Governo Federal lança novo PAC e garante R$ 53 bilhões para defesa

Por ASCOM – Ministério da Defesa

Em cerimônia realizada nesta sexta-feira (11), no Rio de Janeiro, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, lançou o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Durante o evento, que contou com a participação do Ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, o Governo Federal detalhou a iniciativa, que prevê investimentos de R$ 53 bilhões no eixo Defesa, um dos nove contemplados no programa. Por meio da iniciativa, serão investidos, ao todo, R$ 1,7 trilhão em todos os estados.

Os recursos destinados à Defesa serão utilizados para equipar o país com tecnologias de ponta e aumentar a capacidade de defesa nacional, além de fortalecer a Base Industrial de Defesa (BID), gerando mais empregos e renda. Atualmente, o setor representa cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) e gera 2,9 milhões de empregos, diretos e indiretos. O eixo Defesa do PAC abrange projetos estratégicos para as Forças Armadas, como equipamentos navais, terrestres, aéreos e sistemas integradores.

Confira abaixo os programas estratégicos contemplados no eixo Defesa do novo PAC:

Marinha

  • Programa Nuclear da Marinha (PMN): construção da Planta Nuclear Embarcada (PNE) do Submarino Convencionalmente Armado com Propulsão Nuclear (SCPN). Como objetivos intermediários, serão desenvolvidos e obtidos o Laboratório de Geração Nucleoelétrica – LABGENE, que é o protótipo em terra da PNE, e a infraestrutura do Ciclo do Combustível;
  • Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB): construção no País do primeiro Submarino Convencionalmente Armado com Propulsão Nuclear (SCPN). Além disso, o Programa contribui para o aprimoramento e inovação da Força de Submarinos da Marinha do Brasil (MB), com a construção de quatro Submarinos Convencionais de Propulsão Diesel-Elétrica. Também está previsto a continuação das obras do Complexo Naval de Itaguaí (RJ);
  • Programa de Desenvolvimento de Navios-Patrulha (PRONAPA): construção de navios patrulha, que serão desenvolvidos e construídos a nível nacional, para emprego em ações de inspeção naval e na fiscalização de águas interiores, do mar territorial, da Zona Contígua e da Zona Econômica Exclusiva (ZEE); e
  • Projeto Fragatas Classe Tamandaré: promover a renovação da Esquadra com a construção no país de quatro navios modernos, de alta complexidade tecnológica. As fragatas serão escoltas versáteis de significativo poder combatente, capazes de se contraporem a múltiplas ameaças e destinadas à proteção do tráfego marítimo, podendo realizar missões de defesa, aproximada ou afastada, do litoral brasileiro.

Exército

  • Programa Estratégico Força Blindada: obter viaturas blindadas sobre rodas e sobre lagartas, além dos seus subsistemas componentes, como os sistemas de armas e comunicações, contribuindo na transformação da Infantaria motorizada em mecanizada (Inf Mec), na modernização da Cavalaria mecanizada (Cav Mec) e da Infantaria e Cavalaria blindadas (Bld);
  • Programa Estratégico ASTROS: contribuir para a organização da artilharia de mísseis e foguetes do Exército Brasileiro (EB), possibilitando o aparelhamento da Força Terrestre com um sistema de apoio de fogo estratégico de longo alcance e de elevada precisão, capaz de empregar foguetes guiados e mísseis táticos de cruzeiro a um alcance de 300 Km, o que contribuirá para o fortalecimento da capacidade dissuasória do Brasil;
  • Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON) : equipar o Exército com meios necessários para o monitoramento e o controle da faixa de fronteira terrestre brasileira, com o apoio de sensores, processadores e atuadores, entre outros meios tecnológicos; e
  • Programa Aviação do Exército: manter a aviação do Exército atualizada, face aos modernos meios e formas de combate existentes, contribuindo para a dissuasão extrarregional; para a ampliação da projeção do EB no cenário internacional; para o desenvolvimento sustentável e para a paz social.

