Opto – a solução em optrônicos no Brasil

Uma área de extrema relevância para o cenário da Base Industrial de Defesa brasileiro, demonstrado durante a 7ª edição da Mostra BID Brasil, organizada no início de dezembro em Brasília pela Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), foi a de optrônicos. A Opto S&D, fundada em São Carlos (São Paulo) no ano de 1985, é uma empresa estratégica de defesa que desde 2017 faz parte do grupo Akaer.

Especializada na concepção e fabricação de sistemas optrônicos de alta complexidade, incluindo componentes ópticos de precisão, ao longo dos seus quase 40 anos de existência envolveu-se numa série de projetos importantes como da espoleta de aproximação dos mísseis Mectron MAA-1 Piranha; câmeras de alta resolução para satélites e sistema de imageamento multiespectral; componentes óticos diversos incluindo lentes e prismas; sensores térmicos e multiespectrais; e sistemas de orientação por laser, laser rangefinder e outros.

Durante a 7ª Mostra, dentre a sua gama de produtos, a Opto exibiu o Monóculo Termal Multipropósito.

Denominado OLHAR, o monóculo pode ser adaptado tanto no fuzil quanto no capacete do operador proporcionando vantagem tática em qualquer tipo de operação.

“Nós já fornecemos 28 unidades para o Exército Brasileiro que está, há um ano, fazendo a avaliação do sistema. O OLHAR é produzido aqui, exceto pelos componentes eletrônicos e lentes. Mas o software, a integração e toda a produção é nacional.

O operador tem a opção de usar uma lente de 3x, no modo caçador, e 1x, no modo básico.

O sistema é leve; robusto; resistente à poeira; petróleo; areia; chuva; queda livre e imersão na água”, contou Claudio Carvas, diretor comercial da Opto.

O OLHAR foi feito de forma a proporcionar troca rápida da bateria; possui interface de comunicação de voz e vídeo com armazenamento desses dados; display de alta resolução; a miras no modo Mil-Dot, cruz dupla e outros.

Seu peso é de aproximadamente 490g. Na lente de 1x, o campo de visão é de 24×18º e, na 3x, é de 8×6º.

Outro sistema demonstrado foi o Equipamento de Imagem Térmica do Sistema de Armas MSS 1.2 (EITMSS), do míssil superfície-superfície antitanque da SIATT. O EITMSS foi totalmente desenvolvido no Brasil, é ITAR Free e o seu sensor é capaz de detectar um alvo blindado de 2,3×2,3m a distância de 13,5km, fazer o seu reconhecimento a 2,4km e a identificação a 2,1km. O display de visualização é de 800×600 pixels e a resolução é de 640×512 pixels. Seu peso aproximado é de 7kg, a autonomia da bateria é de 10 horas e a imagem espectral captada é do infravermelho próximo (MWIR de 3 a 5 μm ou 8 a 12 μm).

Sua especificação atende à norma MIL-STD-810 e MIL-STD-461. “É a mesma tecnologia que estamos integrando na modernização dos veículos blindados EE-9 Cascavel, com optrônicos para o motorista, atirador e comandante”, conclui Carvas.

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