O caça não tripulado Baykar Kızılelma alcançou mais um marco em seu programa de desenvolvimento ao realizar, pela primeira vez, o lançamento de bombas inteligentes a partir de suas baias internas. O teste, conduzido em 30 de julho, no Centro de Testes e Treinamento em Voo de Çorlu, representa um avanço importante rumo à entrada em serviço da aeronave e amplia suas capacidades de combate em configuração furtiva.
Em março deste ano, a Baykar já havia validado o emprego de armamentos guiados lançados a partir de pontos externos sob as asas. Agora, ao transportar as munições internamente, o Kızılelma preserva sua baixa assinatura radar, reduzindo significativamente a probabilidade de detecção por radares terrestres e aeronaves inimigas.
Durante o ensaio, a aeronave executou com sucesso todo o perfil da missão. Após decolar de Çorlu, o Kızılelma atingiu a altitude prevista, abriu as baias de armamentos, lançou as bombas e retornou à base sem intercorrências.
Os testes envolveram dois tipos de munição produzidos pela indústria de defesa turca: a bomba guiada TEBER-82, da Roketsan, e a bomba planadora TOLUN-P, da Aselsan. Como ocorre em outros modelos, a TEBER-82 consiste em um kit que converte bombas convencionais Mk.82, de 230 kg, em armamentos guiados por navegação inercial e GPS, complementados por um buscador laser semiativo para ataques de maior precisão.
#KIZILELMA ✈️🚀🍎
✅ TEBER-82 & TOLUN-P Munition Firing Test from the Internal Weapons Bay
🎯 Bull’s Eye#Baykar 🤝 @Roketsan 🤝 @Aselsan#NationalTechnologyInitiative 🌍🇹🇷 pic.twitter.com/hw6ukagjGU
— BAYKAR (@BaykarTech) July 30, 2026
Já a TOLUN-P é uma bomba planadora equipada com sistema de navegação INS/GPS e ogiva de 105 kg, capaz de atingir alvos a distâncias superiores a 100 quilômetros, dependendo do perfil de emprego, ampliando a capacidade de ataque stand-off da plataforma.
O resultado representa um avanço não apenas para o programa Kızılelma, mas também para a indústria de defesa da Turquia, que desenvolveu tanto a aeronave quanto os armamentos empregados. A própria Baykar classificou o teste como mais um passo importante na maturação do sistema.
Embora o também furtivo drone de ataque Anka-III já tenha realizado lançamentos de bombas inteligentes a partir de baias internas em 2025, o Kızılelma torna-se o primeiro caça não tripulado turco a demonstrar essa capacidade. O projeto prevê que a aeronave possa transportar até oito bombas em seus compartimentos internos.
Desde seu primeiro voo, realizado em 2022, o programa vem acumulando marcos importantes. Os testes mais recentes foram conduzidos com o quinto protótipo da aeronave, identificado como PT5. Em outubro de 2025, esse exemplar realizou o primeiro voo utilizando pós-combustão.
Dois meses depois, o PT5 executou os primeiros disparos do míssil ar-ar de longo alcance Gökdoğan, desenvolvido pela TÜBİTAK SAGE. Ainda em dezembro, voou em formação com o terceiro protótipo (PT3), simulando uma patrulha aérea de combate no primeiro voo coordenado entre dois Kızılelma.
Mais recentemente, em junho deste ano, o drone de combate realizou seu primeiro voo conjunto com aeronaves tripuladas da Leonardo, operando em formação com um M-346FA e um treinador avançado T-346A, demonstrando sua evolução rumo a operações colaborativas entre plataformas tripuladas e não tripuladas.
Uma resposta
Senhores, estamos assistindo a evolução História humana diante de nós. No futuro, caças robô (drone de caça), bombardeiros robô serão a espinha dorsal das forças aéreas de vanguarda. O caça robô Kızılelma agora torna-se potencialmente mais furtivo que todos os caças furtivos tripulados do mundo hoje (F35, F22), e já tem a capacidade comprovada de abater caça (já o fez em teste). Fato: A Turquia já deixou Israel, Japão, Alemanha, França, Inglaterra, Coreia pra trás em drones; é um centro global de excelência difícil de replicar. Drones turcos já ganharam vários conflitos, e tão abatendo os chineses no Sudão toda semana.
E as soluções de defesa que o Brasil mais precisa neste momento perigoso da História – o drone naval TB3 e o de terra TB2; o drone ultra-longo-alcance Aksungur ou Akıncı; o tanque Tulpar feito “sob medida” pro EB; e potencialmente este Kızılelma do artigo e o KAAN de 5a geração – são todos turcos, não europeus.
E não vêm presos à camisa de força geopolítica e jurídica sufocante do Ocidente (‘ITAR’ etc), que cada vez mais inviabiliza as soluções euro-americanas.