Aeronáutica

  • Programa FX-2: Reequipar a frota de aeronaves militares de combate, para proteção do território nacional e manutenção da soberania do espaço aéreo brasileiro. A iniciativa prevê a aquisição/produção de aeronaves de caça multiemprego (F-39 Gripen NG), a fim de ampliar a capacidade da FAB no cumprimento das tarefas de Controle Aeroespacial, Interdição, Inteligência, Reconhecimento e Proteção da Força, entre outras. O projeto contempla, também, os periféricos necessários para suporte e emprego do equipamento com capacidade de combate de última geração;
  • Programa KC-390: desenvolver e adquirir aeronaves de transporte multimissão, tipo cargueiro, para a realização de missões de transporte aéreo logístico (tropa e carga) em território nacional e/ou global, reabastecimento, evacuação aeromédica e combate a incêndio em voo, bem como a adequação da infraestrutura das bases aéreas para suporte e operação desses equipamentos;
  • Programa KC-X: aquisição de aeronaves para missões de reabastecimento em voo, transporte aéreo logístico (carga e passageiros), ações humanitárias e evacuação aeromédica, nacionais ou internacionais. São as maiores já operadas pela FAB, com elevada capacidade para transporte de carga e para percorrer grandes distâncias;
  • Transporte e Reabastecimento: conversão das aeronaves de transporte A330-200 da FAB para reabastecimento em voo, com preparo para evacuação aeromédica, além de materiais, equipamentos e serviços;
  • Programa HX-BR: aquisição de helicópteros de médio porte destinados à tarefa de sustentação ao combate e de interdição, bem como para missões de treinamento, podendo ser utilizados, também, em ações humanitárias, de integração nacional e cívico-sociais. Além disso, o projeto prevê aquisição de armamentos específicos para helicópteros, sistemas de integração, suporte logístico, simuladores de voo e transferência de tecnologia na área de aeronaves de asas rotativas; e
  • Programa TH-X: aquisição de helicópteros leves para instrução na FAB, e instrução e operação em ambientes marítimos na MB. Os equipamentos irão substituir e padronizar as frotas de helicópteros leves da FAB e da MB, propiciando o aumento da interoperabilidade e a efetividade do emprego.

Texto: Isabela Nóbrega
Foto: Moisés Machado

Artigos Relacionados

Formulação Conceitual dos Meios Blindados do Exército Brasileiro ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO-PORTARIA Nº 162-EME, DE 12 DE JUNHO DE 2019 Documento...

Pela primeira vez no Brasil, foi realizado o reabastecimento em voo (REVO) por helicóptero, foi a chamada Operação MANGA. Na...

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) planeja testar uma das mais avançadas tecnologias de imageamento por satélite. Isso será...

A IACIT fortaleceu sua posição no mercado ao estabelecer uma colaboração estratégica com a Omnisys Engenharia, subsidiária da Thales, e a Meteomatics,...

A MBDA assinou uma emenda contratual com a Organização para Cooperação Conjunta em Armamento (OCCAR) para aumentar as capacidades técnicas...

A equipe de Tecnologia & Defesa esteve a bordo do super navio-aeródromo USS George Washington (CVN 73), um navio de...

Comentários

19 respostas

  1. Não tem nada de novo, alem da continuidade aos Programas já iniciados. Não entendi a parte do KC-X e abaixo a conversão do A330? Não são o mesmo projeto ou virá mais aeronaves?

    1. Acho que viram +2 sendo ja Mrtt, ficando as atuais no padaro de “transporte” sendo 1 Fab pra emprego geral e uma a ser convertida em VC01

  2. Não ficou claro, serão + 53Bi a serem somados no orçamento anual de 124,4 bi ( ja liberado para 23) ouuuuuuuu 53 BI no total a serem entregues naquela padrão BR ( em 20 anos) ?

