Sistema Gênesis é testado com M109A5+BR

1
3675
Testes preliminares no M109A5+BR realizados pela FMCE/IMBEL e as empresa parceiras (Imagem: IMBEL)

No período de 15 a 18 de junho, o Exército Brasileiro (EB) realizou o teste de integração do Sistema Gênesis, da Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL), com os meios blindados da Força Terrestre, nas instalações do 5º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado (5º GAC AP), de Curitiba (PR).

Chefe da Peça M109A5+BR recebendo informações para o tiro no Terminal de Visualização da Peça – TVP (Imagem: IMBEL)

O evento contou com a presença dos comandantes da 5ª Divisão de Exército (5ª DE), Artilharia Divisionária da 3ª Divisão de Exército (AD/3), do 5º GAC AP e de integrantes da AD/1, AD/5, Parque Regional de Manutenção da 5ª Região Militar (Pq R Mnt/5), Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (CComGEx), 5ª Companhia de Comunicações (5ª Cia Com), da Fábrica de Material de Comunicações e Eletrônica (FMCE/IMBEL) e da empresa Sigma Delta.

Os testes foram conduzidos pela AD/3, dando continuidade ao termo de execução descentralizada (TED) de integração, visando ratificar as soluções que a FMCE apresentou para a estrutura de comunicações necessárias para a operação com os equipamentos rádios de dotação das viaturas dos GAC AP.

O Gênesis é um sistema computadorizado de coordenação e direção de tiro, a

Computador Tático (COTAT) e a Central de Interoperabilidade Modular (CIM-2000) fabricada pela FMCE/IMBEL (Imagem: IMBEL)

nível de brigada, que objetiva substituir os métodos tradicionais, de forma a atender às necessidades de apoio de fogo das armas de Infantaria, Cavalaria e Artilharia.

Dotado de equipamentos robustos, apropriados para o emprego em campanha, o sistema possibilita maior precisão e um expressivo ganho de velocidade no processamento das missões de tiro, permitindo que o comandante intervenha no combate pelo fogo no momento oportuno e com munições e volumes adequados.

Esse sistema torna o apoio de fogo contínuo e preciso, realizando a centralização de todas as unidades de tiro que estão sob seu controle operacional. Além disso, o Sistema Gênesis é flexível e modular, permitindo a redistribuição de seus módulos em função das necessidades táticas.

Inteiramente em português e contando com interfaces intuitivas, ele constitui uma valiosa ferramenta de adestramento e instrução, seja no terreno ou em sala de aula.

Briefing do Exercício com o general Penteado, comandante da 5ª DE (Imagem: IMBEL)

O Sistema Gênesis foi, inicialmente, desenvolvido para atender as necessidades da artilharia de campanha, todavia, com a recente aquisição pelo EB das viaturas blindadas de combate obuseiro autopropulsado (VBC AOP) M109A5+BR, foi celebrado o TED nº 18-EME-069-01, de 11 de outubro de 2018, entre o Comando do Exército e a IMBEL, objetivando a integração com a artilharia autopropulsada.

À FMCE coube a execução dos trabalhos dessa integração, aonde vários testes, simulações e exercícios no terreno, com ou sem tiro real, vêm sendo realizados.

Durante os últimos testes de integração, realizados em março do corrente ano em Formosa (GO), verificou-se a oportunidade de melhoria na adaptação de equipamentos rádio da empresa Harris às viaturas Agrale Marruá, M113 e M577, em virtude da nova configuração e solução de redes de rádios encontradas para a adequada transmissão de dados.

A FMCE empregou operacionalmente, pela primeira vez, a sua central de interoperabilidade modular (CIM-200), sendo todas as soluções apresentadas bem-sucedidas e consideradas imprescindíveis para a continuidade do TED de integração do Sistema Gênesis às VBC OAP M109A5+BR.

Foto oficial do Exercício – Gen Penteado, Gen Paixão, Gen Marto e participantes do Exercício (Imagem: IMBEL)

Fonte: IMBEL

1 Comentário

  1. O interessante é que não mencionam a Avibras no programa, pois se não me engano ter lido que de início a cooperação era entre Inbel e Avibras.
    A divisão de eletrônica e comunicações da Inbel sempre foram exemplares, oferecendo e desenvolvendo equipamentos no limiar da fronteira do conhecimento humano ao EB ( Estado da arte).
    Já não podemos dizer o mesmo da divisão de armamentos !
    A divisão de armamentos deveria se espelhar em suas “irmãs” (comunicações e eletrônica).

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here