Nova delegação do Exército visita a Turquia para ver as capacidades do TULPAR

Na manhã de ontem, 16 de abril, uma delegação do Exército Brasileiro (EB), chefiada pelo comandante do Estado-Maior do Exército (EME), general de Exército Francisco Humberto Montenegro Junior, e pelo chefe do Escritório de Projetos do Exército (EPEx), general de Divisão Everton Pacheco da Silva, visitaram a fábrica da Otokar, em Sakarya, no norte da Turquia, para conhecer as viaturas blindadas de combate que estão sendo oferecidas para o no Programa da Nova Família de Blindados sobre Lagartas do EB.

Na ocasião, os militares brasileiros tiveram a oportunidade de andar no TULPAR, na pista de testes da empresa, nas versões viatura blindada de combate carro de combate (VBC CC), equipado com a torre Leonardo HITFACT MKII, de 120mm, e viatura blindada de combate de fuzileiros (VBC Fuz), equipada com o sistema de armas remotamente controlada (SARC) MIZRAK, de 30x173mm.

A comitiva foi acompanhada por uma delegação da empresa italiana Leonardo, demonstrando o apoio a proposta turca, lembrando que uma VBC CC TULPAR se encontra atualmente no campo de provas Nettuno, em Roma, onde participa de uma série de testes para concluir a homologação a versão com torre HITFACT MkII (em breve mais informações no site de T&D). Além da VBC Cav 8X8 Centauto II, o TULPAR é a única plataforma que já está plenamente integrada a este sistema de armas que, em breve será montado no Brasil, Esse fato dá grande vantagem a essa solução na concorrência para definir o sucessor do Leopard 1A5 no EB e dos SK-105 no Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil (CFN/MB).

Essa é a segunda visita de uma delegação da Força Terrestre, com militares de alta patente, a Otokar em cerca de seis meses. Em 31 de outubro de 2025, o comandante do EB, general de Exército Tomás Miguel Mine Ribério Paiva, e sua comitiva visitaram a sede da empresa em Istambul.

Foto da visita do comandante do EB, general Tomás, a sede da Otokar, em Istambul, em outubro passado (Fotos: Otokar)

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Respostas de 14

  1. Uma duvida sincera, eles também estão visitando as outras empresas concorrentes ou só visitaram a otokar, além do cv90 que já veio ao brasil.

    1. A Turquia é um país amigo,mas como eles o Brasil tem que produzir todo ou quase todos os equipamentos industriais militares e civis,no máximo abrir este segmento para parcerias. È o emprego de mão de obra qualificada e ganho tecnológico que esta em jogo.

    2. Ainda não existe uma concorrência.
      Acho que o EB foi lá porque foi convidado.
      Se outras empresas convidarem ele deve enviar comitivas.
      Dito isso, o Tulpar vem despontando como favorito pelo empenho e pela torre da Leonardo.

  2. Brasil tem que desenvolver seu blindado, assim como fez com o cargueiro kc390, demora, custa mais. entretanto dominarmos a produção. e em caso de guerra, substituir fornecedores seria muita mais rápido e fácil.

  3. O Tulpar é disparada a melhor opção para o EB, e ainda por cima é IFTAR-free, ou seja a vantagem em comparação com os europeus é AINDA MAIOR. E se não bastasse, a Otokar ainda vai produzir no Brasil e compartilhar tecnologia com o EB.

  4. A corrida tecnológica promove por si só a corrida pelo ganho de mercado e a consequente competividade. O Tulpar é uma excelente alternativa, compartilhar da tecnologia e do aprimoramento, nos será bem mais favorável aos interesses nacionais.

  5. Não acho a melhor opção. O Lynx e o Cv90-120 são melhores em praticamente tudo. mas entendo que são bem mais caros, quase o dobro no caso do Lynx em comparação ao Tupar. Mas não o acho ruim a ponto de o desqualificar. o problema que é um projeto que influenciará próximas encomendas por anos. Dá para escolher um mais ou menos só para tampar buraco? ou é preferível outra solução? Modernizar o que já tem (mais uma vez)? Comprar de segunda mão? E por aí vai.

  6. Notícias auspiciosas para o futuro estratégico de uma grande potência com os mais variados recursos, que despertam interesses globais.

  7. A pergunta é: tem alternativa melhor? Defendo que tenhamos vários fornecedores para vários tipos de sistemas. Não o pesadelo logístico indiano, mas linhas de fornecedores bem independentes umas das outras.

  8. Rapaz, a exemplo do KC-390, nossa engenharia é suficientemente capaz de criar qualquer equipamento com mais capacidades que muitos outros espalhados pelo mundo. A falta de investimento parece ser proposital.

  9. Acho que o EB poderia sim ter parceiros de outros países, porém devemos fortalecer nossa indústria de defesa a exemplo do obuseiro auto propulsado que comprariamos de um pais no Oriente Médio a Avibras tinha feito uma proposta para produção e o EB comprou de fora. Adquirir o conhecimento e produzir um nacional.

    1. O Exército por meio da Diretoria de Fabricação e dos Arsenais de Guerra de SP e Rio tem o projeto de produzir localmente um obuseiro 105mm e no futuro 155mm, ambos rebocados. Quem sabe em futuro próximo não possa ocorrer também de produzir um obuseiro mecanizado em um chassi TATRA por exemplo…

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