T&D HISTÓRIA – Os canhões antiaéreos Krupp, de 88mm, do Exército Brasileiro

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ESPECIAL : T&D HISTÓRIA E MILITARIA

 

por Paulo Roberto Bastos Jr, Hélio Higuchi e Iury Gomes Jatai

Durante a segunda metade da década de 1930, o Exército Brasileiro (EB), encontrava-se numa situação preocupante. Conflitos em vários locais mostravam claramente uma tendência de insegurança reinante no mundo e muitos países sul-americanos possuíam equipamentos bélicos superiores aos do Brasil. Relatórios confidenciais do Estado-Maior das Forças Armadas revelavam que a Argentina e o Chile contavam com armamento muito mais moderno e numeroso, tanto aéreo, como terrestre e naval, e constatavam que o Brasil estava totalmente despreparado contra ameaças externas.

CPDOC da Fundação Getúlio Vargas

Em um caso hipotético de hostilidades contra seus vizinhos do Sul, somente haviam condições de defesa por um breve período, podendo até em menos de 30 dias perder o domínio do Estado do Rio Grande do Sul. Dentre as principais deficiências que o EB tinha era a completa obsolescência de seus equipamentos de artilharia.

O general Eurico Gaspar Dutra, então Ministro da Guerra, determinou que uma comissão com sede na Europa procurasse dentre os vários fabricantes de armas, visando analisar e recomendar novos equipamentos para o reaparelhamento das Forças Armadas. Foi, assim, enviado às indústrias Schneider, Krupp, Bofors, Ansaldo e Rheinmetall um edital para tomada de preços e condições de pagamento de seus produtos.

Para adquirir essas novas armas foi disponibilizada uma verba de um milhão e quinhentos mil contos de réis ao longo de dez anos, provenientes de uma reserva de recursos financeiros. As transações eram feitas em libra esterlina, a moeda forte da época. Além disso, o Brasil assinou um acordo comercial com a Alemanha que despontava com um parque industrial de tecnologia de ponta, permitindo compras em marcos de compensação, através de exportações brasileiras de produtos agrícolas. Dessa forma, em 19 de março de 1937, foram adquiridos 100 canhões de 75mm C/26 e acessórios da Fried Krupp AG, para equipar as unidades de cavalaria que guarneciam as fronteiras do Sul e Oeste do Brasil.

Eram peças de tração animal, pois existiam poucas estradas de rodagem, sendo o uso de veículos automotores predominante nos centros urbanos. O material foi recebido entre agosto de 1938 e fevereiro de 1939, com distribuição prevista em 25 baterias. Excetuando uma bateria que seria destinada à Escola Militar do Realengo, o restante seria distribuído em três divisões de cavalaria no Estado do Rio Grande do Sul e uma no Estado do Mato Grosso.

Exercício de tiro do I/1° RAAAé na praia de São Conrado (atual o Gávea Golf Club), no Rio de Janeiro, nos anos de 1940. Na foto, treinamento de tiro de costa, pois esses canhões tinham a função secundária de defesa costeira em tiro direto, contra torpedeiras. CPDOC da Fundação Getúlio Vargas

 

O “GRANDE CONTRATO KRUPP

Em 25 de março de 1938, foram assinados diversos contratos com a indústria alemã, resultando na compra de uma quantidade substancial de material para artilharia; nada menos do que 1.180 peças, desde canhões de campanha de 75mm, a até obuseiros de 150mm.

O fornecedor principal, novamente, foi a Fried Krupp AG, entretanto, este contrato, conhecido como “O Grande Contrato Krupp”, compreendeu também um substancial quantidade de munição e acessórios, incluindo 644 veículos automotores, 50 reboques-oficina, equipamentos para direção de tiro e de localização de som, e envolveu outros fornecedores como Carl Zeiss, Electroacoustic GmbH, Locomotivfabrik Krauss-Maffei AG, Matra-Werke GmbH, Daimler-Benz, Büssing-NAG e Henschel & Sohn.

O total do contrato era de 8.281.383 libras esterlinas, com um depósito inicial de 15% nesta moeda, e o restante em até 25 parcelas, em marcos de compensação (aliás, dependendo do material, a quitação deveria ser entre 8 e 15 parcelas).

Assim, o “Grande Contrato Krupp” previa a aquisição de material e, dentre os acessórios também constantes cabem ser destacados: Equipamentos de comando e direção de tiro (Preditores) WIKOG 9SH, fabricados pela Carl Zeiss e destinados às baterias antiaéreas de 88mm; Equipamentos de localização de som ELASCOPORTHOGNOM, fabricados pela Electroacoustic GmbH, para as baterias antiaéreas, e que era utilizado previamente à adoção de radares móveis, visando direcionar a artilharia contra aviões inimigos, orientando pelo som.

