Produção do CAESAR é acelerada para atender alta demanda

No dia 23 de novembro, a empresa Nexter, do grupo KNDS, entregou ao Exército Francês os primeiros quatro obuseiros autopropulsados 6X6 CAESAR, destinados a substituir os 18 exemplares doados à Ucrânia no final do ano passado.

Os Obuseiros foram entregues ao 35º Regimento de Artilharia Paraquedista, 40º Regimento de Artilharia, 68º Regimento de Artilharia Africano e 93º Regimento de Artilharia de Montanha e a empresa planeja entregar mais 12 unidades ao longo de 2024.

Esta entrega rápida só foi possível reduzindo para metade o tempo de produção (de 30 para 15 meses), como resultado direto da implementação de uma economia de “tempo de guerra”, que visa uma produção mais rápida e com melhor relação custo-benefício. Estas novas unidades foram submetidas a testes de validação de disparo conduzidos pela “Direction Générale de  l’Armement” (DGA) antes da entrega.

Considerado o “franco-atirador dos canhões”, o sucesso do CAESAR é justificado pela sua grande mobilidade e pela sua capacidade de evitar disparos de contra-bateria, por sua cadência de seis tiros por minuto e sua grande precisão. Já foram produzidos mais 350 unidades , estando em uso atualmente em seis países (incluindo a Ucrânia, que o utiliza com sucesso em seu conflito com a Rússia e que está buscando adquirir mais), tendo sido encomendado por mais três, e é um dos candidatos do projeto de aquisição da viatura blindada de combate obuseiro autopropulsado 155mm sobre rodas (VBCOAP 155mm SR) do Exército Brasileiro.

 Com informações e imagens do Exército Francês

 

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Comentários

6 respostas

  1. Será que essa aceleração na produção já favorece ele para ser o escolhido pelo exército brasileiro assim tendo mais rápido o seu obuseiro móvel e já adiantar mais lotes?

    1. nao adianta,tudo depende da condições orçamentária do exército !!
      O normal vai ser o exercito receber 1 obuseiro por ano até 2040.

  2. Os requisitos técnicos ficam o EB e penso que este deve estar entre o produto frances e o israelense. Mas também acredito que a parte político vai pesar, e os referidos governos já torceram o nariz para o governo brasileiro na questão de dificultar a repatriação dos palestinos, e do barramento do Mercosul por parte do Macron. Vamos ver se as questões politicas vão ser determinantes.

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