Brasil criar um Tanque moderno próprio como o EE-T1-Osório do que ficar comprando Tanques de 30 a 60 anos atrás. impostos sendo entregues a milionários inúteis ao invés de coisas que realmente são necessárias.
Na imagem a VBC Angra, do 1º Esqd, 1º RCC, no CISM, quase 20 anos atrás.