Aparelho de localização por som ELASCOPORTHOGNOM, pertencente ao 1/2º RAAAé, em Fernando de Noronha.
Arquivo pessoal de Ovídio Daolio via Marcio José Celestino

O contrato contemplava também os desenhos, o maquinário e os direitos de produção de todos os componentes das munições empregadas pelas peças adquiridas, buscando tornar o País autossuficiente nisso, exceção feita à espoleta mecânica de duplo efeito, não cedida pela Krupp.

 

GUERRA NA EUROPA

Em setembro de 1939 a Alemanha invadiu a Polônia, iniciando a Segunda Guerra Mundial. Imediatamente, em apoio aos poloneses, a França e a Inglaterra declararam guerra contra a Alemanha. Embora o Brasil fosse neutro, suas encomendas foram prejudicadas pelo bloqueio naval imposto pela Royal Navy, impedindo que embarcações estrangeiras chegassem a portos alemães. A solução encontrada foi despachar o material a partir de Gênova, na Itália.

As baterias foram também equipadas com projetores antiaéreos 60” SPERRY M1939. O exemplar da foto pertencia ao 1/2º RAAAé, em Fernando de Noronha
Coleção de Jorge Salgado via Adler Homero Fonseca de Castro

A primeira remessa, composta de quatro canhões antiaéreos 88 mm junto com munição, foi embarcada num navio mercante de bandeira brasileira. Depois disso, e para evitar que o material completo fosse apreendido pelo bloqueio naval inglês, as remessas foram enviadas em partes, ou seja, os tubos dos canhões foram remetidos em um navio, e os reparos em outro, e em datas distintas.

Com a ocupação alemã da França e a adesão da Itália ao Eixo, o bloqueio inglês se expandiu e alcançou o Mar Mediterrâneo. A comissão brasileira que recebia o material produzido em Essen, passou utilizar como local de embarque a cidade de Lisboa, em Portugal, país que permaneceu neutro até o final das hostilidades.

Em novembro de 1940, o mercante “Siqueira Campos” carregado de parte da encomenda, foi apresado por navios ingleses e escoltado até Gibraltar. O fato, conhecido como “Incidente do Siqueira Campos”, gerou forte reação antibritânica nos oficiais brasileiros, e o general Dutra e o chefe do Estado-Maior do Exército, general Pedro Aurélio de Góis Monteiro, solicitaram aos Estados Unidos que intercedessem na questão.

O governo de Washington estava preocupado com a defesa do continente e buscava soluções para prover os países latinos com armamento, ao mesmo tempo em que enfrentava dificuldades para atender à sua própria demanda e ajudar aos que já combatiam o Eixo. Intervir a favor do Brasil iria resolver parcialmente, inclusive, a necessidade de armamento

para a defesa da costa nordestina contra uma eventual invasão alemã. Diante de um pedido pessoal do chefe do Estado-Maior do Departamento de Guerra dos Estados Unidos, o general George Marshall, os britânicos permitiram que a carga fosse embarcada em um mercante norte-americano, levada até Nova York e transferida para um navio brasileiro. O mesmo procedimento se deu no segundo semestre de 1941, com outra carga já a bordo do navio brasileiro “Bagé”, que aguardava em Lisboa o desfecho das negociações.

Essas foram as últimas remessas que chegaram ao País, referentes ao “Grande Contrato Krupp”. Parte dos materiais, já aprovada e recebida pela comissão brasileira, estocadas em depósitos da Alemanha, França e Portugal aguardando um meio diplomático para ser remetida ao Brasil, foi requisitada pelo Exército Alemão, e com o afundamento de navios brasileiros e

a consequente declaração de guerra contra o Eixo, o restante acabou apossado pelas tropas alemãs. Caso o Brasil tivesse recebido a totalidade da encomenda, teria se transformado, na ocasião, na nação latino-americana mais equipada em termos de artilharia.

