Exército Brasileiro inicia o processo de retirada dos canhões antiaéreos Oerlikon

Foi publicado no Boletim do Exército da última quinta-feira, 30 de abril, a Portaria 276-COLOG/C Ex, que aprova a o plano de desativação do sistema de defesa antiaérea Oerlikon – Contraves, de 35 mm, o EB40-P-20.006.

O sistema Oerlikon – Contraves 35 mm, que teve sua concepção inicial na década de 1950, foi adquirido pelo Exército Brasileiro (EB), na versão GDF-001, em 1974. À época, foram adquiridos 38 canhões duplos, 19 centrais de diretoras de tiro (CDT) e 57 grupos geradores (GG), compondo 19 unidades de tiro (UT), sendo que cada era composta por dois canhões duplos, um CDT e três GG; e mais um canhão para ser utilizado como meio auxiliar de instrução (MAI).

As primeiras UT chegaram ao Brasil em 1976 e as últimas em 1979, completando mais de 50 anos do sistema que, desde então, não passou por nenhuma modernização para versões mais modernas, sendo de desativado por meio da Portaria 993– EME/C Ex, de 17 de março de 2023, pelo fato de apresentar deficiências que restringem o emprego da capacidade operativa, dentro do conceito do EB, principalmente nos escalões Divisão e Corpo de Exército.

Com a desativação desse sistema, a defesa antiaérea da Força Terrestre contará apenas com as 34 viaturas blindadas de combate Gepard 1A2 (dotadas com os mesmos canhões Oerlikon de 35 mm) e os mísseis de curto alcance Ptt 9K338 Igla-S, russo, e RBS 70, sueco, ambos do tipo MANPADS (“man-portable air-defense systems”).

Visando ocupar a lacuna na defesa antiaérea, além ampliar suas capacidades, o EB escolheu o  EMADS (Enhanced Modular Air Defence Solutions), de origem italiana, para ser seu novo sistema de defesa antiaérea de média altura, através de acordo “governo-a-governo” (G2G) com a Itália.

O Sistema EMADS escolhido pelo EB

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Respostas de 45

    1. o Brasil não pode depender de sistema defesa de outros países nós temos condições de desenvolver nossas armas, o governo brasileiro precisa parar de jogar o dinheiro brasileiro fora

      1. concordo plenamente. Brasil precisa mudar essa chave e incentivar a indústria de Defesa Nacional

        1. Fui cabo canhoneiro de um Oerlikon 35 mm em 1989, na época era o “Estado da Arte” em mecânica e eletrica/eletrônica.
          Mas hoje, o equipamento realmente não tem condições de ser mantido.

      2. Exatamente esse o problema, nao temos autonomias nem nas aeronaves de Embraer que dependemos dos Estados Unidos e outros sistemas de Israel. Brasil deveria ja ter comecado um plano ha muitos anos para hoje poder falar em soberania. Mas fica dificil pois até as fotos que o satellite tira da Amazonia temos que pagar para os Estados Unidos tambem.

      3. Sim, nós temos capacidade tecnológica de desenvolver nosso próprio sistema de defesa antiaérea. Não é barato e leva tempo. Enquanto isso, temos que comprar algo para ser entregue agora.

      4. De acordo. Temos sim engenheiros, físicos e tecnologia fabril pra sair completamente da dependência externa para equipamentos militares. Não ocorrerá de um dia para outro mas com persistência evoluiremos para além do esperado.

    2. Seevi o 2o. GAAae em 1983 – Quitaúna, Osasco-SP. 1a. Bateria. Concordo com com o comentário, modernizar o sistema de defesa e depois desativar.

  1. Quando o governo brasileiro vai investir pesado na indústria armamentista nacional para a produção de equipamentos de guerra com tecnologia brasileira.
    Um país continente como é o Brasil não pode ficar dependente de compra de equipamentos de guerra estrangeiros.

