Guarani transporte de morteiro de 81mm na CORE23

O Arsenal de Guerra do Rio (AGR), organização militar diretamente subordinada à Diretoria de Fabricação (DF), participará da Missão CORE23 (Combined Operation and Rotation Exercise 2023), um exercício militar combinado entre os exércitos dos Estados Unidos (US Army) e do Brasil, com duas viaturas blindadas de transporte de pessoal (VBTP) 6X6 Guarani equipadas com os novos kits ATMM (Acessório para Transporte de Morteiro e Munição).

O ATMM, é um acessório para transporte da seção de apoio do esquadrão de exploradores mecanizados, com seu armamento (Mrt Me Acg 81 mm, também de fabricação do AGR) , um lote de 60 munições (tanto em prateleiras adaptadas à viatura, quanto em maletas dispostas em locais estratégicos) e sua guarnição, além do ferramental completo e todos os seus acessórios.

O projeto de modificação para a adaptação dos Kits nas VBTP contou com a parceria estratégica e tecnológica do Centro de Avaliações do Exército (CAEx), no quesito colaboração técnica e certificação do projeto; do 1º Regimento de Cavalaria Mecanizado (1º RC Mec), com auxílio operacional; e do Centro de instrução de blindados (CIBld), que participou de diversas simulações da atuação da viatura equipada com os Kits, em variados cenários de combate, obtendo resultados satisfatórios em todos eles.

Foi iniciado em dezembro de 2021, a pedido do Comando Militar do Sul (CMS), e o AGR escolhido devido à sua expertise necessária para efetuar a adaptação, tendo inicialmente desenvolvido um protótipo, que passou por uma colaboração técnica pelo CAEx. Com base nos ajustes e observações feitas, a equipe do AGR está atualmente na fase de desenvolvimento do segundo protótipo, refinando ainda mais o acessório de transporte para atender às especificações necessárias.

Esses kits ATMM são os primeiros a serem produzidos de um lote de 15 programados para esse ano e 50 para o ano de 2024.

O exercício CORE23 está previsto para acontecer nos meses de outubro e novembro de 2023, e também em 2024, nas guarnições de Belém, Macapá, Oiapoque e no distrito de Clevelândia do Norte. A atividade tem como objetivos aumentar a capacidade operacional da tropa,  manter os laços históricos entre os países e incrementar a integração e a cooperação entre os dois exércitos.

Com informações e imagens do Arsenal de Guerra do Rio

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Comentários

7 respostas

  1. Legal mudaram o angulo das pratileiras, porem me desculpe essa meletinha via ser destruida pela tropa em menos de 4 anos. tem que ser algo mais robusto pra ser usado em campo.

  2. Muito prático, parabéns aos envolvidos…eu vi que existe alguns morteiros 120mm pesados com bipé e reparo (Soltan K6)..Caro Bastos, será que tem espaço para transportar esses mais pesados? ou se o guarani for capaz de reboca-lo externamente faria só os rack ATMM de munição 120mm.

      1. Não perde. Garante a proteção blindada à guarnição da peça, além da rápida mudança de posição após atirar. Muitos exércitos o utilizam dessa forma.

  3. Três tiros completos de 81 mm, vão pesar mais de 12 kg. Polímero não o melhor dos materiais para resistir a ação do tempo. Se no futuro uma alça destas maletas quebrar e os morteiros caírem de ponta, não vai ser legal…

  4. “se for rebocar já perde o sentido de usar um guarani”. Exatamente, o morteiro deveria estar dentro do veículo, porém na minha opinião, nem isso. Colocaria esse morteiro na caçamba de um caminhão 4×4, ou 6×6 e blindaria a cabine de forma básica, sairia mais barato e poderia ser adquirido em maior quantidade. Mas tem que justificar o gasto do dinheiro do contribuinte com a fábrica da IVECO, tudo errado, como sempre.

  5. Você está confundindo as coisas. Essa é a versão de transporte de morteiro e esse kit pode ser instalado em qualquer Guarani. Já a versão com o morteiro “interno” é a versão especializada porta-morteiro, que está sendo desenvolvida. Ela conterá um morteiro que irá operar de dentro da própria viatura.

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