Do material que conseguiu chegar ao Brasil destaca-se:

_ 92 peças de artilharia, sendo 28 canhões antiaéreos de 88 mm C/56 e 64 canhões de campanha de 75 mm C/34;

_ 05 tratores meia-lagarta Krauss-Maffei AG Sd.Kfz. 7, de 7,5 toneladas, equipados com guindaste auxiliar de 2,5 toneladas;

_ 10 reboques-oficina Matra-Werke GmbH.;

_ 06 viaturas todo terreno Henschel & Sohn GmbH 33 D1, de 4 toneladas;

_ 06 preditores Carl Zeiss WIKOG 9SH;

_ 18 aparelhos de localização pelo som Electroacoustic GmbH ELASCOPORTHOGNOM.

Um preditor WIKOG 9SH, da Carl Zeiss, de 4 metros de base, móvel, comandando o disparo automático de uma bateria de canhões 88mm do I/1° RAAAé em tiro costeiro
CPDOC da Fundação Getúlio Vargas

 

O CANHÃO FLAK 18

Desenvolvido em 1928 como uma arma antiaérea, o 8,8cm Flugzeugabwehrkanone (Flak) 18, foi o primeiro modelo da família de 88mm e começou a entrar em serviço no Exército Alemão em 1933, mas sua fama começou apenas em 1937, com a Legião Condor, na Guerra Civil Espanhola, quando ficou patente que seus projéteis de alto-explosivo de 10,4 kg ou os perfurantes de 9,2 kg que atingiam uma velocidade na boca do cano de 820 m/s, eram capazes de penetrar qualquer blindado existente. Isso se repetiu com o Afrika Korps, no Norte da África, onde seu nome virou um mito.

Uma bateria dos “88” em Fernando de Noronha
Coleção de Jorge Salgado via Adler Homero Fonseca de Castro

Seu reparo possuía dois eixos para o transporte, mas que se transformavam em uma base cruciforme, fixa, com ângulo de giro de 360º e com uma elevação de -3 e +85º, sendo capaz de atacar alvos aéreos e terrestres. Em caso de emergência podia ser disparado sobre sua base de transporte, porém sem a mesma precisão.

Era normalmente tracionado por um por um trator Kraus-Maffei Sonderkraftfahrzeug 7 (Sd.Kfz.7), de 1937, e tinha a capacidade de rebocar cargas de até oito toneladas, o que fazia dele o mais numeroso e versátil meia-lagarta alemão.

 

Características

Diâmetro do tubo

88 mm

Comprimento do tubo

4,93 m

Peso de combate

5,15 toneladas

Cadência

15 a 20 tiros por minuto

 

 

OS “88” NO BRASIL

 Embora a quantidade do material recebido fosse muito menor do que a encomendada, ainda foi possível organizar três regimentos:

 

1º Grupo do 1º Regimento de Artilharia Antiaérea (I/1º RAAAé)

Instalada no Rio de Janeiro/RJ, na Vila Militar, em Marechal Deodoro, foi a primeira unidade a receber o material, em 04 de fevereiro de 1941, quando chegaram 12 peças para equipar três baterias, dois aparelhos de escuta ELASCOPORTHOGNOM, e uma bateria de projetor antiaéreo 60’’ SPERRY M1939. Em outubro do mesmo ano, a unidade realizou o primeiro exercício de tiro real, utilizando alvos rebocáveis, bem como todos os equipamentos que equipavam as baterias, tais como telêmetros, preditores WIKOG 9SH, aparelhos para localização pelo som, projetores, dois tratores Sd.Kfz. 7.

Durante 1943, o regimento foi reforçado por uma bateria de canhões automáticos antiaéreos de 37mm M2A2, de origem norte-americana. Os canhões 88mm, foram usados até 17 de novembro de 1954, quando foram substituídos por canhões antiaéreos de 90mm M1 (M117), também norte-americanos, e sua denominação passou a ser 1º Grupo de Canhões 90 Antiaéreos (1º G Can 90 AAe).

Atualmente, as tradições do I/1º RAAAe são preservadas pelo 1º Grupo de Artilharia Antiaérea (1º GAAAe), Grupo General Alves de Maia, em Marechal Deodoro.

 

1º Grupo do 2º Regimento de Artilharia Antiaérea (I/2ºRAAAé)

Instalada em Osasco/SP, foi equipado com duas baterias de quatro 88mm cada, e todos os equipamentos auxiliares, como dois tratores Sd.Kfz. 7.

Durante a guerra, o arquipélago de Fernando de Noronha, foi ocupado por um destacamento misto do EB, subordinado ao comando da 7ª Região Militar.

Foram para lá destacadas várias unidades de artilharia, dentre elas o I/2º RAAAé que partiu de seu quartel no bairro de Quitaúna por ferrovia, em maio de 1942, para o porto de Santos.