    1. o Brasil precisa de políticas que apoiam pesquisas e desenvolvimento de tecnologia nacional, toda vez que se desenvolve uma tecnologia no Brasil, é vendido a preço de banana para multinacionais por falta de incentivo no próprio país

    2. Servi em 1982 no Comando antiaéreo do 2° GAAE de Quitaúna. Ótimos canhões estes OERLIKON, mas, concordo que estão obsoletos quando vemos tantos drones modernos e que produzimos basicamente para fins agrícolas. Precisamos parar de desviar dinheiro e investir sabiamente nas nossas forças armadas, se quisermos ser realmente soberanos.

  2. Certo tirar de operação aparelhos obsoletos. O problema é compar uma quantidade que pelo menos proteja as principais infraestruturas do país. Na verdade temos urgentemente desenvolver o nacional.

      1. Concordo! com munição adequada (espoleta de proximidade e fragmentação) seria uma formidável defesa contra drones do tipo iraniano.

    1. vc transformou em palavras o que eu pensei ,agora na era dos drones ,que não compensa utilizar um míssil para abater um drone ,o eb desativa uma máquina dessas que manda uma saraivada de tiro para o abate dos mesmos,estranho ,acho contraprudente

      1. No meu ponto de vista, e humilde opinião, o que deveria se fazer, é primeiro instalar um novo sistema e depois fazer a retirada do sistema antigo.

      2. Acredito que irão manter o Gepard 1A2, que utiliza o mesmo armamento e possui muito mais mobilidade, haja vista ser um blindado sobre lagartas.

  3. Sistema antigo mas eficiente contra drones e helicópteros eu reformaria e manteria essas baterias na reserva.

  4. Servi no 3° GAAAé de Caxias do Sul, RS, em 1979, um dos três grupos do Brasil, os outros dois localizavam-se em Osasco, SP, e em Brasília, no ano da estreia destes canhões Suecos em Caxias do Sul, o que nos orgulhavam pela tecnologia.
    Nostalgia que perdura.
    Mas, a tecnologia precisa ser implementada.
    🇧🇷

    1. E eu aqui no 2o. GAAAE Osasco/Quitauna/SP, turma de 79. Fizemos a primeira bateria de tiros deles em Peruibe/SP.
      Se enquadrávamos Fn…., imagino esses drones aí …. kkkk.
      Só quem sentou ali e manejou aquele manche sabe o poder desse equipamento.

  5. Reformar as 38 unidades e tentar adaptar as mesmas a radares e diretoras de tiro nacionais para enfrentar drones seria algo a se pensar. Ou mesmo adaptar elas em viaturas sobre rodas para servir como apoio de fogo de unidades expedicionárias, fornecendo a elas maior poder de fogo.

  6. Sou oficial R2 de artilharia,participei da primeira escola de fogo do canhão oerlikon 35.mm em macaé RJ em 1975.

  7. por mais que sejam obsoletos não deveriam ser retirados de serviço, poderia passar por uma modernização e aproveitar eles ainda mais alguns anos até que um novo modelo fosse totalmente implantado no EB.

  8. Artilharia de tubo, voltou a ser essencial, nos dias atuais. Desejo que comprem algo que realmente possa substituir. como os trinit bofors mk4 de 40mm da Saab.

  9. Servi no 3⁰ GAAAe de 1993 até 1998. Vi esses Canhões pela primeira vez e pensava que eram bem mais modernos, tão bem cuidados eram. Depois descobri que já estavam no Brasil desde os anos 1970. Nossa equipe de manutenção antiaérea era muito competente, talvez por isso o material era tão bem cuidado. Salvo esquecimento ou engano, me parece que durante os deslocamentos os sistemas ficavam desajustados, requerendo uma boa manutenção; mas nossa equipe de manutenção dava conta disso até de olhos fechados. Concordo que em algum momento os sistemas de armas têm que ser substituídos. Me pergunto, apenas, se não seriam ainda úteis nas baterias antiaéreas orgânicas das brigadas de infantaria e de cavalaria.

