Lancha Blindada Raptor no apoio as comunidades ribeirinhas da Amazônia

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Lancha Blindada DGS Raptor 888 MK2 (Foto 9º DN)

Os navios do Comando da Flotilha do Amazonas, organização militar subordinada ao Comando do 9º Distrito Naval (9º DN), da Marinha do Brasil (MB), no período de julho a agosto, prestaram apoio logístico à Fundação Nacional do Índio (Funai) na estruturação de barreiras sanitárias para o controle do acesso às comunidades indígenas do Amazonas, como medida de prevenção à proliferação da pandemia de COVID-19.

As ações beneficiaram 23.163 índios das etnias Munduruku, Saterê-Mawé, Maraguá e Mura das terras indígenas Andirá Marau e Coata-Laranjal, e a Lancha de Operação Ribeirinha Poraquê (de acordo com nota da MB), teve o propósito monitorar e controlar embarcações que adentraram ou saíram das terras indígenas.

Além dela, participaram os Navios-Patrulha Fluvial (NPaFlu) Roraima (P-30) e Amapá (P-32), nas proximidades dos municípios de Barreirinha e Maués, e Pedro Teixeira (P-20) e Rondônia (P31), em Borba e Nova Olinda do Norte.

O estabelecimento das barreiras sanitárias contou, com o apoio da Polícia Militar do Amazonas (PMAM).

Lancha Blindada “Mangangá” (DGS Raptor 888), do 8º Distrito Naval, durante a Operação Santos II, em 2019 (Foto MB)

Raptor 888

A Poraquê é uma embarcação tática blindada de alto desempenho, da classe DGS XH 888 Raptor, da empresa brasileira DGS Defense, construída com copolímero de alto peso molecular, que lhe confere características exclusivas como retardo de chama, grande reserva de flutuabilidade (por seu casco ter uma densidade menor que a água) e elevada capacidade de absorção de choques,  que a diferencia das embarcações feitas em fibra de vidro e alumínio.

Possui 9,2 metros e capacidade de transportar até 10 militares, ou cerca de 2 toneladas de carga, protegidos por escudos balísticos com nível de proteção blindada nível NIJ III, pode ser equipada com metralhadoras calibres .50 BMG (12,7 mm) e 7,62 mm, ou mesmo um SARC REMAX, e um possui câmeras térmicas e um radar digital Simrad.

É impulsionada por um motor FPT N67 500HP Diesel Intercooler Turbo GV (similar a utilizada no VBTP-MSR 6×6 Guarani), acoplado a um sistema de propulsão com hidrojato, conferindo à embarcação a capacidade de navegar em locais com apenas 50 centímetros de água, mesmo com a presença de objetos na superfície ou semi-submersos, como troncos de árvores, em uma velocidade de cruzeiro de 26 nós, podendo chegar 40 nós de máxima.

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