Opinião – A modernização do Cascavel é viável?

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O Exército Brasileiro (EB) dispõem de 409 viaturas blindadas de reconhecimento (VBR) EE-9 Cascavel, de três modelos diferentes, em carga. Foram fabricados pela extinta ENGESA entre os anos 70 e 80, modernizados nos inicio dos anos 2000 (Projeto Fênix) e atualmente equipam 30 organizações militares (OM), a maioria regimentos e esquadrões de Cavalaria mecanizados, sendo seu principal vetor de poder de fogo.

Neste momento existe um projeto para sua modernização, buscando sua utilização operacional por mais 15 anos, porem, diversos críticos a este programa vem se manifestando de forma contrária à sua execução. Visando dar embasamento aos leitores de Tecnologia & Defesa, também iremos dar nossa opinião, porem todas baseadas nas necessidades e disponibilidades da Força, e subsidiadas por informações já disponibilizadas em nosso site.

Um pouco de história

O Projeto Estratégico do Exército (Prg EE) GUARANI, criado em abril de 2012 e oriundo do Programa da Nova Família Blindada de Rodas (NFBR), visava dotar o EB de uma nova geração de viaturas blindadas, substituindo as antigas viaturas blindadas de transporte de pessoal (VBTP) EE-11 Urutu e VBR EE-9 Cascavel, para manter sua capacidade de cumprir suas obrigações constitucionais de defesa de nossa pátria, bem como se adequarem com os objetivos da Estratégia Nacional de Defesa (END), que era de garantir a segurança do país tanto em tempo de paz, quanto em situações de crise; aumentar sua capacidade de projeção de poder, principalmente em cenários internacionais; e estar preparado para atuar em missões de paz.

Sua implantação a vislumbrava toda uma família que, inicialmente, seria composta por uma VBTP 6X6 para substituir as VBTP Urutu e, futuramente, uma nova VBR 8X8, equipada com um canhão de 105 mm, para substituir as VBR Cascavel. No entanto, devido à conjuntura a político-econômica ocorrida no Brasil, todo o planejamento deste programa acabou sendo adiado e refeito, readequando-o a realidade das restrições orçamentárias impostas, que culminou com a publicação de novos requisitos para a utilização das VBR Cascavel em uso, em dezembro de 2017, e adiando sua substituição completa.

Nesse viés, em 2019, o Estado-Maior do Exército (EME) do EB determinou a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar, chamado Grupo de Trabalho (GT) NOVA COURAÇA, cujo objetivo era apresentar soluções para o curto, médio e longo prazos, alinhadas com as diretrizes de modernização da Força, que atendessem suas demandas e adaptadas à realidade nacional.

O GT NOVA COURAÇA apresentou o resultado de diversos estudos e, dentre eles, os requisitos EB20-RO-04.013 e EB20-RTLI-04.001, com um conjunto de normativas para uma modernização da VBR Cascavel, aumentando sua vida útil e a transformando em uma viatura mais eficiente, com melhoras na mobilidade e capacidade combativa, destacando-se a implantação de equipamento de visão panorâmica, diurna e noturna, com capacidade de detectar alvos distantes até oito km, reconhecer até seis km e identificar até quatro km, parados ou não, e permitindo o disparo em movimento com grande probabilidade de acerto.

Um dos estudos feitos foi o veículo EQ-12, da Equitron, apresentado em 2016 (Foto Equitron)

Em novembro de 2020, o EME aprova a diretriz que transforma o GT Nova Couraça no Subprograma Forças Blindadas (SPrg FBld), integrante do Prg EE Obtenção da Capacidade Operacional Plena (OCOP), com o objetivo de modernizando seus meios disponíveis e criando condições para a obtenção de novos, pois diversos estudos  apontaram  que a frota de blindados da Força estava “atingindo um alto grau de envelhecimento, obsolescência, elevado índice de indisponibilidade, crescente dependência externa para a obtenção de peças e sobressalentes e a significativa defasagem tecnológica, ocasionando a flagrante perda de capacidade operativa para atuar no mais amplo espectro de operações”.