Embarcou no “Santarém”, do Lloyd Brasileiro, e após uma escala em Recife (PE), chegou às ilhas escoltado pelo cruzador “Rio Grande do Sul” e pelos navios-mineiros “Camocim” e “Caravelas”, em 13 de junho.

O desembarque dos canhões não foi uma tarefa fácil, pois não haviam lá instalações portuárias e esse tipo de operação era segura somente em algumas épocas do ano já que, normalmente, a dificuldade era causada pelo mar revolto produzindo um fenômeno chamado “ressaca de sotavento”. Para receber as cargas, o local era servido por uma lancha com motor Bolinders, de 25HP, e quatro balsas com capacidade de 2 a 4 toneladas.

Trator meia-lagarta Sd.Kfz.7 durante o desembarque das peças de artilharia em Fernando de Noronha
Coleção de Jorge Salgado via Adler Homero Fonseca de Castro

O “Santarém” manteve-se a 400 metros da praia, e uma balsa puxada pela lancha encostava e o canhão era transferido. Em seguida, a balsa era levada até uma bóia que possuía um cabo de corda, sendo puxada até a praia pelos conscritos paulistas. Três dias depois de a primeira peça ser desembarcada, as duas baterias foram instaladas em condições operacionais no Morro do Curral, e foram comandados pelo tenente-coronel Henrique da Costa Neves Terra, permanecendo lá até o final de setembro de 1944.

Esta unidade se transformou no 2º Grupo de Artilharia Antiaérea (2º GAAAe), Grupo José Bonifácio e Fernando de Noronha, com sede em Praia Grande (SP).

 

1°Grupo do 3° Regimento de Artilharia Antiaérea (I/3° RAAAé)

Instalada em Natal/RN, recebeu os oito 88mm restantes, perfazendo duas baterias e equipamentos acessórios e um trator meia-lagarta Sd.Kfz. 7. Sua missão era proteger a área de Natal (RN), tanto contra ataques aéreos à Base Aérea de Parnamirim, como para defesa do litoral.

Assim, uma bateria ficou estacionada ao largo daquela base aérea, apoiada por uma bateria de projetores SPERRY, e a outra foi para a região de Ponta de Santa Rita (Genipabu). Às 7:00hs do dia 18 de dezembro de 1942, disparos foram efetuados contra a vela de um submarino não identificado, detectado a 2.600 metros da costa.

Atualmente, o herdeiro das tradições do I/3º RAAAe é o 17º Grupo de Artilharia de Campanha (17º GAC), Grupo Jerônimo de Albuquerque, com sede em Natal.

 

Mesmo com a chegada de uma expressiva remessa de material dos Estados Unidos, via Lend Lease Act, os Krupp 88mm C/56 modelo 18 continuaram em serviço no EB até metade da década de 1950, só sendo descarregados por escassez de munição, pois pela qualidade de emprego superavam, em muitos aspectos, os seus pares norte-americanos.

 

SOBREVIVENTES

O Krupp 88mm mod 18 preservado no Museu de Armas, Veículos e Máquinas André Matarazzo, em 2008, Bebedouro (SP)
Foto Hélio Higuchi

Hoje, restam preservadas pelo menos seis desses canhões: na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende/RJ; na entrada do 1º Grupo de Artilharia Antiaérea (1º GAAAe), junto com um refletor SPERRY, na Vila Militar, Rio de Janeiro/RJ; duas peças no Monumento Nacional dos Mortos da Segunda Guerra Mundial (MNMSGM), no aterro do Flamengo, Rio de Janeiro/RJ; no Museu Militar Conde de Linhares (MMCL), que também possui um preditor WIKOG 9SH, no Rio de Janeiro/RJ; e no Museu de Armas, Veículos e Máquinas André Matarazzo, em Bebedouro/SP.

Dos veículos, nenhum dos raríssimos tratores meia-lagartas Krauss-Maffei Sd.Kfz. 7 sobreviveu, mas, existem relatos de que um deles, sucateado, permaneceu até a década de 1980 no 22º Deposito de Suprimento (22º D Sup), em Osasco/SP.

Entretanto, a carcaça de um dos reboques-oficina Matra-Werke prestou serviços até pouco tempo, montado na carroceria de um caminhão Mercedes-Benz L-1111, de 2 ½ toneladas, do Arsenal de Guerra de São Paulo (AGSP), em Barueri/SP.

Uma valiosa peça histórica que deveria ser preservada num dos vários museus do EB.

