Um dos aviões de combate mais icônicos em operação acaba de ganhar uma sobrevida. O secretário da Força Aérea dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (20) que o A-10 Thunderbolt II permanecerá em serviço até 2030. A decisão ocorre em meio ao emprego contínuo do jato em missões reais no Iraque, especialmente contra milícias apoiadas pelo Irã.
A informação foi divulgada pelo secretário Troy Meink por meio do X (antigo Twitter), após conversa com o secretário de Defesa, Pete Hegseth, que autorizou a extensão da vida operacional da frota de A-10C. Meink também agradeceu ao presidente Donald Trump pelo apoio à medida. Hegseth, por sua vez, celebrou a decisão com uma mensagem direta: “Vida longa ao Warthog”.
In consultation with @SecWar, we will EXTEND the A-10 “Warthog” platform to 2030. This preserves combat power as the Defense Industrial Base works to increase combat aircraft production.
Thank you to @POTUS for your unwavering support of our warfighters and quick, decisive… pic.twitter.com/zn1l3OshdY
— Office of the Secretary of the Air Force (@SecAFOfficial) April 20, 2026
A prorrogação vai na contramão do planejamento anterior da USAF, que previa a retirada completa dos A-10 até o fim do ano fiscal de 2026. O plano acabou barrado pelo Congresso, que proibiu a redução da frota para menos de 103 aeronaves. Mesmo assim, a força vinha avançando no processo de desativação, com a formação da última turma de pilotos neste mês e o encerramento de programas de manutenção mais pesados em fevereiro.
Apesar das críticas internas quanto à sua sobrevivência em cenários de alta intensidade, o A-10 continua recebendo atualizações pontuais. Recentemente, a USAF testou com sucesso um adaptador de reabastecimento em voo por sonda, permitindo que o jato opere com aeronaves-tanque equipadas com o sistema probe and drogue, como o KC-130 Hércules. A solução amplia a flexibilidade operacional da plataforma, especialmente em missões expedicionárias.

Na prática, o Warthog segue sendo amplamente empregado. Além das operações no Oriente Médio, o A-10 participou recentemente de missões de apoio em uma operação de resgate de aviadores abatidos no Irã e teve papel relevante nas campanhas contra o Estado Islâmico. Sua capacidade de apoio aéreo aproximado, resistência e baixo custo operacional continuam sendo diferenciais importantes.
Mesmo com planos de substituição pelo F-35 Lightning II, que enfrenta atrasos e desafios, a extensão da vida útil do A-10 mostra que a USAF ainda depende de suas capacidades únicas. Ao menos até o fim da década, o veterano jato de ataque seguirá ativo, mantendo seu papel em cenários onde robustez, enfrentamento de drones e precisão em apoio direto às tropas continuam sendo essenciais.