Esta “elevação de status” permitiu a aprovação de sua diretriz de modernização, pela sobre a responsabilidade da Diretoria de Fabricação (DF), culminando, em novembro deste ano, no lançamento da chamada para a concorrência nº 01/2021, para empresas interessadas em executar o desenvolvimento e a construção de dois protótipos e de um lote pilote de sete VBR Cascavel dentro das instalações do Arsenal de Guerra de São Paulo (AGSP), a primeira fase de um processo que contemplaria um número entre 98 e 201 viaturas, conforme disponibilidade de recursos.

Este foi considerado por muitos como um projeto bastante ambicioso, pois além de estender a vida útil operacional das viaturas também ampliava sua capacidade operacional, com a modernização de todo o sistema de tiro, instalação de modernos optrônicos, sistemas de comando e controle (C2) e computadores, sistema de giro elétrico da torre, troca do conjunto de força (motor + transmissão), e revitalização do canhão e de todo o sistema de suspensão e a inclusão de “um sistema de míssil anticarro” (“anti-tank guided missile” – ATGM) com alcance superior a 4.000 metros.

Até o momento, de acordo com palestra proferida pelo diretor de fabricação do EB, general de brigada Tales Eduardo Areco Villela, durante a 10ª CSTM, as empresas Akaer, Ares, Avibras, Columbus,  Equitron, Hensoldt, IAI, Norinco, Opto, Rafael, Rosoboronexport, Safran e Universal já responderam ao chamado público, demonstrando interesse no programa.

VBC Cav – O proposto substituto

Ainda dentro dos estudos do GT NOVA COURAÇA surgiu um novo vetor, a viatura blindada de combate anticarro – média sobre rodas (VBCAC-MSR), um novo tipo de blindado, equipado com tração 8X8 e um canhão de 105 ou 120 mm, cujo objetivo não era (naquele momento) a substituição completa da VBR Cascavel, mas seu complemento, pois o orçamento permitiria a aquisição de uma quantidade aquém de nossas necessidades. Posteriormente, esse vetor foi renomeado para viatura blindada de combate de cavalaria (VBC Cav).

A criação do SPrg FBld permitiu a aprovação da diretriz de iniciação do seu projeto de obtenção, e criando a equipe para a realização dos estudos de viabilidade e elaboração da proposta do modelo a ser seguido, de responsabilidade da Diretoria de Material (DMat).

Em março deste ano, o projeto do VBC Cav saiu do SPrg FBld e passou a integrar o Prg EE GUARANI e, concomitantemente, o DMat lança a consulta pública (Request for Information – RFI) Nº 01/2021, com objetivo sondar o mercado nacional e internacional para buscar uma viatura que atendesse suas necessidades e coletar contribuições para o aperfeiçoamento de seus requisitos e 55 empresas responderam ao RFI, propondo 28 viaturas diferentes, tendo como favoritos os CIO Centauro II, GDLS-C LAV  700 e Norinco ST1.

O programa VBC Cav busca a aquisição de uma viatura 8×8, armada com um canhão de 105 ou 120 mm, e espera-se sua definição para o próximo ano

No dia 13 de dezembro, em Reunião do EME, foram apresentados os resultados da analise das respostas enviadas pelas empresas e do refinamento dos requisitos, aguardando para breve inicio da audiência publica para o recebimento das propostas.

Os motivos para a modernização do Cascavel

Inicialmente, o Projeto VBC Cav previa a aquisição de um total entre 98 a 221 viaturas, preferencialmente até 2026, porém, conforme cronograma divulgado neste ano, serão adquiridos apenas 98 viaturas, até 2038. Analisando esta informação em conjunto com os relatórios de “obsolescência e elevado índice de indisponibilidade”, publicados em 2020, percebe-se que diversas OM ficarão sem suas VBR em muito pouco tempo, além de que a maioria não receberá a futura VBC Cav. E isso se agrava com a existência planos para  transformar alguns esquadrões de Cavalaria mecanizados em regimentos, principalmente os pertencentes aos Comandos Militares da Amazônia (CMA) e do Norte (CMN), que demandarão ainda mais viaturas.

