No dia internacional da mulher, militares destacam suas trajetórias no Exército

Em 1992, elas entraram no Exército Brasileiro pelo Quadro Complementar de Oficiais. Desde então, abraçaram as oportunidades que surgiram e ampliaram cada vez mais seus espaços na Instituição. Indispensáveis em vários setores da Força, as mulheres são diretoras de hospitais, especialistas em logística, paraquedistas, atletas de alto rendimento, guerreiras de selva, montanhistas, mecânicas de blindados e aeronaves, médicas, engenheiras, enfermeiras, professoras, jornalistas, advogadas, administradoras. Neste 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, o Exército ressalta a saga vitoriosa de suas militares pela trajetória de duas delas.

Engenheira militar

Em 1996, a então estudante Ana Maria Abreu foi surpreendida com uma grande quebra de paradigmas na história do ensino militar: o lançamento do primeiro edital de concurso para ingresso no Instituto Militar de Engenharia (IME) aberto a mulheres. Até então, o Instituto era frequentado apenas por homens.

“Vislumbrei a possibilidade de trilhar uma carreira de muitas possibilidades como engenheira do Exército. Isso me permitiria trabalhar com ensino, pesquisa, projetos e obras de engenharia”, disse a oficial. Aprovada no concurso, Ana Maria ingressou na turma de mulheres pioneiras do Instituto. E essa conquista foi coroada com uma carreira brilhante, incluindo o trabalho como professora do próprio IME e o cargo de chefia na Comissão Regional de Obras da 9ª Região Militar, responsável por projetar e fiscalizar obras do Exército na região Centro-Oeste.

Em quase três décadas dedicadas à carreira militar, Ana Maria, hoje coronel, acompanhou diversas conquistas das mulheres na Instituição – vitórias que passam pelo ingresso feminino nos Quadro de Engenheiros Militares e de Saúde, em 1997, pela participação das mulheres em missões de paz nas últimas décadas e pelo ingresso em cursos e estágios operacionais, como os de Montanha, Selva, Pantanal, Paraquedista e tantos outros. Para a Coronel, a expansão do papel das mulheres na Força é, sobretudo, consequência do trabalho realizado por elas.

“As mulheres têm demonstrado muita competência, organização, conhecimento profissional e dedicação no exercício de suas atribuições, tendo o reconhecimento dos superiores, pares e subordinados. Fruto desse desempenho, estão ocupando cada vez mais cargos e funções de grande responsabilidade e alto grau de exigência”, destacou.

 

Na linha de frente

Há 13 anos, a técnica de enfermagem Taís Lima resolveu dar uma reviravolta em sua carreira: sair da iniciativa privada para ingressar no Exército Brasileiro. Ela prestou o concurso público para Sargento de Saúde. “Depois de todo esse tempo, posso dizer que fiz a escolha certa e sou muito feliz”, afirma. Na área de saúde do Exército, sua trajetória foi repleta de grandes desafios. Um deles foi o treinamento em uma câmara de gás para aprender sobre equipamentos de segurança e conhecer as reações, no próprio corpo, dos efeitos dos gases.

Em outra, ela atravessou o Rio Tocantins embarcada em uma viatura Guarani. E servindo no Hospital Central do Exército, no Rio de Janeiro, ela se viu entre os militares da linha de frente no combate à covid-19. Em meio a tantas experiências marcantes, a segundo-sargento ainda testemunhou alguns avanços que consolidaram a presença das mulheres na Força.

“Acompanhei com grande entusiasmo o ingresso das primeiras cadetes na Academia Militar das Agulhas Negras e das alunas da Escola de Sargentos das Armas. Também me emocionei com a nomeação das primeiras coronéis a assumirem a direção dos hospitais militares.”

Orgulhosa de ser uma militar do Exército Brasileiro, a Sargento Lima não hesita em destacar seu ânimo diante das conquistas das mulheres no meio militar. “Sem dúvida, o atual momento é de maior expansão da representatividade feminina dentro da Força, galgando espaços cada vez maiores. Essa expansão é um reflexo do que está acontecendo na nossa sociedade como um todo e, com certeza, soma ao ambiente militar. Estamos muito felizes de nos vermos cada vez mais representadas nas Forças Armadas e atuando por todo o Brasil”.

Fonte: Centro de Comunicação Social do Exército

 

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