Peru reforça interesse em adquirir o carro de combate K2 Black Panther e blindados 8X8

No dia de ontem, 09 de dezembro, durante as comemorações do 201º aniversário da Batalha de Ayacucho e do Dia do Exército do Peru, o governo peruano firmou um acordo estratégico (na verdade um memorando de intenções) com a Hyundai Rotem para uma FUTURA aquisição de carros de combate (“main battle tank” – MBT) K2 Black Panther e blindados sobre rodas 8X8 K808 White Tiger.


A cerimônia foi presidida pelo Presidente da República, José Jerí Oré, com a presença do Presidente do Congresso, Fernando Rospigliosi Capurro; o Presidente do Conselho de Ministros, Ernesto Álvarez Miranda; o Ministro da Defesa, César Díaz Peche; o chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas, general David Guillermo Ojeda Parra; e o comandante-geral do Exército, general César Briceño Valdivia.

O acordo estabelece cooperação tecnológica, opções de financiamento e o fomento de projetos industriais relacionados ao setor de defesa. Isso consolida os esforços para equipar o país com recursos modernos e confiáveis ​​que atendam às demandas de segurança e defesa do século XXI.


Fonte: Ministério da Defesa do Peru

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Respostas de 11

  1. Tomara que o Peru consiga essa aquisição, creio que K2 em umas 50 unidades. Mas será interessante o Brasil ficar atrás de Peru , Argentina e Chile nos carros de combate, sem falar no T-72 120mm da Venezuela, talvez assim alguém em do comando aja.

    1. Não tem nada a ver de ficar atrás, tudo é questão de usabilidade. Tanques pesados não faz o menor sentido no Brasil, quando você tem, em boa parte do país, uma geografia que desfavorece isso. Esse é um dos motivos para o Brasil não optar por operar tanques pesados. Apesar de 60% do território peruano ser amazônico, ainda restam cerca de 15% desértico, na região sul, fazendo fronteira com o Chile, e ambos não tem as melhores relações entre si. O Chile utiliza tanques pesados Leopard 2A4, e então os Peruanos precisam ter uma resposta a altura. Para o Brasil, um carro de combate de até 50 toneladas dotado de uma torre de 120 mm, é muito mais que o suficiente. Já houveram vezes dos Leopard 1, do EB, ter difuculdade lá no sul, no tempo de chuva, por causa do solo, imagine um trambolho de 58, 60 ou 65 toneladas? vai atolar fácil!

      1. Os problemas relacionados a operação de carros de combate pesados estão mais relacionados a falta de infraestrutura e capacidade logística do que terreno…

        Há carros de combate atuais que exercem menos pressão sobre o solo que veículos consagrados da Segunda Guerra muito mais leves. O Leopard 2A4, por exemplo, exerce praticamente a mesma pressão no solo que um M4A3 Sherman, e menos pressão ainda que as variantes anteriores do carro americano.

  2. O T 72 possui um canhão de 125mm cm carregador automático.
    O K2 seria uma ótima aquisição para o Peru, mas será q tem cacife para adquirir e manter os blindados??
    A Argentina fez uma ótima upgrade em seus blindados cm ajuda de Israel, elevaram a outro patamar os seus blindados.
    O Chile vai fazer tbm uma upgrade em seus Leopard A4 para elevar o padrão de suas forças blindadas.
    E o Brasil???? Ainda deitado em berço esplêndido!! Muitas visitas, muitas propostas. Mas nada de concreto …
    Vai pela saga do FX 1 da FAB, daqui alguns anos, eles tomarão uma decisão.
    A Turquia e Israel tem uma upgrade para os M60, muito boa por sinal. Inclusive existe uma upgrade para o nosso Leopard.
    A IVECO tem uma proposta para o Ariete, para produção no Brasil. Mas é a nova versão, com a torre do Centauro II, um novo motor e blindagem.

    1. O M60 é um carro de outra época… Embora ainda existam sobressalentes em abundância, não se pode negar que o carro é irremediavelmente obsoleto. Qualquer modernização significativa, que vise manter o carro operacional pelas próximas décadas, irá envolver troca de power train, optrônicos, computador balístico, geração de energia e sistema de giro da torre, além do canhão.

      Os argentinos partiram para a revitalização do power train, chassis/carroçaria, novos optrônicos + novo computador balístico, APU e giro da torre. Algo assim até poderia ser realizado para os Leopard 1A5, mas vai perdendo sentido diante da disponibilidade cada vez menor desses carros no mercado, o que implica em uma diminuição natural da cadeia logística para este produto. Se for fazer, vai ter que ser algo muito mais abrangente… e caro.

      O EB, por meio de seu programa de modernização, está claramente partindo para o conceito de plataforma multifuncional, visando economia de custos, facilidade de manutenção e simplificação da cadeia logística; uma plataforma única de que dê origem a uma VBC Fuz e uma VBC CC.

  3. na minha opinião o governo brasileiro deve comprar o blindado de combate Black panther do sul coreano além do mais o peso se passa nem chega a 50 toneladas

    1. K2, na sua versão mais básica pesa 55 toneladas, podendo chegar a 60. Não faz sentido o Brasil operar isso, com a geografia que nos temos. Vocês têm que entender que nem sempre o que é mais “poderoso”, vai fazer sentido pra você!

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