Além da falta deste importante vetor, que obrigará as OM a improvisar outras viaturas para a função de reconhecimento, porem sem contar com um armamento para prestar o apoio de fogo à tropa e capacidade anticarro, mesmo que limitada, irá transformá-las em “unidades de segunda linha”, deixando de ser atrativa para os militares de Cavalaria do EB.

Cientes das limitações orçamentárias da Força, um dos objetivos principais deste programa é manter o custo o do VBR Cascavel modernizado de, no máximo, 30% do de aquisição dos novos VBC CAV, que permitirá que o EB mantenha sua capacidade operacional e cumprir suas missões.

A questão do armamento é a mais criticada, já que o canhão do Cascavel, que não será mudado, o EC-90, de 90 mm e 39 calibres, baseado no Cockerill MK III, tem o alcance operacional, utilizando munição anticarro (“high explosive anti-tank” – HEAT), de apenas 1.600 metros e uma capacidade de perfuração de aproximadamente 250 mm em aço balístico homogêneo (RHA), que garante uma eficiência apenas contra viaturas levemente blindadas, porém, mesmo assim é um importante componente no apoio de fogo a tropa, já que sua munição de alto-explosivo possui uma carga de TNT que gera uma grande onda de choque e fragmentos, mostrando-se bastante eficiente para o seu teatro de operações proposto.

Para aumentar sua eficácia como viatura anticarro, o projeto de modernização contempla a implantação de mísseis anticarro em cerca de 30% da frota modernizada, porém a implantação de um sistema de armas deste tipo poderá inviabilizar o projeto, devido à elevação de seus custos.

Uma solução poderia ser a criação, ou adaptação, da doutrina para permitir o uso de unidades mistas, com vetores diferentes nas OM. A existência de pelotões de VBR Cascavel modernizados e VBC Cav ,em uma mesma unidade, permitiriam que a tropa mantivesse a sua capacidade de reconhecimento, apoio de fogo e anticarro e poderia eliminar a necessidade dos mísseis, e até mesmo o sistema de giro elétrico da torre, o que garantiria um custo ainda mais baixo e, por consequência, um maior numero de viaturas modernizadas. Todavia, é imprescindível que os optrônicos desta viatura tenham, no mínimo, a mesma capacidade de identificação de alvos e consciência situacional das VBTP Guarani equipadas com o sistema de armas remotamente controlado (SARC) REMAX para conseguir cumprir com eficiência as funções de reconhecimento mecanizado dentro de um moderno teatro de operações.

Por fim, em um mundo perfeito, é óbvio que a melhor solução seria a substituição de todas as VBR Cascavel pelas VBC Cav, permitindo um aumento real do poder das tropas Mecanizadas e a uniformidade logística, porém, diante da realidade apresentada, a modernização e aproveitamento de meios que dispomos, e que possuímos o domínio total de sua operação e ciclo de manutenção, não é só viável como imprescindível.

A VBR EE-9 Cascavel é um importante sistema de armas de nossas forças mecanizadas, e continuará sendo por muitos anos, e sua “obsolescência e elevado índice de indisponibilidade” impedem que algumas missões possam ser executadas, justificando sua modernização (Imagem: EB)

 

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35 Comentários

  1. Interessante Paulo Roberto, boa pergunta.

    A meu ver é viável, pois infelizmente o Brasil não tem condições de fazer aquisição de um blindado 8×8 como o Centauro II por exemplo, devido aos ”poucos recursos” (Poucos recursos no sentido figurado, recursos nós temos, o problema é que eles são muito mal administrados, aí infelizmente não sobra qse nada para o setor da defesa).

    Não temos recursos suficientes para adquirir 400 blindados 8×8 por exemplo, como substitutos do Cascavel 6×6, mas pelo menos temos recursos para manter modernizados os blindados que já possuímos.

