Navio francês intercepta míssil balístico próximo a caça-minas belga em Bab el-Mandeb

Um navio da Marinha francesa teria interceptado um míssil balístico nas proximidades do caça-minas belga BNS Primula, da Classe Tripartite, durante uma passagem pelo estreito de Bab el-Mandeb, em meados de outubro. O incidente não deixou feridos nem danos às embarcações.

O lançamento é atribuído aos houthis, mas as circunstâncias permanecem sob investigação. As informações disponíveis indicam que o Primula não seria o alvo pretendido. A identidade do navio francês que realizava a escolta, assim como o armamento utilizado na interceptação, não foi divulgada.

O episódio foi noticiado pelo jornal belga De Morgen em 26 de outubro. Também não foram tornados públicos o rumo e o destino da embarcação belga no momento da ocorrência.

A presença do Primula na região está relacionada à preparação para uma eventual missão de desminagem no estreito de Ormuz, em conjunto com países aliados. O início dessa atividade, entretanto, depende de autorização política e das condições de segurança no teatro de operações.

A movimentação do navio faz parte de um desdobramento iniciado meses antes. Em 28 de maio, o Primula deixou Zeebrugge acompanhado pelo caça-minas neerlandês Willemstad para integrar o Segundo Grupo Permanente de Contramedidas de Minagem da OTAN (SNMCMG2), no Mediterrâneo. Na ocasião, a Defesa belga informou que o posicionamento permitiria uma contribuição a operações em Ormuz, caso fosse necessária e aprovada pelo governo.

O grupo realiza patrulhas de segurança marítima e atividades de detecção e neutralização de minas e artefatos explosivos não detonados. Esses meios representam uma ameaça à navegação e às instalações marítimas, especialmente em passagens estreitas, onde podem comprometer o tráfego de embarcações. Antes do deslocamento para o sul, a tripulação do Primula havia operado no mar Báltico.

A interceptação ocorre em uma área abrangida pelos esforços europeus de proteção à navegação. Criada em fevereiro de 2024, a operação EUNAVFOR Aspides tem caráter defensivo e atua na proteção de embarcações e na segurança das rotas marítimas do mar Vermelho e de suas proximidades.

Em fevereiro de 2026, o Conselho da União Europeia prorrogou o mandato da operação até 28 de fevereiro de 2027. Sua área de atuação inclui as principais linhas de comunicação marítima próximas a Bab el-Mandeb, além do acompanhamento da situação em Ormuz e nas águas internacionais dos mares e golfos da região.

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