UAS SCAN EAGLE para a MARINHA do BRASIL

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O Scan Eagle navalizado inclui um lançador Mark 4 compacto para operações marítimas, uma estação de trabalho de controle único do operador/piloto e o sistema de recuperação independente de pista SkyHook.

A Marinha do Brasil tornar-se-á, em breve, a nova operadora do consagrado UAS Scan Eagle (Boeing/Insitu) em sua versão embarcada.

Testado no litoral brasileiro com sucesso em fevereiro de 2014, tendo como plataforma um navio patrulha oceânico da classe Amazonas (dotado de convoo), o Scan Eagle deverá operar futuramente nas novas corvetas da classe Tamandaré.

O Programa ARP-E (Aeronave Remotamente Pilotada – Embarcada) lançado pela Marinha do Brasil, preconiza a obtenção de cinco sistemas, que incluem uma estação de controle, antenas sinalizadoras e duas ou três aeronaves. Assim, o número total de UAS a serem adquiridos poderá variar entre 10 a 15 unidades.

Participaram da disputa pelo Programa ARP-E, no grupo de asas fixas, o Hermes 90 da Elbit (Israel), o FT-X1 da Flight Technologies (Brasil), e o ScanEagle, fabricado pela Boeing

No grupo de asas rotativas, concorreram o Pelicano da Indra (Espanha), o europeu Tanan 300 da Cassidian-Airbus Military, o Skeldar V200 da Saab (Suécia), e o CAMCOPTER® S-100, da empresa austríaca Schiebel.

O modelo norte-americano de asas fixas venceu nas avaliações efetuadas em 2014 o modelo austríaco de asas rotativas da Schiebel, testado em junho daquele ano.

Os critérios de seleção do aparelho da Boeing/Insitu foram o volume disponível no payload (carga paga), as capacidades e limitações de operação do sistema embarcado, tendo a habilidade de realizar operações de recolhimento e lançamento a partir de navios de apoio classe IV (navio que não dispõe de convoo, sendo dotado apenas de uma área de reabastecimento vertical (VERTREP) para operação com gancho), essa operação acontecendo com ventos de até 40 nós e estado do mar 04.

UAS de renome mundial

O sistema UAS de asa fixa Scan Eagle (Boeing/Insitu) vem recebendo contínuas melhorias e novas capacidades à medida que sua popularidade aumenta entre usuários civis e militares.

Recentemente, a Marinha de Cingapura o implantou em suas corvetas da classe Victory e também foi usado, com sucesso, pela Royal Navy (Marinha Real do Reino Unido).

A Marinha dos Estados Unidos (US Navy) voa o Scan Eagle há muitos anos e o modelo anota em todo o mundo mais de duas dezenas de países usuários.

O Scan Eagle tem envergadura de 3,1 metros (10,2 pés), comprimento de 1,6 metros (5,3 pés), peso máximo de decolagem de 23 kg (50,7 libras) e uma velocidade de cruzeiro típica de 50 a 60 nós.

A permanência (endurance) de missão pode exceder 24 horas. A potência para manter-se em voo vem de um motor dois tempos que funciona com gasolina JP-5, JP 8 ou C-10 sem chumbo e de alta octanagem.

O alcance do sistema de controle e guiamento varia de 80 a 150 km (43,2 a 90 milhas náuticas) e o teto de serviço é de 19.500 pés.

A torreta giroestabilizada pode acomodar sensores e câmeras eletro-ópticos e de infravermelho, incluindo EO, EO900 e MWIR (infravermelho de comprimento de onda médio).

O link de dados de vídeo pode ser criptografado em analógico ou digital e o link de dados C2 pode ser criptografado ou não criptografado.

O Scan Eagle navalizado inclui um lançador Mark 4 compacto para operações marítimas, uma estação de trabalho de controle único do operador/piloto e o sistema de recuperação independente de pista SkyHook.

A catapulta é bem leve e o sistema de recuperação iça um cabo de uns 10 metros, ocupando assim menos de 8 m² de área e pesando menos de 1,5 toneladas. A recuperação é totalmente automática, o aparelho, de forma autônoma, voa contra o cabo, que o “agarra”.

O custo aproximado do sistema é de US $ 4,61 milhões a US $ 6,59 milhões, dependendo dos pacotes de hardware e sensores contratados.

A longa resistência de missão do Scan Eagle (endurance), o fato do mesmo não tomar espaço no convés destinado ao helicóptero, operando em conjunto com a aviação naval sem maiores problemas, e a facilidade de manutenção/suporte foram fatores decisivos da escolha.

Importante observar que um sistema Scan Eagle naval precisa de espaço para seu lançador MK.4 e sistema de recuperação SkyHook, portanto, seu emprego em plataformas menores que os Navios Patrulha de 500 toneladas (NaPa 500) em construção para a Marinha do Brasil não é aconselhável.

1 Comentário

  1. Qual a velocidade do vetor quando da aproximação do sistema de recolhimento? O “tranco” aparenta ser forte…Positivo como sistema auxiliar da frota, existe alguma pretensão de formar no Atlântico? [ ]’s

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