    Neste caso, faz jus a modernização dos Cascavel 6×6 para perdurarem em operação até 2040. O ideal seria neste curto período de tempo, o Brasil já começar a desenvolver um blindado 8×8 próprio com 100% tecnologia nacional, para que assim em 2040 ele possa vir a substituir o Cascavel 6×6. Eu prefiro que o Brasil desenvolva um blindado 8×8 próprio, que atenda às exigências e requisitos do EB, do que comprar de fora, pois assim evitaríamos ficar dependentes dos outros, mas para isso é preciso injetar dinheiro para que o desenvolvimento do novo blindado 8×8 100% nacional seja bem sucedido.

    Isto também serve para o nosso MBT Leopard 1a5, sendo necessário mantê-lo modernizado e em operação até 2037, que é quando se encerra o contrato com a KLM, e neste curto período de tempo o Brasil já ir desenvolvendo um novo MBT próprio com 100% tecnologia nacional, atendendo a todos os requisitos do EB, para que, quando chegar na época certa, fazer a substituição dos MBT Leopard 1a5 pelo novo MBT nacional. Para isso, também é necessário injetar dinheiro.

    Tecnologia nós temos de sobra, capacidade também temos, a Engesa foi a prova viva disso, tanto que nós temos o Cascavel 6×6, e o antigo projeto Osório.

    Basta hoje, nos dias atuais, o Brasil querer fazer. Quanto mais independentes nós ficarmos no nosso setor da defesa, melhor!!!

  2. Eu aposentaria de vez o cascavel já prestou seu serviço, foi um bom veículo. Apostaria em duas centenas de Iveco LMV com torre da Ares e mísseis anti tanque tipo spyke e complementava com veículos 8×8 com canhão de 105 ou 120.

    • A ideia seria essa, mas infelizmente não temos condições de fazer aquisição de blindados 8×8, até porque não é só ”comprar”, é também o fator ”manter”, pois tudo envolve uma logística de manutenção preventiva, e isso requer gastos.

      Logo, torna-se viável manter os Cascavel 6×6 modernizados até 2040.

        • Não acho uma boa ideia, até porque o lance não é somente adquirir, mas sim manter as VB 8×8, o que acarreta uma logística bem custosa, pelo qual o Brasil não está com recursos suficientes para isso. Temos condições de comprar, mas de manter, infelizmente não, logo, é mais viável manter os Cascavel 6×6 modernizados.

          • Pelo que se percebe com o que foi discutido e divulgado até agora, é que será adquirida uma quantidade (98) de uma viatura tipo o Centauro, ao mesmo tempo em que é modernizada uma quantidade maior de Cascaveis (221 ou mais).

  3. Sou totalmente a favor da modernização do Cascavel, baita projeto o qual ainda se mostra muito capaz em nosso TO e com as melhorias propostas vai virar uma Naja cuspideira !!!

    • Concordo, embora ele já esteja ultrapassado para os combates atuais, é interessante mantê-lo modernizado até 2040, para que até lá o Brasil possa se reestruturar e ter condições de fazer aquisição de blindados 8×8 para substituir os Cascavel 6×6.

      • Grifon, na verdade eu sou totalmente pró Guarani 6×6 com a nova e muito mais moderna torre da cockerill LCTS 90mm de carregamento automático mas…..já que vamos de 8×8 que seja o Centauro II (por mais que o Cent.I já sobraria por aqui na função de apoio de fogo).

        • Eu tbm sou pró Guarani 6×6 totalmente modernizado.

          E quanto aos blindados 8×8, o Centauro II é excelente sem sombra de dúvidas, e atende a todos os requisitos do EB, porém eu sou favorável que o Brasil desenvolva um blindado 8×8 próprio com 100% tecnologia nacional, até porque no momento infelizmente não temos condições de fazer aquisição do Centauro 8×8 para substituir o Cascavel 6×6, mas temos condições de modernizar ainda mais o Cascavel para perdurar em operação até 2040, sendo que neste curto período de 15 anos, o Brasil deve aproveitar para ir desenvolvendo um blindado 8×8 com 100% tecnologia nacional.