    1. Não meu amigo, isso é apenas uma “jogada de marketing”.
      Eles pegaram todos os programas já em andamento, calcularam o montante de dinheiro que vai consumir nos próximos anos, incluíram pouquíssimas coisas a mais, como os Patrulha e talvez alguns blindados sobre esteira para o EB (VBC fuz e VBC CC) e soltaram a cifra de 53 bi para “inflar” o total de 1,7 tri do PAC.
      Pelo menos estão dando a entender que os programas estratégicos da Defesa, que já estavam em andamento, continuarão, ou seja, continuarão pagando, mas de novo mesmo, de investimento novo em defesa, ai não tem quase nada.

      1. Para quem não sabe, o orçamento das F.A é anual e não é planejado a longo prazo, inclusive teve corte nos ultimos anos o que atrasou dezenas de programas, agora com o PAC, o valor será destinado para todo o periodo, sem necessidade de depender de uma LOA anual, isso é um salto gigantesco para garantir o desenvolvimento de programas militares.

  3. Entao agora oque tava no papel vai ter “dinheiro para virar realidade” sera isso, se for SHOWW!!! mas tem que botar em mente galera que esse valor equivale a 10,8 Bi de Dollars ( pois nossa moeda derreteu!) Logo não se animem pois em sua maioria contratos militares são em dollars

  4. na questão dos a330 200 a serem convertidos em mrtt ficou mal explicado vão comprar mais ou só vai converter os que já temos?

  5. Esse Programa HX-BR me chamou atenção. A FAB prevê substituir os seus helicópteros médios(H-60L)? E se isso se der, quais seriam os candidatos? Será que ocorrerá interoperabilidade com as outras forças?
    Dúvidas e perguntas que me passaram aqui….

    1. Esse HX-br é aquele antigo, lá de 2009. Contratamos 50 helicópteros, depois houve uma revisão para 47 e agora acho que faltam 6 unidades para serem entregues.
      Então eles falam desses 6 H-225M que ainda não foram entregues.
      Maioria tudo coisa antiga que já esta em andamento e serve para aumentar o volume de dinheiro divulgado no PAC para propaganda.

  6. Nada de novo….todos programas já em andamento, quantidades de equipamentos já conhecidas e debatidas. Só propaganda e pirotecnia política.

    1. por um lado eu concordo, por outro, se eles saírem como o planejado e não ficarem se arrastando já é um baita passo se tratando de Brasil

  7. Mais do mesmo e simula estratégia de marketing, afinal, todos estes programas já não estavam consignados? HX-Br? Smoke in the water…e vamos lá, novamente…

  8. Apenas promessas. Parece a Globo no início de cada ano anunciando a programação de filmes. O PAC 1 e o PAC 2 deixaram muitos esqueletos de obras iniciadas e jamais concluídas e um monte de dinheiro jogado fora.

  9. absolutamente nada de novo. Mais um engodo pra gerarmidia. Sao apenas os programas em curso sem nenhum recurso novo. Sempre tem os que caem.

  10. Esse PAC, se realmente tiver os recursos prometidos (o governo terá dificuldade de gerar caixa cobrir p/ tantos gastos já anunciados), será apenas um Fundo Garantidor de tudo aquilo que já estava previsto nos programas das 3 Forças.

  11. Tudo papo furado, fora os navios de patrulha e blindados, estão requentando para enganar entusiasta desinformado.

  12. Mais uma maneira de tentarem enganar os contribuintes. Zero programas novos.

    Como disse o velho sábio: “tolo é quem espera um resultado diferente fazendo a mesma coisa”.

  13. Nada novo, simplesmente comprando a fidelidade do comando das FFAA, que por snal se vendem bem barato!

  14. que sejam gerados muitos empregos de qualidade, reindustrializando este País com as tecnologias de uso dual que só essa indústria complexa e sofisticada é capa de prover.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

DISPONÍVEL