Modernização do Cascavel – Apenas o consórcio Akaer foi habilitado

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Na tarde de ontem, dia 24, ao final da análise dos documentos entregues para participarem da concorrência para contratação de empresa especializada para a execução do serviço de modernização de nove viaturas blindadas de reconhecimento – média sobre rodas (VBR-MSR) EE-9 Cascavel, a Diretoria de Fabricação (DF) do Exército anunciou que apenas o consórcio liderado pela Akaer, com as empresas Universal e a Opto, foi considerado habilitado para a próxima etapa.

Os demais consórcios, liderados pelas empresas Ares e Norinco, e a empresa Equitron (que não apresentou a documentação comprovando sua parceria com a Safran) não apresentaram os documentos necessários que comprovassem a capacidade das empresas para a execução dos trabalhos exigidos.

Tecnologia & Defesa conversou com algumas das empresas preteridas que reconheceram suas falhas, assumindo suas responsabilidades, e que estudam os recursos jurídico/administrativos necessários para poderem impugnar esta etapa e terem mais tempo para obter as documentações faltantes e ter uma nova chance no certame.

Caso isso não ocorra, apenas o consórcio da Akaer irá participar da próxima etapa que será a avaliação da proposta técnica.

A VBR EE-9 Cascavel é um importante sistema de armas de nossas forças mecanizadas, e continuará sendo por muitos anos, justificando sua modernização (Imagem: EB)

 

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21 Comentários

  1. Caraca é sério isso?
    As demais empresas estavam participando como sem as devidas documentações?

    Despreparo total a meu ver? O ADM destas empresas em especial no setor de licitações precisam se atualizar ou no mínimo fazerem o básico de forma eficaz pq agora Inês é morta praticamente.

    Já vivi uma situação semelhante onde um dos meus vendedores me garantiu por mais de um mês que todas as documentações necessárias para um certame estava 100%. Faltando 10 dias para o processo presencial e entrega das documentações eu conferi tudo. Estavam faltando nada mais nada menos que 4 documentos importantes.
    Sem isso não poderíamos participar. A tempo, concorremos de igual para igual, não ganhamos más perdemos em pé.

    Pior do que perder é não participar sabendo que poderia ter participado e não o fez por incompetência.

    Bom. Paulo, poderia elaborar uma matéria especial com a proposta de modernização da AKAER?

    Abs.

    • Claro… Prepare-se para aguardar entre 5 e 10 anos para ver o tal “protótipo” porque isso tudo vai acabar na justiça.

  2. A akaer e a opto são parceiras da Saab, com participação da empresa sueca nessas empresas.
    Ou seja, vem coisa boa por aí em termos de sensores.
    Só fiquei em dúvida em relação a modernização da parte mecânica. Imagino que seria essa empresa Universal que faria essa parte.

  3. Boa tarde

    Se as outras empresas sabiam dos requisitos, e mesmo assim, de forma surpreendente, não os atenderam, ou elas não tem interesse em executar o projeto, ou cometeram falha grave que beira o amadorismo.
    Para nós, que seja feito o melhor para o nosso país e para o nosso exército.

  4. Essa parte onde fala em recorrer juridicamente me trás agonia. Tenho uma ação desde 2017 e, mesmo com documentos anexados que comprovan eu estar certo, até agora nada! A empresa onde trabalho passa pelo crivo jurídico há quase dois anos e é algo surreal a morosidade da justiça.

    • Entre 100, na verdade 98 e 200, mas seria bom dar mais uma pesquisada. Eu sou a favor de usarem um canhão de menor calibre e maior cadência. Mas como falou alguém acima, vamos aguardar o protótipo

  5. E o que eu tinha colocado, esta seleção foi feita para a Akaer ganhar, O exército quer uma empresa habilitada para desenvolver Optrônicos avançados e camêras termais de desenvolvimento nácional, lembrando que o protótipo do cascavel ee-9U de 2016 ultilizava um FCS da opto, era bem òbvio que o exército iria escolher o proposta que mais traria desenvolvimento para uma empresa nácional, com mão de obra brasileira.
    ps: mesmo que a SAAB tenha um pé na akaer, até hoje não vi nenhum sinal de produtos da saab pela akaer.

  6. Trabalhei nesta Empresa no período de 1979 à 1993, na produção destes brindados, e fico feliz com modernização dos mesmos ppis são excelentes.

  7. O Cascavel ficará em operação até 2037, assim como os Leopard 1a5.

    Está previsto uma modernização de 201 Cascavel 6×6, e de 116 Leopard 1a5, para perdurarem em operação até 2037.

    • 116 Leopard 1A5? A dotação atual desse CC, nos 4 RCC, é de 216 unidades no total (cada um dos 3 RCB do RS, opera 4 1A5 cedidos pelos RCC). Se forem mesmo só 116 modernizados, cada RCC ficaria com 29 unidades, ao invés dos 54 atuais.

  8. Buenas.
    Essa etapa de habilitação é somente burocrática – visa comprovar o atendimento à lei brasileira. Não se trata de capacidade técnica.

    Sendo assim, me admira que os concorrentes não tenham contratado um escritório especializado em licitações no Brasil pra checar a papelada.

  9. Este problema de judicialização de concorrências públicas, em qualquer ramo da administração pública, é entrave considerável para os projetos a serem implementados pelas autoridades…deveriam ir direto para a dispensa de licitação e as contas verificadas pelo TCU, senão NUNCA teremos uma linha de fornecimento adequada e sem estes litígios por deficiência administrativas pelas empresas concorrentes…

  10. Os caras perdem o bonde e se acha no direito de entrar na justa lenta desse país só pra prejudicar o exército e o país.
    Foi dado um prazo a todos e só um foi escolhido por apresentar as documentações exigido para essa concorrente então acabou não tem o que reclamar.

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