          Quanto mais independentes ficarmos neste setor da defesa, melhor.

          • Quadro ideal. Mas é o preço disso? Há outros 20 programas que tamvem precisam ser atendidos. E com escala baixa fica ainda mais salgado. É inviavel financeiramente.

  4. A solução sem mexer muito no Guarani e ele com canhão 30mm e ATGM. Escala de produção e tudo
    O Cascavel já deu o que tinha que dar.

  5. É como o Tomcat disse, o Cascavel tem muito sangue para dar com uma modernização.

    Obviamente seria melhor uma viatura nova, com as capacidades desejadas já projetadas de fábrica, mas como os recursos são poucos, precisamos ser realistas.

  6. Acredito que seja desperdício de dinheiro um blindado defasado com blindagem defasada acredito que deve acontecer o mesmo que com o Urutu da sua blindagem não suportar 7.62AP ou seja pode ser emboscado por uma MAG ou Minimi, Seria mais interessante alguns Guarani com canhão 30mm e ATGM.

  7. Desde os anos 2000 tentam, sem sucesso, modernizar o Cascavel. Ele não apresenta blindagem mínima necessária, não sairá barata a modernização, levará bastante tempo, já que será necessário aproveitar apenas a estrutura e a torre. Muito mais viável é a adoção do Guarani com torre de 30 mm.

  8. Norinco favorita? So louco pra comprar chinês. Perguntem pros argentinos eequatorenhos sobre produtos chineses….

  9. Tem o fator tempo e Dinheiro.

    Quanto tempo e a grana que levara para Refazer o Cascavel?

    O que da para fazer com a verba alocada para modernizar o casvavel ?

    Outra duvida , quando que entrara em operação o Guarani Porta Morteiro ?

  10. Uma pergunta: poderia uma torre de 105mm ser instalada mo Guarani? O Que o Cascavel é que pode fazer Que o Guarani nao pode?

  11. Se a modernização do Cascavel não é adequada por motivos outros que não a blindagem, eu concordo. Porém, se for pela blindagem, nem o Guarani, como proposto por alguns, possui grande blindagem. Blindagem resistente, potência de fogo, potência motriz, agilidade, eletrônicos modernos, etc…tudo isso demanda custo altos de aquisição, operação e manutenção e, no momento, responde pelo nome de Centauro II. Qualquer outra opção, como modernização de Cascavel ou adaptação de Guarani, exigirá que se abra mão de um ou mais desses atributos.

    • Flanker, seria perfeito, mas não há nem haverá verba para adquirir em quantidade suficiente os 8×8. O que se vai gastar em trocar o trem de força, instalar eletrônica e revitalização da torre de um Cascavel não será nada barato. O Guarani pode instalar blindagem extra, o projeto dele já contempla isso.

    • Flanker, na verdade creio que era pra estarmos indo de Guarani 6×6 com a Torc-30 mas a torre é tão fodasticamente boa e cara que sai mais cara que a viatura mas… se levássemos a defesa a sério estaríamos com muitos Guaranis Torc-30 e este sim substituiria,na minha opinião, com louvor ao Cascavel em apoio de fogo e ainda com capacidade antiaérea.

  12. Tomcat e Johan, eu entendo plenamente que não há, nem haverá, dinheiro para substituir todos os Cascaveis por uma viatura 8×8 armada com canhão 105 ou 120 mm. O Guarani, com blindagem adicional, tem maid protecao do que o Cascavel, certamente. Por outro lado, talvez o Exército esteja priorizando o calibre 90 mm do Cascavel, ao invés dos 30 mm da TORC ou outra torre do mesmo calibre. Eu penso que o futuro será mesmo com uma viatura 8×8 em menor quantidade e o Cascavel modernizado, em maior quantidade. Claro que uma versão amada do Guarani também seria uma boa escolha, principalmente pela vida útil muito maior, por serem viaturas novas, e pela escala maior de produção, baratenado custos de operação e manutenção. Vamos ver no que vai dar. Pelo menos, alguma coisa está sendo feita para modernizar a Cavalaria Mecanizada.