 

Fotos de Hélio Higuchi

 

Capa do Encarte T&D História e Militaria, publicado originalmente na edição n.130, em 2012.
Arte de Vladimir Rizzetto

 

REFERÊNCIAS

ALVES, Vágner. O Brasil e a Segunda Guerra Mundial: Paradigma de Inserção em conflito total e global para países periféricos e estrategicamente importantes. In: Contexto Internacional. Rio de Janeiro-RJ. V.21, Nº1, jan/jun 1999, p.63

CONN, Stetson; FAIRCHILD,Byron. A Estrutura de Defesa do Hemisfério Ocidental. (Título, do original The Framework of Hemisphere Defense, com tradução para o português de Luis Cesar Silveira Fonseca. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 2000

DUARTE, Paulo de Queiroz. O Nordeste na II Guerra Mundial. Rio de Janeiro: Editora Record, 1971

DUTRA, Eurico Gaspar. Situação atual do Exército Brasileiro em junho de 1940 – suas principais necessidades. Rio de Janeiro: Ministério da Guerra, 1940

FORTES, Hugo Guimarães Borges Fortes. O Rearmamento do Exército Brasileiro no Final da Década de 1930. Revista A Defesa Nacional, 787. Rio de Janeiro: páginas 60 a 79, edição do 3º quadrimestre de 2000

GAMBINI, Roberto. O Duplo Jogo de Vargas. São Paulo (SP), Editora Símbolo, 1977

MINISTÉRIO DA GUERRA. Contrato firmado com autorização do Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil, entre os Ministérios da Guerra e da Fazenda e a firma Fried Krupp A.G., de Essen, Alemanha, para fornecimento de material de artilharia do Exército Brasileiro. Rio de Janeiro: Imprensa Militar 1938

STEINFUS, Ricardo. O difícil aprendizado do nacionalismo. As relações brasileiras com a Itália e Alemanha, 1930-1942. In: A Revolução de 30 – Seminário Internacional. Brasília (DF), Editora Universidade de Brasília, p.625-643.

1º GRUPO DE ARTILHARIA ANTIAÉREA. Resumo Histórico. Disponível em http://www.1gaaae.eb.mil.br/2016-02-10-19-06-22

 

NOTA DA REDAÇÃO: Tecnologia & Defesa e os autores registram seus agradecimentos a valiosa colaboração do historiador do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Adler Homero Fonseca de Castro.

 

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11 Comentários

  1. Grande Professor! A alguns anos, tipo década de 70…. mas eu ainda era pré adolencente!!! Me lembro de um carcaça do Krauss-Maffei Sd.Kfz. 7 em um dos ferro-velhos da Dutra na altura de Nova Iguaçu-RJ. Muitos anos depois já aduLto na segunda parte da década de 80 fiz questão de vi outro objeto bem similar nas dependências da BALPRENSA, também um ferro velho. Com a vida agitada nunca consegui verificar…..bom quem sabe ainda esta por lá. Há também referencia no livro ARTILLERY of World War II, do Autor Chris Chant, que comenta sobre canhões Krupp com o simbolo da Repúblibica do Brasil na Culatra. Esse livro eu tenho, mas em algum lugar das minhas caixas….

  2. Excelente matéria! A falta de tradição na preservação da historia não poupa nem o Exército Brasileiro: o falecido Hamilton Caramaschi reuniu um acervo de fazer inveja a muitos museus e ao próprio EB. Infelizmente a restauração e manutenção dos veículos exige vastos recursos financeiros e mão de obra altamente especializada.

  3. Matéria fantástica. Que pacotão da fartura havíamos fachado com os alemães hein. Fiquei pensando em ,na atualidade, como seria um pacotão deste porte.

  4. No Colégio Militar do Rio de Janeiro havia uma peça exposta do 88, em frente ao comando da Bateria de Artilharia, durante os anos 1980 e 1990, no sei se continua lá, nos dias de hoje.

  5. Grande Bastos.
    Creio ser o melhor canhão já projetado ( considerando-se a época disto ). Foi utilizado até nos U-Boats, só faltou ser em aviões, mas aí também já era demais.

  6. Excelente matéria! Lamentável que nenhum dos semi-lagartas tenha sobrevivido. Me parece que o canhão M-1 norte-americano foi copiado do 88 alemão, procede?

  7. Muito legal a matéria, não fazia ideia de que tínhamos utilizado o flak 88mm em nosso país.

    Parabéns pela matéria Paulo.

  8. Paulo Bastos, obrigado por esta preciosidade
    Como refrigera a alma ter pessoas com esta capacidade no Brasil!

    Parabéns!

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