A Xmobots apresentou ao Exército Brasileiro um conceito operacional que combina drones de reconhecimento e plataformas de ataque durante o Simpósio de Sistemas Não Tripulados da Força Terrestre, realizado em Brasília. A demonstração envolveu duas versões da plataforma Nauru 100D: uma dedicada a missões de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) e outra configurada para emprego de munições, na função UCAV (Unmanned Combat Aerial Vehicle).
A demonstração ocorreu durante atividades realizadas no Estande de Tiro General Darcy Lázar e reuniu integrantes do Alto Comando do Exército, especialistas do setor de Defesa e representantes da Base Industrial de Defesa nacional. Entre as autoridades presentes esteve o Comandante do Exército, General Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva.

No cenário apresentado, o Nauru 100D ISR realizou a localização e identificação do alvo, transmitindo as coordenadas necessárias para que a versão armada executasse um ataque de precisão.
Segundo a empresa, o conceito busca integrar reconhecimento, aquisição de alvos e resposta rápida em operações coordenadas, ampliando as possibilidades de emprego de sistemas não tripulados em ambiente militar.
Um dos destaques foi a precisão demonstrada pela versão armada da aeronave. Durante os testes, o Nauru 100D UCAV registrou um CEP (Circular Error Probable) de 1,4 metro. Diferentemente de munições de emprego único, a proposta da Xmobots prevê que a aeronave retorne à base após a missão, permitindo sua reutilização em novos ciclos operacionais e reduzindo os custos associados ao emprego do sistema.

“Essa foi a primeira missão que realizamos efetivamente com um drone de ataque em uma demonstração para um parceiro estratégico. Nos próximos meses pretendemos ampliar esse trabalho com novas demonstrações de capacidades tanto do drone armado quanto da plataforma de inteligência, evidenciando a versatilidade do Nauru 100D em diferentes tipos de missão”, explica o Especialista em Novos Negócios da Xmobots, Caique Garbim.
A demonstração também apresentou uma visão mais ampla de emprego da família Nauru 100D. Nesse modelo, múltiplos drones ISR podem atuar simultaneamente na identificação e designação de alvos, enquanto plataformas UCAV executam ataques coordenados. A arquitetura prevê ainda operações em enxame (swarm), com dezenas de aeronaves atuando de forma integrada em diferentes cenários táticos.
Desenvolvido para missões de inteligência, vigilância, reconhecimento e aquisição de alvos, o Nauru 100D possui autonomia de até seis horas, operação diurna e noturna, sensores eletro-ópticos e térmicos e capacidade de rastreamento e geolocalização de alvos.
A empresa também trabalha em versões voltadas para missões de ataque e operações coordenadas em larga escala, reforçando a tendência de integração entre drones de reconhecimento e plataformas de combate no campo de batalha moderno.
