Marinha novamente busca transferir sua fábrica de munições para a iniciativa privada

Foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) de ontem, dia 27 de janeiro, que a Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON), informou que está “interessada na Outorga de Direitos da Operação Fabril da Fábrica Almirante Jurandyr da Costa Müller de Campos (FAJCMC), unidade estratégica destinada à produção de munições de médio e grosso calibres para as Forças Armadas”.

A empresa informou ainda que detém a cessão de uso da FAJCMC por meio do contrato Marinha nº 44000/2024-002/00, firmado com a União, e busca transferir a gestão operacional da fábrica à iniciativa privada por um período inicial de vinte anos, mediante contrato de gestão operacional a ser celebrado com Sociedade de Propósito Específico (SPE) a ser constituída pela empresa selecionada.

Esta iniciativa está alinhada às diretrizes governamentais de otimização da gestão de ativos públicos e fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID), visando potencializar a capacidade produtiva da FAJCMC e garantir o abastecimento estratégico das Forças Armadas.

No final de 2024 houve uma tentativa de transferência de operação da fábrica para a iniciativa privada, mas que foi cancelada por não ter recebido propostas.

Localizada no bairro de Campo Grande, no Rio de Janeiro (RJ), a FAJCMC é a unidade fabril de munições, que incluem navais de 4,5’’ e 5’’, artilharia de 105 e 155mm, morteiro de 120mm, carros de combate 105mm (105x528mm), antiaérea de 40 e 57mm, dentre outras, que produz toda munição de médio e grosso calibres empregada pela Marinha do Brasil e exporta para países da América do Sul, África e Ásia

As empresas interessadas poderão se manifestar até o dia 02 de fevereiro próximo e, para maiores detalhes (e baixar os documentos necessários), acessem o site: https://www.marinha.mil.br/emgepron/pt-br/licitacao/dialogo_competitivo_em_andamento

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Uma resposta

  1. como é que eu como empresário vou investir num negócio que vende quase que exclusivamente para o governo, onde não existe um orçamento estipulado, podem desistir de comprar na metade do ano, e o pior não posso exportar para um país em guerra devido a pressões.

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