Modernização do Cascavel – Alterada a data de abertura da licitação

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VBR EE-9 Cascavel, durante um exercício na Região da Serra do Tucano, Bonfim (RR), em outubro de 2019 (Foto: 12º Esqd C Mec)

De acordo com publicação oficial da Diretoria de Fabricação, de 04 de janeiro de 2022, a data da abertura da licitação da concorrência  nº 01/2021-DF, referente à contratação de empresa especializada para a execução do serviço de modernização de nove viaturas blindadas de reconhecimento média sobre rodas (VBR-MSR) EE-9 Cascavel, sendo dois protótipos e sete para o lote piloto, a serem executadas nas instalações do Arsenal de Guerra de São Paulo (AGSP), foi adiada de 31 de janeiro para 21 de fevereiro de 2022.

O motivo do adiamento foram algumas duvidas e pedidos de esclarecimentos sobre aspectos técnicos de habilitação de empresas interessadas em participar do processo, corroborado por um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU). Porém, este parecer observa não haver necessidade de alteração do cronograma inicial, já que o mesmo foi estabelecido com uma data acima do que é determinado por lei, respeitando apenas o prazo de 45 dias entre a ultima publicação e a abertura dos envelopes.

Até o momento, as empresas Akaer, Ares, Avibras, Combat Armor, Columbus,  Equitron, Hensoldt, IAI, Norinco, Opto, Rafael, Rosoboronexport, Safran e Universal já responderam ao chamado público, demonstrando interesse no programa, porem espera-se a participação de outras.

Aviso publicado nos principais jornais do Brasil

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 Opinião – A modernização do Cascavel é viável?

26 Comentários

  1. Eu sei que o motivo da modernização do Cascavel seja a falta de recursos e tem como objetivo complementar o vencedor dos novos blindados, mas essa modernização é querer ressuscitar defunto.

    • Países que utilizam o Cascavel até hoje, já fizeram modernização. Então, pela sua lógica, ressuscitaram defunto também.

    • Anderson, se não me falha a memória, entre 2010 e 2012 foram feitos estudo para substituição (pelo menos parcial) dos veículos Cascavel pelo Guarani VBR-MR. Este último um veículo com canhão de 90mm com alma raiada. O 105mm (alma lisa se não me engano) foi cogitado mas descartado devido a força de recuo. Este VBR-MR teria uma carroceria com perfil mais baixo para diminuir o centro de gravidade, devido ao peso do canhão.

      O projeto, na minha opinião, não foi para frente devido a desconfiança do próprio EB em relação a versão final do veículo. E desenvolvê-lo traria um razoável custo, uma vez que tinha uma comunalidade de peças pouco acima de 50 com a versão VBTP-MR.

      Uma das principais vantagens do projeto, além da já conhecida diferença tecnológica entre ambos os veículos, é que no Guarani, toda a tripulação ficaria protegida no blindado (o canhão é controlado remotamente) e no Cascavel 2 tripulantes ficam na torre). O primeiro, em caso de necessidade, pode incluir placas complementares de blindagem. O segundo não, sendo que torre tem 15mm de blindagem frontal e 8mm de blindagem lateral. Mesmo para um VBR, é pouco.

        • Veja que a opinião que postei foi referente apenas ao motivo do VBR-MR do Guarani 6×6 não ter ido para frente e não sobre a modernização do Cascavel, muito menos questionando sua viabilidade.

          • E veja que meu comentário a respeito de seu equivoco está neste parágrafo:
            “O projeto, na minha opinião, não foi para frente devido a desconfiança do próprio EB em relação a versão final do veículo. E desenvolvê-lo traria um razoável custo, uma vez que tinha uma comunalidade de peças pouco acima de 50 com a versão VBTP-MR”.
            Não sei de onde tirou isso, mas suas conclusões são infundadas por premissas falsas.

