O ministro da Defesa da Argentina, tenente-general Carlos Alberto Presti, liderou hoje a assinatura da Carta de Oferta e Aceitação (LOA) que permitirá avançar na incorporação de 235 viaturas blindados sobre rodas Stryker para o Exército Argentino, marcando um novo marco no processo de recuperação e modernização de suas capacidades operacionais.
A incorporação ocorrerá em condições econômicas particularmente favoráveis para a Argentina, permitindo uma expansão significativa das capacidades do Exército por meio de uma operação de grande benefício para o Estado.
Entre os participantes da assinatura estavam o chefe do Estado-Maior do Exército, tenente-general Oscar Santiago Zarich; o embaixador dos Estados Unidos da América na Argentina, Peter Lamelas; e o secretário adjunto do Exército dos Estados Unidos para exportação e cooperação em defesa, Patrick Mason.
A operação representa também mais um resultado da excelente relação entre a Argentina e os Estados Unidos, fortalecida pela aliança estratégica promovida pelo presidente Javier Milei. A cooperação bilateral em matéria de defesa tem-se aprofundado através da aquisição de equipamentos, exercícios de treino conjuntos, intercâmbios profissionais e crescente colaboração entre as forças armadas de ambos os países.
A operação inclui a transferência de viaturas com diferentes variantes, que serão adicionados às oito primeiras unidades Stryker incorporadas pelo Exército Argentino, tais como:
- Viatura de transporte de infantaria (ICVV M1256);
- Viatura de evacuação médica (MEVV – M1133A1);
- Viatura de comando (CVV – M1251A1); e
- Viatura de apoio de fogo (FSVV – M1131A1).
A diversidade de configurações permitirá a integração em uma mesma família de viaturas, abrangendo várias funções de combate, caminhando rumo a uma capacidade mecanizada mais completa, interoperável e em maior escala.
O Stryker é uma viatura blindada 8X8 de alta mobilidade que combina proteção, tecnologia e capacidade de implantação. Seu projeto incorpora um sistema de blindagem modular que permite adaptar o nível de proteção às exigências de cada missão, juntamente com características de mobilidade tática que proporcionam estabilidade, tração e a capacidade de transitar em terrenos irregulares. Seu sistema de suspensão independente e configuração sobre rodas também contribuem para sua alta mobilidade e flexibilidade operacional.
A incorporação dessas unidades representa um novo passo em frente na política de reequipamento e recuperação das capacidades das Forças Armadas, promovida pelo Ministério da Defesa e liderada pelo Ministro Carlos Presti, com o objetivo de dotar o instrumento militar de meios modernos, aumentar sua prontidão operacional e recuperar as capacidades necessárias para o cumprimento eficaz de sua missão.
A assinatura da Carta de Aceitação formaliza a aceitação, por parte da Argentina, da oferta correspondente ao caso de Vendas Militares Estrangeiras AR-B-IAV e permitirá o início das etapas necessárias para a implementação e posterior transferência das viaturas.
Com essa aquisição, o Exército Argentino continua avançando na modernização de seus recursos e na recuperação de uma capacidade de mobilidade protegida, fundamental para operar com maior segurança, rapidez e eficiência em cenários altamente exigentes.

Fonte: Ministério da Defesa da Argentina
Respostas de 13
boa escolha de meios da Argentina, pois consegue uma padronização adequada de seus novos meios de cavalaria mecanizada, padronizando procedimentos e logística, é bom lembrar que neste momento a Argentina não tem recursos para pensar como o Brasil que acertadamente investiu em um projeto próprio em busca de independência tecnológica logo não cabe aqui comparação de método, a Argentina optou por dependência tecnológica de um terceiro país valendo-se da ótima fase de relacionamento político, no nosso caso nossa cavalaria mecanizada segue mais um modelo de política de estado oque certamente nos permitirá possuirmos e desenvolver tecnologia própria, e certamente virá mais novidades por parte dos hermanos.
O Brasil não desenvolveu. Estamos comprando o Centauro II italiano que será produzido no Brasil. Portanto, não é projeto brasileiro. A vantagem, em tese, é maior cadeia de suprimentos. Detalhe, não produzimos o ” cano do canhão”. Sabemos fazer vamos sem costura mas não para canhão.
Ele estava se referindo ao Guarani.
não desenvolvemos, mas vamos adquirir transferência de tecnologia, isso que é importante, não podemos ficar dependentes de armamentos de nenhum país.
sem transferência de tecnologia?!?
e a cadeia de suprimentos?
Se ficar tudo na mão dos americanos, os argentinos estão na m…
São novas ou velhas
Trocaram soberania por armamentos usados e sem transferência de tecnologia. Submissão total aos americanos.
Brasil sempre comprou, e continua comprando, equipamentos de defesa usados.
EB: M109A3 e A5, M113, M572, Leopardo 1BE, Leopardo 1A5, Gepard, etc
MB: A140 Atlântico, G40 Bahia, G350 Oiapoque, fragatas classe Greenhalgh, etc
FAB: Mirage IIID/E lotes de reposição, F-5E/F do segundo e do terceiro lotes, Montagem 2000C/B, helicópteros H-1H, C-130H ex-Itália, etc
Leopard*
Compra de prateleira tem vantagens e desvantagens. Ainda mais quando se trata do programa estadunidense de vendas para os aliados. Para as necessidades argentinas faz total sentido. O lado ruim é a total dependência de peças de reposição e acessórios do blindado. Por isso que a quantidade é maior. Os eua ganham na venda de serviços e acessórios.
Argentina armada a toque de caixa pelos EUA de Trump! É preciso ter claro que o pais visado aqui é o Brasil! Preparemo-nos para escaramuças em nosso continente! Hora de nos posicionarmos claramente: nossa bandeira é a americana ou a do BRASIL???
Com a volatilidade politica da Argentina, duvido muito que a longo prazo representem alguma ameaça ao Brasil.
Mas se for o caso a fronteira com o Paraguai é perto da minha casa.
A Argentina está dando um tiro no pé, vai ficar na mão dos americanos pra manter essas viaturas, vai sair caro e o Brasil tem que ficar de olho nesse volume de compras de armamentos que os argentinos estão comprando, o mundo está cheio de loucos e precisamos ser sempre superior aos outros países na América do Sul em capacidade de defesa e ataques