Leopard 1A5BR – Esforço para nacionalização de componentes

Entre os dias 3 e 7 de julho, nas instalações do Arsenal de Guerra de São Paulo (AGSP), foi realizada reuniões do Grupo de Trabalho (GT) integrante do projeto de modernização da viatura blindada de combate carro de combate (VBC CC) Leopard 1A5BR para aprofundar estudos acerca da sua nacionalização de componentes.

A nacionalização é o conjunto de atividades executadas em face da necessidade de substituir um produto estrangeiro ou mesmo um produto nacional. Para tanto, há a necessidade de análise crítica quanto às viabilidades técnica e econômica, assim como, o seu respaldo legal.

Por fim, o processo se estende à certificação e sua implantação no sistema de catalogação , dentre os objetivos da nacionalização, destacam-se:

  • Reduzir custos de aquisição de materiais de blindados no exterior, gerando economia e otimização do emprego de recursos públicos;
  • Segurança na aquisição de material para reduzir a dependência de fornecedores do exterior;
  • Obter produtos e insumos a qualquer momento, sem interferências;
  • Agilizar o processo de aquisição de componentes para a frota de Carros de Combate;
  • Desenvolver a base industrial de defesa;
  • Suprir deficiências na obtenção de peças obsoletas; e
  • Corrigir possíveis deficiências do projeto original para melhorar o desempenho de componentes e/ou sistemas.

Fonte: Escritório de Projetos do Exército

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Diretoria de Fabricação nacionaliza componentes do Leopard

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Comentários

18 respostas

  1. É o mais correto a se fazer, recentemente a Alemanha não autorizou a exportação de viaturas blindadas para Filipinas por conta de o Brasil não ter enviado munições do leopard para Ucrânia, desrespeitando a neutralidade brasileira em guerras que não nos diz respeito portanto, a nacionalização da indústria militar brasileira é estratégica e nos torna soberanos diante das imposições estrangeiras.

    1. “…a Alemanha não autorizou a exportação de viaturas blindadas para Filipinas por conta de o Brasil não ter enviado munições do leopard para Ucrânia…”.
      Isso não é verdade.
      O motivo alegado pelos alemães para o embargo foi que o governo filipino se encontra em uma lista de sanções a bens de uso militar por conta de supostas violações de direitos humanos no país, e não por conta da postura do Governo do Brasil em relação à invasão russa na Ucrânia.

  2. Necessária a modernização. Se o Léo 1 A5 ainda dá um caldo no cenário europeu, imagina no latino americano.

    1. De fato esse armamento/blindado é muito bom e trás uma tecnologia antiga porém funcional,só que no que tange ao armamento os nossos blindados estão equipados com um tubo 105mm que não está em uso em nenhum dos países da OTAN, que usam o tubo de 120mm, os quais estão sendo usados na guerra da Ucrânia….

  3. Boa notícia!
    Uma pergunta:
    A nacionalização poderia melhorar alguns sistemas da viatura, mas com relação a carcaça, ela suportaria as últimas munições anti-carro?
    Parece que o fator Ucrania mudou muita coisa com relação a aquisição futura de CC de segunda mão, para o exército buscar nacionalização de componentes.
    É apenas uma opinião de um leigo que gosta do assunto.
    Fiquem a vontade para melhorar meu comentário.

        1. Nenhuma, pau que bate em Francisco também bate em Chico!!! A diferença está no grau de sobrevivência dos tripulantes associado ao tipo de blindagem e tecnologia utilizada, umas são mais eficientes outras não …

          1. Maurício, sinto-lhe dizer, mas nenhum ATGM penetra na blindagem frontal de um MBT de ultima geração.
            Nas fotos de Leo 2 destruídos na Ucrânia (as que vi), aparecem sinais de explosões por cima (loitering munitions) ou por baixo (minas terrestres).
            E este fato (apesar romantismo e falta de conhecimentos de alguns apontar o contrário) ocorre em função destes sistemas de armas utilizarem ogivas do tipo HEAT, e não de energia cinética.
            Para estas ogivas, a capacidade de penetração, em aço balístico homogêneo, está proporcionalmente ligada ao seu diâmetro (que geralmente não é muito grande por questões logísticas), além das blindagens atuais são compostas, ou sejam , utilizam um “sanduíche” de materiais compósitos, mais difíceis de serem perfurados pelo plasma das HEAT (efeito Moore). Os ATGMs e RPGs modernos tem efeito apenas quando disparados em certas áreas destas viaturas (geralmente na traseira), mesmo assim, estão mais propícias a as tirar de combate (danifica-las) do que efetivamente as destruir.

  4. Fim de suporte junto ao fabricante à vista (contrato expirando). Por isso essa movimentação toda.

  5. Bastos sinto-lhe dizer que os ATGMs e RPGs não foram projetados para impacto frontal contra MBTs, todos os operadores sabem disso, todo e qualquer equipamento tem seus limites operacionais e doutrinas de uso bem especificadas pelo fabricante…

  6. A Randon poderia em conjunto com o EB produzir um MBT nacional, a empresa tem know how, e já está atuando na nacionalização de componentes, tem capacidade e tamanho suficiente para isso, só basta ao governo e as forças armadas estratégia para levar isso em frente.

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