  13. Boa tarde!

    Vou viajar na maionese…um cascavel com uma torc 30, automatizado nos sensores, com uma tripulação de 2 pessoas não trocaria a mobilidade por blindagem?
    Pela opinião do pessoal aqui uma arma de 30 mm tem enorme poder de fogo e seria suficiente.Que vocês acham?
    Abraço a todos!

    • CWB, vi uma demonstração da cavalaria nos anos 2000 para generais em que os Cascavéis simplesmente atolavam na lama! E olha que era uma lama superficial e precisou de m113 para rebocá-los, tudo na frente do oficialato. Tanto que teve artigo falando da necessidade de melhoria ou substituição dos Cascavéis. Acredito que atolaram por causa do perfil estreito dos pneus e por não terem controle eletrônico da pressão dos pneus como o Guarani possui. É impressionante a diferença que faz a pressão dos pneus!

  14. Eu estou lendo muitos dos comentários aqui e realmente não entendo. Será que eu escrevo tão mau a ponto das pessoas não entenderem o que eu quis passar ou será que algumas pessoas não sabem ler???

    Então vou tentar explicar:
    No momento (e bem provavelmente em um futuro de curto e médio prazo) O Exército Brasileiro NÃO tem orçamento previsto (DINHEIRO, para ser mais claro) para investir em um novo carro que tenha capacidade de substituir TODAS as suas VBR Cascavel, mas precisa delas para manter suas unidades, isso implica em dizer que também não tem dinheiro para desenvolver uma versão do Guarani, trocar o armamento do Cascavel, comprar LMV e etc…
    Por isso a modernização do Cascavel é inevitável, e que ela deverá ser muito mais simples do que se imaginou.

    Ficou claro agora?

    • Olá gostaria de deixar minha opinião, tem um ensinamento q diz não se remenda tecido gasto…, e melhor vender p países pobres ou barato e com o valor da venda, acrescenta mais e compra 2 modelos diferentes de fabricantes diferentes, p não sofrer possíveis embargos futuros. No mundo do trabalho e civil qd uma empresa tem dificuldades ela faz cortes, diminui gastos e é isso q oo Brasil precisa fazer p equipar as forças com equipamentos modernos e atualizados. Cortas custos p fazer investimentos mais elevados…., abraco

  15. Não sei se o Exercito não vê a possibilidade de usar a modernização do Cascavel como bancada de testes para o desenvolvimento de sistemas de combate em carros blindados.
    Já se especulou de se ter RCC SR orgânicos nas Bgda Inf. Mec. O Cascavel modernizado seria um candidato a prestar apoio de fogo.

  16. Bastos, a decisão foi tomada baseada na falta de recursos, eu até entendo isso, mas não acho correto pensando a longo prazo.

    Só queria lembrar a vocês que o exercito francês usava o AMX-10 com canhão de 105mm e estão substituindo pelo Jaguar com canhão de 40mm + lançadores MMP ATGM integrados a torre.
    Acho que o Brasil deveria acompanhar a tendência mundial, a Ares poderia fornecer a torre UT30 MK2 com ATGM para equipar alguns guarani.
    Eu sinceramente acho que a cavalaria mecanizada precisa ser reestruturada novamente, esquecer o VBC CAV 105/120mm…se vocês derem uma olhada nas opções de munições 30mm ficarão impressionados e chegarão a conclusão que estas tem capacidade de destruir grande parte das casa-mata (até as reforçadas) e também veículos blindados leves,
    Em um reconhecimento, caso se depare com um carro de combate, evite o engajamento o importante é ter tecnologia necessária para identifica-lo antes dele…deixe o engajamento para outros meios do E.B (cavalaria blindada, AVEX, etc).
    Outra opção (mais conservadora) seria substituir o Cascavel por um Guarani equipado com uma torre da John Cockerill CSE 90 ou a LCTS90 de baixo recuo ambas no calibre 90mm, teria que pagar custo de integração e tals….mas como eu disse anteriormente, só a torre 30mm na minha opinião já daria conta do recado.

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