IAE/FAB e KRYPTUS assinam contrato do IFF nacional

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Prioridade número um do COMAER (Comando da Aeronáutica) para desenvolvimento tecnológico, a Fase 2 do programa IFF Nacional entrou em execução contratual no último dia 28 de abril de 2020.

Prioridade número um do COMAER (Comando da Aeronáutica) para desenvolvimento tecnológico, a Fase 2 do programa IFF Nacional entrou em execução contratual no último dia 28 de abril de 2020, quando a KRYPTUS recebeu a ordem de serviços emitida pela Fundação Casimiro Montenegro Filho.

O programa, que deverá ser executado em 24 meses, resultará em todos os componentes necessários, terrestres e aeroembarcados certificados relacionados ao sistema de IFF – do inglês Identification Friend or Foe, ou Identificação de Amigo ou Inimigo.

Os artefatos desenvolvidos serão utilizados no Programa F-X2, responsável pelo desenvolvimento e aquisição de 36 caças F-39 Gripen E/F para a FAB.

Brig. Eng. Demétrio e Roberto Gallo durante a cerimônia de assinatura do contrato do IFF.

Uso do sistema IFF

Nas últimas décadas, o avanço dos sistemas de armas, principalmente em torno da missilística, mudou o paradigma de identificação de plataformas (aeronave, navios, carros de combate) de visual e baseado em assinaturas, para um sistema ativo, baseado em criptografia.

Essa evolução foi necessária para se automatizar a resolução de alvos, evitando fogo amigo, e, ao mesmo tempo, para atender aos avanços relacionados aos armamentos com capacidades BVR – do inglês Beyond Visual Range, ou além do alcance visual.

“Em conflitos, é fundamental que o subsistema criptográfico do IFF seja de domínio nacional, já que a subversão deste componente crítico pode permitir, por exemplo, que aviões inimigos sejam identificados como amigos em um ataque aéreo, penetrando profundamente nas linhas de Defesa”, comenta Roberto Gallo, diretor geral da KRYPTUS, empresa estratégica de Defesa.

Atualmente, poucos países possuem tecnologia de IFF própria, dentre eles, certos integrantes da OTAN, China, Rússia e África do Sul. “Em particular na OTAN, a entidade responsável pela geração de chaves criptográficas nas operações é a NSA, dado o nível de criticidade da aplicação. No Brasil, por força de Lei, a criptografia empregada deve ser nacional, e a entidade que fará a gestão das chaves será o próprio COMAER”, adiciona Gallo.

O Gerente do Projeto no IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço), Major Aviador Guilherme Moreira, comenta que “este projeto visa atender uma demanda genuína da FAB e lançou o IAE numa importante jornada rumo ao desenvolvimento do primeiro aviônico com tecnologia 100% nacional. Contamos com a Kryptus como parceira e pretendemos entregar o estado da arte em termos de classificação segura para o emprego nas Forças Armadas. É um passo imprescindível rumo a uma interoperabilidade harmônica entre as Forças”.

Sobre a KRYPTUS

A KRYPTUS Segurança da Informação S.A. é uma empresa estratégica de Defesa fundada em 2003 em Campinas, São Paulo. É a líder brasileira em cibernética e criptografia para aplicações militares e de Estado, presente nos mais diversos programas estratégicos das Forças Armadas brasileiras. Seus sistemas e soluções são utilizados em dezenas de países pelo mundo. Além de sua sede do Brasil, a empresa possui escritório para a região EMEA em Yverdon-les-Bains, Vaud, Suíça.

Sobre o IAE

O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) é uma Organização Militar do Comando da Aeronáutica, criado em 17 de outubro de 1969, subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). Cabe ao IAE o desenvolvimento dos foguetes e lançadores, como o Veículo Lançador de Satélites (VLS) brasileiro.

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