Mais morteiros para o Exército

No dia de hoje, 25 de junho, o Arsenal de Guerra do Rio (AGR), organização militar diretamente subordinada à Diretoria de Fabricação (DF), finalizou a fabricação de 15 unidades do morteiro de 81 mm, junto com ferramentais, acessórios, sobressalentes e instrumentos ópticos, ao Estado Maior do Exército (EME), relativas ao Programa Interno de Trabalho de 2019.

Durante o processo de fabricação, os morteiros foram submetidos aos mais avançados processos de usinagem industrial, seguido de rigorosa inspeção metrológica de todos os componentes e com a execução de tiros técnicos para validação do lote de produção.

O AGR mais uma vez reitera seu compromisso com a Força Terrestre na produção dos mais avançados Materiais de Emprego Militar (MEM) para o aumento da capacidade operacional das tropas do Exército Brasileiro.

o tenente-coronel Juacy Aderaldo Menezes, comandante do AGR, fazendo a entrega ao EME (Imagem: DF)

O morteiro

Morteiro Médio Antecarga (Mrt Me A Cg) 81 mm AGR, desenvolvido pelo Centro Tecnológico do Exército (CTEx), dentro do Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação do Exército Brasileiro (SCTIEx), é uma arma de tiro indireto, adequada ao emprego em todos os tipos de combate, especialmente como apoio de fogo às unidades de infantaria, cavalaria, paraquedistas. Sua produção seriada se iniciou no AGR em 2013, sendo que 78 unidades já foram entregues a tropa até o momento

O morteiro é composto de tubo-canhão, placa-base e reparo-bipé, e tem como principais características: 41,4 kgf de peso total, considerado um baixo peso; possui alcance máximo de 6.000 m; é extremamente preciso e de fácil manejo; e tem a capacidade de operar em elevadas cadências de tiro, assim como em condições topográficas adversas.

E como foi publicado anteriormente pelo AGR, “mesmo em meio a um ano atípico, devido aos obstáculos apresentados por conta da pandemia do Covid-19, o AGR continua firme na consecução de suas metas de produção, reafirmando mais uma vez seu lema:

Tradição, Eficiência, Modernidade!”

Com informações e imagens do Arsenal de Guerra do Rio e Diretoria de Fabricação

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Comentários

6 respostas

  1. Paulo hoje, segundo o que você sabe, o AGR e/ou Imbel teriam capacidade técnica e meios de produzir algum canhão? Algo em torno dos 76mm? Haja visto a Engesa já ter fabricado um modelool 90mm na Bahia, alguns dos maquinários remanescentes foram para algumas dessas instituições?

  2. Absurdo, Arsenal de guerra fabricar equipamento.
    Os Arsenais de guerra deveriam fazer manutenção de equipamentos e não fabricar.
    Isso deveria ser obrigação da Inbel que é tida como primeira EED.

    1. A função dos três Arsenais de Guerra do EB (AGGC, AGR e AGSP) é (e sempre foi) “realizar a fabricação e a manutenção de produtos de defesa de interesse da Força Terrestre, em estreita parceria com a indústria brasileira e com o Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação do Exército, em proveito do incremento da disponibilidade dos atuais Sistemas de Emprego Militar da Força terrestre”.
      A IMBEL (e não “Inbel”), mesmo sendo uma estatal, é uma empresa, especializada em diversos produtos, e morteiros não esta entre eles.
      Os Arsenais são a alternativa que o EB tem exatamente para possuir um equipamento que atenda suas demandas, nacional, sem depender de empresas para atender algo considerado não lucrativo, devido a baixa escala de produção.

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