O Guarani chega à Amazônia

12
2650

Nos dias 27 e 29 de abril, o 12º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado (12º Esqd C Mec), de Boa Vista (RR), subordinado a 1ª Brigada de Infantaria de Selva (1ª Bda Inf Sl),do Comando Militar da Amazônia (CMA),  recebeu as suas sete primeiras viaturas blindadas de transporte de pessoal – média sobre rodas (VBTP-MSR) 6X6 Guarani, equipadas com o sistema de armas remotamente controlada REMAX.

Outras sete viaturas, sem o REMAX, estão prevista para chegarem no próximo mês, completando a dotação inicial de 14 Guarani da unidade.

Esta é a primeira unidade da região Amazônica a operar a viatura. Antes, apenas três Guarani, pertencente ao 10º Regimento de Cavalaria Mecanizado (10º R C Mec), de Bela Vista (MS) participaram da Operação Amazônia 2021.

Ainda dentro do cronograma do Programa Estratégico do Exército (Prg EE) GUARANI, nos próximos meses, o 23° Esquadrão de Cavalaria de Selva (23º Esqd C Sl), de Tucuruí (PA), subordinada a 23ª Brigada de Infantaria de Selva (23ª Bda Inf Sl), do Comando Militar do Norte (CMN), também deverá receber suas primeiras viaturas, o que representa um  importante incremento da presença militar na Amazônia e a continuidade da modernização da Força.

Fotos: soldado França / 12º Esqd C Mec

12 Comentários

  1. uma dúvida, referente a Blindagem, o que eu irei perguntar e porque não entendo mesmo.

    A Maioria dos Veículos de transporte de tropas utilizam armamento de calibre 12,7mm , porque a blindagem básica sai de fabrica para calibre 7,62mm se no campo de batalha enfrentará fogo de Calibre 12,7mm?

    Sei que tem a predisposição para colocar a blindagem adicional “quando necessário”, e esta blindagem deve reduz a mobilidade.

    Temos visto até organizações criminosas no Brasil com 12,7mm, tanto no RJ como SP.

    • Normalmente é 7.62 na lateral e .50 na parte frontal. E a perfuração ainda depende de ângulo e distância fora que acertar alvo em movimento é dificilimo a media e longa distância. Por blindagem .50 em todo ele o deixaria pesado e prejudicaria capacidade anfíbia e velocidade e mobilidade. Por isso existem kits acoplaveis pra ate 30mm se necessario.

    • O senhor está equivocado em relação a essa informação, não sei onde viu, mas está errada, até um simples bindado policial (é até mesmo alguns carros com blindagem civil resitem a tiros de 7,62). Basta ver pela espessura da blindagem do Guarani que ela é feita para resistir a disparos de calibre muito superior.

      • Ele não está equivocado. Leia o segundo trecho da dissertação “UTILIZAÇÃO DA VBTP GUARANI EM SUBSTITUIÇÃO À VBTP URUTU NAS
        OPERAÇÕES GLO” (página 23), disponível no site da Biblioteca do Exército:
        “O Guarani possui uma blindagem […] eficaz contra munição 7,62 mm perfurante a distância de 30 metros e proteção nível 2 contra estilhaços de munição 155 mm a 80 metros”.
        Pode ser que, em alguns casos, resista a calibres maiores, mas é feita para resistir a 7,62mm.

        Quanto ao seu outro comentário “Outra questão, a unidade de medita está equivocada também. Se mede em polegadas, não em milímetros.”, a qual medida se refere? Ao calibre? Pois o padrão atual no Brasil é utilizar milímetros.

    • A blindagem do VBTP-MR Guarani atendi às especificações técnicas exigidas pelo EB, que é ter proteção blindada seguindo o padrão STANAG 2, em toda a viatura, podendo receber blindagem adicional.

      Só para elucidar de que se trata este “nível de blindagem”, ela resiste no que diz respeito às munições de energia cinética padrão à:

      7.62×51mm NATO Ball (Ball M80) à 30 metros com velocidade de 833 m/s
      5.56×45mm NATO Ball (SS109) à 30 metros com velocidade de 900 m/s
      5.56×45mm NATO Ball (M193) à 30 metros com velocidade de 937 m/s

      7.62×39mm API BZ (explosiva perfurante de blindagem) à 30 metros com velocidade de 695 m/s.

      Essa norma técnica também abrange resistência à minas e artilharia, mas vou deixar esses dados de fora.

      Entretanto, como a blindagem frontal é inclinada, isto aumenta (e muito) a capacidade da blindagem frontal, mas o detalhamento deste dado nunca foi divulgado.

      A questão é que, a capacidade de perfuração de um projétil diminui com a distancia. O Guarani foi criado pra resistir à armas leves de infantaria e, no caso de metralhadoras médias, quando disparadas à grandes distancias, já que a tropa deve desembarcar a uma distancia segura para a viatura.

      Espero ter ajudado.

  2. Eu sempre torço para que o Brasil consiga fabricar mais unidades do Guarani 6×6. Até então eram previstas 2044 unidades do blindado, mas depois caiu para 1500.

  3. O sistema métrico brasileiro é o SI, portanto, o metro e seus múltiplos são utilizados, embora usualmente a expressão .50, entra em referência de mercado por significar 1/2 de 25,4 mm ( 1 “)~12,7 mm…e assim por diante, creio que a resistência da blindagem seja referencial como o comentário acima…

  4. Os Cascavéis e Urutus continuarão em Roraima ou com a chegada dos Guaranis serão substituídos em sua totalidade. Pergunto isso devido a pequena quantidade de veículos brindados na região. Se não me engano são 8 Cascavel e 6 Urutu.

  5. Lembrando que a blindagem padrão do Guarani suporta 7.62 perfurante e ele e capaz de receber blindagem adicional para 12.7mm (.50)

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here