Modernização do Cascavel – Equitron volta à concorrência

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No dia de hoje, 06 de abril, foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), que a comissão da licitação da modernização das VBR Cascavel tornou pública que, após a análise dos recursos impetrados por empresas que não conseguiram a habilitação no processo, que foi acatado o recurso da empresa Equitron Automação Eletrônico Mecânica LTDA.

No dia 24 de fevereiro, ao final da análise dos documentos entregues pelas empresas proponentes, onde deveriam comprovar sua qualificação técnica para execução dos serviços, foi anunciada que apenas o consórcio liderado pela Akaer Engenharia S.A., com as empresas Opto Tecnologia Optrônica LTDA e Universal Importação, Exportação e Comércio LTDA, foi considerado habilitado para a próxima etapa, e os consórcios das empresas Ares Aeroespacial e Defesa S.A., China North Comercio de Material Bélico LTDA (NORCXSI) e Equitron apresentaram recursos para tentar reverter a decisão.

O prazo recursal foi suspenso para diligências e, após as mesmas, foi habilitada a Equitron e mantida as inabilitações da Ares e NORCXSI.

A VBR EE-9 Cascavel é um importante sistema de armas de nossas forças mecanizadas, e continuará sendo por muitos anos, justificando sua modernização (Imagem: EB)

A concorrência nº 01/2021-DF, publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 05 de novembro de 2021, refere-se à contratação de empresa especializada para a execução do serviço de modernização de nove viaturas blindadas de reconhecimento médio sobre rodas (VBR-MSR) EE-9 Cascavel (dois protótipos e de um lote piloto com sete viaturas), a ser executada nas instalações do Arsenal de Guerra de São Paulo (AGSP), sobre responsabilidade da Diretoria de Fabricação (DF), em um projeto que envolverá a modernização de um número entre 98 e 201 viaturas, das atuais 409 em carga no Exército.

As especificações técnicas do programa, apresentados no final do ano passado, referem-se à modernização de todo o sistema de tiro, com a instalação de optrônicos modernos, sistemas de comando e controle (C2), computadores, torre com sistema de giro elétrico, troca do conjunto de força (motor + transmissão), e revitalização do canhão e de todo o sistema de suspensão e a implantação de um sistema de mísseis anticarro (“anti-tank guided missile” – ATGM) de 3ª geração, com sistema de guiamento por comando automático de linha de visada (“automatic command of the line of sight” – ACLOS), alcance superior a 4.000 m e ogiva do tipo alto explosivo anticarro (“high explosive anti-tank” – HEAT), com capacidade de perfuração de 800 mm, em aço balístico homogêneo (“rolled homogeneous armour” – RHA), em cerca de 30% da frota modernizada.

De acordo com o general de divisão Tales Eduardo Areco Villela, diretor de fabricação do Exército, após os prazos legais, serão realizados a abertura das propostas técnicas e de preço para a definição da empresa vencedora.

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16 Comentários

  1. Fico feliz em ver a Equitron de volta à concorrência, que tenhamos mais empresas nacionais disputando nosso mercado nacional e internacional.

  2. Que bom que a Equitron voltou, ainda mais por, justamente ela, ter feito a modernização conceito conhecida como Cascavel MX8, EQ-2 ou EE-9U.

    • E aquele Cascavel com Torc-30 e Remax, putz, ficou brabo demais viu, a questão é que a torre Torc-30 ficou, ao que parece ,muito cara até pra se colocar no Guarani.

  3. Na verdade eu gostaria que do total de 409, 50% fossem no modelo Equitron com a torre 90mm e metade 50% fossem com a torre Torc30, já que ela também foi apresentada exatamente sobre o chassis modernizado pela própria Equitron.
    A meu ver seria uma soma de forças.

  4. E eu gostaria e muito que em um momento de lucidez, o EB suspendesse esta modernização, pois o que aconteceu na Armênia e agora na Ucrânia mostra que é preciso voltar e repensar novas doutrinas para as unidades blindadas e motorizadas. O Cascavel anabolizado não duraria um minuto em batalha.
    Parem com esta estupidez e vamos começar padronizando, reduzindo e se adequando as novas doutrinas operacionais, pois caso contrário vai ser caixão e vela preta

    • Vocês esquecem que não estamos na Europa, na AL , o TO é outro e esses veículos ainda dão um caldo. Se for pensar assim nenhum blindado ou CC de hoje sobrevive em um campo de batalha!

      • Sim, você de e ter com o ado n ok neguem no nosso ok TO v as i pegar um dronezinho do Ali Express, colocar 25o g de Alto explosivo e mandar aquela para as calêndulas gregas
        Em que mundo tu vive???

  5. Considero um fato lamentável a insistência do exército em gastar dinheiro na modernização de um projeto obsoleto dos anos 70 ao invés de investir no projeto Guarani e desenvolver um veículo novo com uma torre de 90mm moderna que poderia mesmo até ser mais um produto de exportação da nossa indústria.

    • Concordo, exceto no calibre adotado. Pelo que estamos vendo nos últimos conflitos, uma capacidade antiaérea tornou se imprescindível. A torc 30, se não me engano, tem essa capacidade.

    • Depois da uma olhada na matéria aqui mesmo no T&D sobre a modernização do Cascavel feita pela Equitron, detalhando o que foi feito, o carro foi basicamente refeito ,assim como a torre, suspensão modificada e tudo mais, além da eletrônica embarcada no veiculo conceito (o Mx8). Se o Cascavel briga o oriente médio que é um TO quente, imagine o que, mais ainda modernizado, não pode continuar fazendo por aqui.

  6. Eu entendo que os principais elementos que definem o êxito em um combate moderno são os sistemas mecatrônicos a bordo. No projeto que a EQUITRON apresentou no passado e na proposta da AKAER esse foi o principal foco. Que vença o melhor!
    Por outro lado, em certa medida até concordo com o mestre Juarez, no sentido de que ao inves de partirmos para uma solução totalmente nova estamos fazendo um retrofit nos vetustos Cascaveis. Mas aí entra um outro fator: talvez essa seja a solução possível para hoje e estamos revitalizando uma série tipo “tapa buraco” até (após infindaveis “imediatas indefinições…”) conseguirmos viabilizar um modelo mais moderno cuja início de operação nas forças certamente ainda vai dispender anos a fio….
    Outro ponto: para os modernos armamentos anti-MBT nem os Leopard são páreo. Assim entendo que uma melhor mobilidade seria o principal ponto da próxima geração que na realidade de hoje falta aos Cascaveis. Na versão “gordo” (a ultima que atuei pessoalmente, em 1974…) para o que temos em operação hoje, praticamente não houve nenhuma melhoria que acompanhasse o estado da arte. Até pelo contrario, quando perdemos a possibilidade de utilizar os motores Detroit Diesel foi um down grade muito sentido.

  7. Sou completamente ignorante no assunto. Portanto perdoem qualquer bobagem. Diante do que vem ocorrendo nos últimos conflitos, com Drones provocando perdas enormes em colunas de MBT e blindados não seria o caso de focar num sistema anti drones a curta distância ? Com armas de tiro rápido e com sistemas de detecção ?

  8. Qualquer coluna mecanizada ou blindada que se aventurar em. TO aonde a supremacia aérea não for 100% sem cobertura aérea anti drone vai sofrer grandes perdas

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