SIATT propõem desenvolvimento de munição de morteiro guiada no AGR

Em 29 de maio de 2023, o Arsenal de Guerra do Rio (AGR), organização militar Subordinada à Diretoria de Fabricação (DF), recebeu a visita de integrantes da empresa SIATT – Sistemas Integrados de Alto Teor Tecnológico.

A visita teve como objetivo apresentar as capacidades técnicas do AGR, os trabalhos executados, especialmente na área de fabricação de morteiros e estreitar laços com empresas especializadas na integração de sistemas de alto teor tecnológico, que forneçam soluções para demandas dos setores de defesa.

Durante a visita, a empresa SIATT apresentou a proposta de desenvolvimento, em parceria com órgãos do Sistema de Ciência e Tecnologia do Exército, de munições para morteiro com guiamento, aproveitando a expertise de mais de 30 anos projetando, construindo e validando mísseis ar-ar, antitanque, anti-radiação etc.

A munição em questão trata-se de uma granada para morteiro de 120 mm, guiada pelo Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS), com alcance de até 10 km e precisão de área circular (“circular error probable” – CEP) de 10 m, trazendo benefícios como menores danos colaterais, maior segurança para o operador, melhor acurácia e eficiência tática.

O AGR, em suas capacidades e possibilidades, tais como execução de tiros técnicos instrumentalizados, se dispôs a cooperar com o desenvolvimento uma vez que este produto agregaria elevada capacidade operacional ao Exército Brasileiro, garantindo maior precisão nos tiros executados pelos morteiros fabricados no AGR. Bem como encaminhar aos outros órgãos do Sistema de Ciência e Tecnologia o pedido de apoio apresentado por essa empresa nacional de material de emprego militar.

Fonte: Arsenal de Guerra do Rio

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Comentários

8 respostas

  1. Qual a altura que alcança estes morteiros para superar obstáculos e atingir estes 10kg ? pergunto para entender melhor, dependendo do terreno terá limitações para atingir estes 10km, tem cidades brasileiras que tem muitos morros, o terreno e bem acidentado criando obstáculos naturais estados com

  2. Excelente matéria! Espero que tanto o EB e o CFN adquiram essa munição inteligente e não fica dependendo de armamento estrangeiro. E que a SIATT futuramente desenvolva uma munição inteligente de calibre 155 mm guiada por GPS e Lazer.

  3. basta um ataque eletrônico nas frequências de GNSS (GPS, BEIDOU, GALILEO, GLONASS) que a granada de morteiro perderá a precisão. Como guerra eletrônica é um assunto relegado a 2°plano pela Defesa e o espectro eletromagnético não é visto como um espaço a ser dominado… Quem domina o espectro eletromagnético é quem vence a guerra.

    1. “Guerra eletrônica é um assunto relegado a (sic) plano pela Defesa…”

      de onde você tirou isso? Com uma grande variedade de equipamentos e veículos especializados nessa área, isso tem sido prioridade há muitas décadas. Já em 1966 o F-105F foi desenvolvido especialmente para interferir eletronicamente nos sensores e radares vietnamitas.

      Hoje temos muitos equipamentos específicos para isso, como o EG-18 Growler americano ou o Krasukha russo.

        1. Nas forças armadas brasileiras isso também não é um assunto relegado a segundo plano.

          Temos, por exemplo, em nossa marinha o ET/SLR-1X, na nossa força aérea o E-99, que se não dedicado exclusivamente a essa missão, é muito mais capaz do que qualquer outro equipamento na Am. do Sul, e no exército temos o SCE 0100, desenvolvido pela empresa 100% brasileira IACIT.

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