          • As questões sobre a viabilidade (final) do projeto do veículo, custo e comunalidade, se (novamente) não me falha a memória, vieram de um artigo li no DefesaNet. Os segundo ponto faz sentido, que é o custo de projeto. A comunalidade talvez, devido a complexibilidade da torre. Só estes dois pontos já trazem riscos a qualquer projeto, independente se militar ou não. Se foi isto ou não que inviabilizou o projeto, formalmente, desconheço. Como eu postei, era um opinião com base nestes dois pontos. Equivocada, talvez. Infundada não, uma vez que o projeto tinha os pontos especificados.

  2. O Cascavel foi um projeto eficiente e de sucesso internacional. Creio que se submetido a uma atualização eficiente ainda poderá prestar bons serviços ao EB. A MELHOR ARMA É AQUELA QUE NÓS MESMOS FABRICAMOS. Se não for a melhor, compensamos com astúcia e quantidade. Vide os Sherman estadunidenses frente os panzer alemães na II GM.

    • Caro Robertson: os Sherman foram estraçalhados pelos panzer alemães…mesmo considerando que no norte da Africa estavam em muito maior numero e que, por exemplo, eram transportados por carretas até bem perto do local de combate (coisa que os alemães não dispunham ocasionado maior desgaste da tripulaçõe e equipamento) quem astuntamente usufruiu da melhor tática e estratégia foi meu xará…
      Os Cascavel não foram só um sucesso mundial de vendas. Foram extensivamente testados em combate real e venceram.
      A atualização dos mesmos pode sim ter como resultado um veículo aquem do que poderíamos ter comprando veículos mais modernos. Mas ainda creio que podem ocupar um espaço intermediário com viabilidade técnica e econômica bastante aceitável, principalmente em confrontos assimétricos no interior do pais onde outras forças militares não teriam como acessar tão eficientemente com carros superiores….

      • O Sherman, só apresenta esses resultados devido a doutrina blindada do Exército dos EUA, em conflitos posteriores o Sherman apresentou resultados muito melhores.

        • Um erro que muitos cometem em relação ao Sherman é que sua função primordial p/ o Exército americano era de apoio a infantaria e nisso eles foram muito bem destruindo pontos de artilharia inimiga c/ o seu canhão 75mm e projetil explosivo. O combate entre blindados no front oeste ocorreu c/ bem menos frequência e quantidade de tanques em relação à frente leste. A conclusão que a alta cúpula do E.A. chegou é que seria melhor manter a altíssima cadência de produção do Sherman e fazer um mix nas forças blindadas c/ caça-tanques baratos e de alta mobilidade, perdendo praticamente toda sua blindagem. Outro fato que não se pode deixar de fora de qualquer análise desse contexto é a facilidade de manutenção de um Sherman quando comparado a um Tiger, por exemplo, no 1º a troca de motor leva poucas horas no 2º pelo menos 1 dia e necessitava de uma forte estrutura de apoio, só o peso do motor já requeria máquinas mais pesadas.

          • Prezado Luciano: as funções atribuidas aos Sherman incluiam o combate entre MBTs, condição na qual foi muito inferior aos veiculos alemães e mesmo japoneses e russos (em certas condições, claro). Um dos principais problemas atribuidos aos Shermann é o fato de utilizar gazolina de aviação em seu propulsor, pois qualquer faísca já causava a explosão do veículo. As táticas dos alemâes foram extremamente mais eficazes. Fato. ABs

  3. Acho que o CTEX também deseja usar esta modernização como bancada de testes para a produção de sistemas de combate embarcados.

    • Também acredito que a modernização do cascavel seja uma “desculpa” para o desenvolvimento de sistemas embarcados,opticos e sistemas de controle de fogo nácionais, para que os mesmos sejam ultilizados no futuro em novos projetos. Eentão acredito que somente empresas brasileiras terão o contrato de modernização, proncipalmente a opto, que já desenvolveu um sistema de mira no cascavel modernizado da equitron.

  4. Olá Paulo.
    Gostaria de saber sobre aquele Cascavel modernizado pela ectron, se nao me falha a memória, o que foi feito dele? Qual a finalidade de ter modernizado e qual motivo de nao ter modernizado mais unidades?

