Ministro da Defesa da Argentina visita a Iveco para conhecer o Guarani

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  • Ministro da Defesa da Argentina, em visita a Iveco Veículos de Defesa, confirma que o VBTP-MSR 6X6 Guarani é um forte candidato ao programa VCBR.

O Ministério da Defesa do Brasil organizou uma visita de uma delegação do Ministério da Defesa da Argentina, com a presença de seu ministro, Agustín Rossi, a Iveco Veículos de Defesa, em Sete Lagoas (MG).

A delegação argentina embarcou, hoje pela manhã, no Aeroporto de Brasilia (DF), em um voo direto para Confins (MG), e em seguida embarcou no helicóptero HM-4 Jaguar (H225M), matrícula EB 5012, do 1º Batalhão de Aviação do Exército (1º BAvEx), com destino ao parque fabril da Iveco, onde se uniram a diversos oficiais generais do Exército Brasileiro, entre eles os generais de divisão Luis Antônio Duizit Brito, chefe do Departamento de Promoções Comerciais do Ministério da Defesa, e Jorge Antônio Smicelato, comandante da 4ª Região Militar (4ª RM), e o general de brigada Tales Eduardo Areco Villela, diretor da Diretoria de Fabricação (DF).

Conduzidos por executivos da Iveco, os Argentinos conheceram toda a moderna linha de produção da Viatura Blindada de Transporte de Pessoal Média Sobre Rodas (VBTP-MSR) 6X6 Guarani e, ao final, foram apresentados aos modelos utilizados pelo Exército Brasileiros: equipados com a torre manual Platt, e com os Sistemas de Armas Remotamente Controlados (SARC) REMAX e UT30BR. Também estava presente o protótipo da VBMT-LR 4×4 LMR-BR equipado com a SARC REMAX.

 

Após isso, foram conduzidos a pista de testes da empresa, onde viram a apresentação de seis VBTP-MSR 6X6 Guarani que, pelo que pudemos constatar, impressionaram muito os oficiais argentinos. Houveram também reuniões, onde foram discutidos diversos assuntos relativos aos produtos da Iveco.

Ao final do evento ocorreu uma pequena entrevista com o Ministro da Defesa do Brasil, o general de exército Fernando Azevedo e Silva, e seu colega argentino, Agustín Rossi, que confirmou para Tecnologia & Defesa que o VBTP-MSR 6X6 Guarani está sim concorrendo no programa VCBR (Vehículos de Combate Blindados a Ruedas) do Exército Argentino, e que, devido a produção de diversos de seus componentes, como os motores, em território argentino é um forte candidato. Porem não informou as quantidades e nem detalhes das negociações.

Caso essa venda se concretize, será a segunda exportação do Guarani, pois 16 (de acordo com a própria fábrica) foram vendido as Forças de Segurança do Ministério do Interior do Líbano (Forces de Sécurité Intérieure) em 2014. Além disso existem diversas negociações em andamento com países da América Latina, África e Sudeste Asiático.

Com fotos de Vandeir Alves do Santos e Ministério da Defesa

 

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Programa VCBR do Exército Argentino: o VBTP 6×6 Guarani está de volta ao páreo?

9 Comentários

  1. De acordo com alguns sites especializados de defesa argentinos e outros países de língua hispânica, existem fortes indícios de que eles fecharam negócio. O lote inicial de 30 unidades e posterior aquisição de ao menos 300 outras.

    ¡ojala así sea!

    CM

    • Com certeza esses números estão muito inflacionado.
      É fato que eles tem a necessidade de um numero grande de veículos, o problema é terem condições de adquirir (financiamento) e mante-los.
      O Exército Argentino é muito profissional e competente, porem o país à décadas passa por uma grave crise econômica.

      • Vendo no youtube alguns canais de defesa argentinos, parece que eles estão bem interessados na aquisição, ainda mais porque parte do veículo já é feita lá.

      • Eu acho que a dificuldade argentina será mais em conseguir o financiamento devido à essa falta de confiança, do que nós recebermos após aprovado.
        Como foi dito pelo Caiafa, depois que alguém aceitou financiar, o problema de receber fica entre o comprador e o financiador, o vendedor recebe direto do financiador. Funciona igual a cartão de crédito, se você vende para alguém, recebe da operadora. Se o cliente não pagar, é entre ele e ela (Operadora).

  2. Não sabia que o motor e chassis eram feitos lá, para mim era tudo nacional.

    Olhando por esse lado, sem dúvida é uma escolha um tanto óbvia comprarem o Guarani, boa parte do carro é feito no próprio país, se o exército deles optar pelo veículo, vai gerar empregos lá.

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