Operação Formosa 2026: SMACE e CENTAURO II são apresentados aos Fuzileiros Navais

Na Operação Formosa deste ano, um exercício da Marinha do Brasil que ocorre deste 1988 e simula operações de combate em diferentes tipos de situação com o objetivo de manter as condições de atuação imediata dos Fuzileiros Navais, foi realizada a “Exposição de Defesa Expedicionária”, para apresentar algumas soluções propostas pela Base Industrial de Defesa (DIB).

Dentre os diversos sistemas de armas apresentados, dois se destacavam: o SMACE e CENTAURO II BR.

O SMACE, sigla para Sistema de Míssil Anticarro Expedicionário, é uma solução integrada e customizada de defesa anticarro para o Corpo de Fuzileiros Navais, desenvolvida pela empresa brasileira SIATT, integrante do Grupo EDGE, e contratada em 2025.

Trata-se de uma solução que agrega uma viatura 4X4 de alta mobilidade, baseada na plataforma ISV (Infantry Squad Vehicle) da GM Defense, equipadas com lançadores de mísseis anticarro MAC 1.2AC e drones com capacidades de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR), combate e ataque ao solo, para operar contra veículos blindados e embarcações.

Já a IDV, em conjunto com a CIO, ambas pertencentes ao Grupo Leonardo, apresentou uma das viaturas blindada de combate de Cavalaria (VBC Cav) 8X8 Centauro II BR do Exército Brasileiro (EB), visando oferta-la no projeto de substituição dos carros de combate leve – sobre lagartas (CCL-SL) SK-105A2S Kürassier, dentro do PROADSUMUS.

O Centauro II é uma viatura blindada de combate 8X8, projeta e construída pelo Consórcio IDV – OTO Melara (CIO). Equipada com a moderna torre HITFACT MkII, armada com um canhão de 120mm e 45 calibres, é considerada a mais capaz de sua categoria na atualidade, sendo selecionada pelo EB em 2022, no programa VBC Cav.

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Respostas de 3

  1. Seria excelente os fuzileiros poder operar o blindados sobre rodas e lagartas.
    Daria um mobilidade fantástica aos fuzileiros.
    Agora vamos ver se vai ter grana para comprar os 2 blindados (rodas e lagartas).

    1. Exatamente Marcelo. Mas infelizmente sabemos que não terá dinheiro para isso.
      Baseado nas aquisições recentes de veiculos de alta mobilidade (sobre rodas), como o JLTV e o SMACE, deveriam permanecer nesta linha, tornando uma força de mobilidade elevada. Então o Centauro II deveria ser a escolha e futuramente substituir o CLANF pelo SuperAV (ACV) tornando mecanizada.
      Agora caso decidam ir pelo caminho de um veiculo sobre esteiras, o Otokar Tulpar seria interessante e futuramente substituir o CLANF pelo FNSS ZAHA/MAV.

      1. Ary,

        O CLAnf tem uma função bastante específica, que é levar o infante do navio até a praia para a tomada deste objetivo inicial, montando uma cabeça de praia para futuras operações terra adentro. Não é um meio a ser substituído por uma VBTP sobre rodas e derivados. São tipos de categorias muito distintas e em funções diferentes. Ademais, os AAV atualmente em uso ainda tem muitos anos de serviço pela frente. É a última das prioridades…

        As rodas são para depois do assalto a praia, garantindo mobilidade em terreno favorável. Para isso, já se tem o excelente Piranha IIIC. Aliás, uma atualização deste ultimo faria muito mais sentido, juntamente com a aquisição de mais exemplares (se se pensa em montar uma outra unidade mecanizada).

        O que o Corpo de Fuzileiros precisa e pra ontem é capacidade de choque. Ou seja, um MMBT…

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