  10. 50 anos depois e, como está nossa capacidade de produzir tecnologia de defesa?
    Quanto o Brasil tem investido na sua indústria armamentista?
    ou continuaremos sempre reféns da compra de tecnologias estrangeiras?

  11. É a eterna vontade de compra para cumprir outros interesses. Mesmo de desenho antigo, certamente poderiam ser utilizados para apoio à Operações de menor relevância. Me parece que estamos gastando dinheiros que não temos. Atualizar Sempre, mas sem desperdiçar.

  12. E, eu que servi em 1987, com os 40mm, os “quarentinha”. Até hoje estão lá na 2ª Bateria de Artilharia Antiaérea, em Santana do Livramento – RS. Era na manivela e tinha que fazer as contas antes de atirar! Vocês tem noção disso …🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔

  13. A desativação deste material já é tardia, a dinâmica do combate atual é bem diferente da época que ele foi concebido, lembrando que este material foi pensado para defender Zona de Interior (ZI) e não ZC, combate. No entanto, um fator tecnológico que deveria ter ocorrido, mas com certeza não aconteceu é absorção tecnológica, a mecânica fina deste sistema de armas é fonte de conhecimento para o desenvolvimento de estações de armas que utilizam alta cadência de disparo.

  14. tirei muita guarda para proteger esse material bélico que era bem protegido foi em Quitaúna 2 Gaaaé o ano era 1978, quando chegaram essas unidades .
    soldado Carvalho 303 BCS.
    SAUDADES.

    1. fui Cb atirado desse glorioso e inesquecível canhão de 1984 a 1998 no 1 GAAAe RJ, atirava sempre com o xaba e faltavam BIRUTA pra detonar, muita emoção . entendo que o sistema AAE tem que ser modernizado mas é de rachar o coração ver umaterial desse ir para o lixo. “É COM O FOGO QUE SE VENCE AS BATALHAS” ELES QUE VENHAM, POR AQUI NÃO PASSARÃO.

  15. mais uma decisão equivocada de nosso glorioso exército, essa é uma arma que devidamente atualizada é muito útil para defesa contra drones, em um país que praticamente não tem nada de defesa AA é uma decisão pra lá de errada aposentar esses canhões.

  16. Servi no 3° GAAAe, Caxias do Sul- RS, deu saudade, canhão oelikon- Ítalo/Suíço, germinado, total 1100 disparos por minuto, era pra rasgar caça inimigo, com certeza a parte mecânica do canhão seria pra muito mais tempo, porém tinha muito eletrônico, essa parte torna obsoleto.

  17. Servi no 2° GAAAe (2° Bateria de Canhões) na cidade de Quitaúna/SP em 1983. Esses canhões deixaram saudade. “Abraçado ao canhão morre o artilheiro”

  18. sou da turma de 81 no 2 gaaae em Osasco segunda bateria, tecnologia avançada para época,mas o tempo passa fiz tiro real em Bertioga, para um artilheiro muita emoçao, operador da. AOA

  19. Oerlikon um excelente produto vale bem também contra drones, adaptado com um radar moderno!!
    Agora comparando a tecnologia de ponto antiaérea da Itália com a Chinesa ou da Rússia humm????!

  20. cb eventual de 83, 1 Gaae rj, não temos tecnologia melhor, então manter seria providencial, minha opinião, excelente equipamento de tiro, fui operador de radar deste equipamento, para a época era sofisticado, hoje obsoleto mas não temos melhores, então manter seria o certo até arrumar o equipamento melhor

  21. Na guerra do Golfo ele já se mostrou absoluto, meu pai fazia manutenção em canhões deste aí e passou poucas e boas.

  22. Ele iria segurar um ataque massivo de 300 drones ao mesmo tempo? Brasil tem que investir pesado na fabricação de seus próprios drones, são baratos e muito eficientes.

  23. o exército brasileiro pode passar um século sem ser empregado mais não pode passar um minuto sem estar preparado

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