    • Na matéria, cujo link está nesta (na palavra Equitron), tem a sua resposta: “O protótipo é um VBR conceitual, mostrando o que a empresa pode inovar para manter a frota desses veículos na ativa até a introdução de um substituto”.
      Ou seja, é uma viatura conceito, criada para apresentar diversas soluções que poderiam, ou não, ser utilizadas em um processo de modernização.
      É para avaliar se algumas ideias podem ser realmente aproveitadas na pratica.

  5. Não devemos esquecer que temos um Exército sem ATGM e com brigadas blindadas com pouca disponibilidade (nossos Léo 1A5 possuem tecnologia embarcada da década de 80).
    Precisamos de um anteparo de forças mecanizadas com canhões 90 – 120 c capacidade de disparar a noite, em movimento e com alta probabilidade de acerto no 1o tiro).

  6. Rommel Santos jan 14, 2022 At 12:42
    Caro Rommel, não sei porque no seu comentário não está disponível o link de resposta, por isso tive que começar um novo comentário.
    Repare que eu escrevi: “em relação ao Sherman é que sua função primordial p/ o Exército americano era de apoio a infantaria” primordial não quer dizer única – a maior prova de que esse era o principal uso p/ eles é a demora absurda em colocar um blindado à altura dos novos Pantera, Tiger I e II, o M26 Pershing só foi colocado em ação do final de Fevereiro de 1945 e sabemos que se os EUA queria algo c/ urgência ele usava de todo seu poderio e conseguia. Lógico que combate entre tanques estava no rol de suas atribuições, mas precisamos contextualizar que somente após seu desenvolvimento é que começaram a surgir os veículos alemães c/ blindagem mais espessa ( tornando a grande maioria dos canhões utilizados nos blindados aliados não mais efetivos e aí entrou em cena a alternativa mais barata e simples de combatê-los: o caça-tanque ) e armamento principal bem mais poderoso e contra isso não havia alternativa, teria que se desenvolver novos blindados o que como já abordei não foi considerado uma prioridade máxima p/ o E.A.
    Quanto a questão da gasolina a justificativa era a logística muito mais complicada p/ se enviar p/ combate uma quantidade gigantesca de óleo diesel ( de um barril de petróleo vc obtem uma quantidade várias vezes maior de gasolina que de diesel, as refinarias teriam que processar um volume de óleo bruto absurdamente maior ) é o pragmatismo americano no qual ele pesa os prós e os contras e chega a sua conclusão e a bem da verdade a quantidade venceu a qualidade pura. Abs.

    • Prezado Luciano: concordo que os Shermann tinham lá suas virtudes, mas seu conceito de projeto não era muito eficiente e seu desempenho em geral, em certas cirscunstâncias, deixava a desejar frente aos seus inimigos. Por exemplo sua exagerada altura. Mas é um ícone, sem dúvida de importância histórica. Grande abraço! PS: reconheço que sou meio
      suspeito…rsrsrssr. Até trabalhei em Heindenhein, cidade natal do Erwin…

      • Amigo, acho que vc até agora não entendeu o espírito da coisa, rs. Não quero elogiar o Sherman em si, mas só quis dizer que por seus vários defeitos e limitações, muitos não entendem a importância de sua atuação na 2ªGM e que ele não foi rapidamente substituído como outros armamentos quando se mostraram inferiores aos adversários ( exemplos: o P-39, P-40 e o Wildcat p/ não ficarmos só na arena blindada ) porque p/ a cúpula do E.A. ele tinha uma boa combinação de alta cadência de produção, baixo custo, bom desempenho no que consideravam mais importante e facilidade de manutenção no campo de batalha – o que eu já destaquei como pragmatismo americano. É bom debater c/ que entende e tem educação, coisa que infelizmente parece ser cada dia mais raro. Abs.

  7. Bom dia,
    sinceramente espero que pelo bem de todos e pela felicidade geral da nação esta ideia não vá adiante. Esses valores seriam muito melhor investidos numa versão do Guarani com torre e armamento adequados para esse função, inclusive com ATGM. Parece que vão abandonar o Guarani no meio do caminho! Aliás, uma versão ambulância e uma AAA também deve ser pensada com urgência, além do porta-morteiros.

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