General Dynamics é a vencedora do Programa MPF

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No dia 28 de junho, em Sterling Heights, Michigan, o Exército dos Estados unidos (US Army) anunciou a concessão de um contrato de US$ 1,14 bilhões para a General Dynamics Land Systems (GDLS) produzir e colocar em operação de até 96 veículos para o programa MPF (“Mobile Protected Firepower”).

A viatura selecionada foi o Griffin II Light Tank, cujo protótipo foi apresentado em 23 de abril de 2020.

O MPF proporcionará às brigadas de infantaria maior capacidade de sobrevivência, a capacidade de identificar sistemas de ameaças mais cedo e a distâncias maiores, e não restringirá o movimento em terrenos “off-road”, e também permitirá que os soldados se movam em ritmo mais rápido, com maior proteção.

“O programa do MPF fez exatamente o que o Exército solicitou, que era completar um esforço competitivo e acelerado de prototipagem rápida com pontos de contato dos soldados”, disse Doug Bush, secretário adjunto do Exército para Aquisição, Logística e Tecnologia e executivo de aquisições do Exército. “O MPF é um programa de referência, pois as comunidades de aquisição e de requisitos trabalharam juntas para concluir a fase de [prototipagem rápida de aquisição de nível intermediário] e colocar esse sistema em produção em pouco menos de quatro anos”, completou.

O anuncio ocorreu poucos dias depois que o US Army encerrou a fase de prototipagem rápida de aquisição de nível intermediário do MPF e fez a transição para um grande programa de aquisição de capacidade, com uma decisão favorável do Marco C (uma etapa incremental no processo de aquisição do Departamento de Defesa que passa para a produção e fase de implantação). A decisão do Marco C veio dentro do prazo e foi sustentada por um forte apoio e um compromisso esmagador da liderança do Exército.

“O MPF representa uma nova capacidade para o Exército, permitindo que nossas forças de manobra leve superem os adversários. Por meio de vários pontos de contato dos soldados, nossos soldados operaram os protótipos e forneceram informações cruciais à equipe de projeto, garantindo que nossas forças tenham o ativo de que precisam no futuro campo de batalha”, disse o major-general Ross Coffman, diretor da equipe do projeto multifuncional da nova geração de veículos de combate (“Next Generation Combat Vehicles”) do US Army.

Durante a fase de prototipagem rápida de aquisição de nível intermediário, o Exército testou e avaliou com sucesso 24 protótipos durante uma pandemia. As autoridades de aquisição de nível intermediário permitem que o Exército tenha a flexibilidade de colocar os protótipos nas mãos dos soldados rapidamente para permitir a fidelidade em riscos conhecidos e desenvolver planos informados para o futuro.

O MPF será o primeiro novo veículo de design do Exército em mais de quatro décadas, com a primeira unidade equipada planejada para o final do ano fiscal de 2025.

Durante a fase de produção inicial, o Exército receberá os veículos MPF e realizará testes de qualificação de produção para incluir letalidade, mobilidade, capacidade de sobrevivência, sistema completo de tiro ao vivo e testes de confiabilidade, disponibilidade e manutenção. Além disso, também será realizado um teste e avaliação operacional inicial, todos levando à primeira unidade equipada. A concessão de opções subseqüentes de veículos de produção inicial de baixa taxa será baseada na revisão de custo, cronograma e métricas de desempenho definidas na linha de base do programa de aquisição.

Com informações e imagens do US Army

17 Comentários

    • Não acredito, pois o Griffin II, além de ser uma viatura leve (na faixa de 30 toneladas), foi pensado para apoio a infantaria mecanizada.
      Já o chamado Griffin TD, que seria a versão baseada no ASCOD II com canhão de 120 mm e pesando entre 40 e 50 toneladas, Assim como o CV90 120, seja algo mais próximo de um MMBT que o EB esteja buscando no momento.

      • Bacana, não sabia ou ao menos não lembrava da versão TD do Griffin com canhão de 120mm. Obrigado pela atenciosa resposta.

      • Paulo a KMW tem algum produto dessa categoria? Por que o EMBT me parece mais “pesado” do que esses MMBT’s porque acho dificil aquela planta se pagar só com a manutenção dos Leo’s 1A5BR.Por causa do atual frenesi nas indústria de defesa europeia será que não conseguiríamos fazer algo como as Niterói’s? Claro com menos transferência de tecnologia que naquela época.

        • Flavio, o EMBT é um conceito da KMW com Nexter, para o programa do futuro carro de combate Europeu, e ele não é um MMBT.
          Devo visitar as instalações da KMW do Brasil em breve e depois escrever sobre seus planos.

          • Paulo, você acha possível reutilizar o chassi do Leo’s para viaturas especializadas como alguns países ainda tem em operação?

      • Paulo , boa tarde !
        Pelo que pude ler o Lynx KF41 com canhão 120 , é chamado pela propria Rheinmettall de variante de apoio de fogo . Já o CV90 120 a BAE Systems indica que é um Light Tank , e por fim a GDELS cham o ASCODII 120 de Medium Main Battle Tank .
        E para nao esquecer a Norinco tem o Type 15 , que no site da empresa é chamado de MBT leve .
        Além das questões semânticas , todos estes veículos se enquadram – na sua opinião – podem ser considerados como MMBT ?
        Obrigado

  1. Interessante notar que esse blindado já tem um rival oriental, o chinês type 15 que tem um peso parecido e um canhão de mesmo calibre. Quem diria que as grandes potências iriam trazer os tanques leves para a modernidade.

  2. Por favor perdoem minha ignorância. Venho aqui para aprender. Por acaso o EBpossui algo equivalente à função do Griffin II? É esse, por exemplo o trabalho do Cascavel?

    • O cascavel é um VBR. Muito raramente podera acontecer de um cascavel prestar apoio de fogo em um ataque de oportunidade ou um golpe de mao. O veiculo de lagarta tem função mais especifica de apoio a infantaria atuando em FT blindada ou com tropa a pe. Sao viaturas com finalidades bem distintas que podem sob certas condições e como exceção realizar algumas missões comuns. Mas o que elas tem de comum é muito menos do que o que as diferencia.

  3. Resta óbvio que esse é um conceito que será tendência…

    Primeiro, pelos custos cada vez mais elevados dos carros de combate pesados…

    A seguir… Experiências recentes mostram (como sempre, aliás) que não importa o quão blindado seja o carro, pois ele será destruído por qualquer canhão de alta pressão acima de 105mm ou qualquer arma A/C moderna. Vale mais, portanto, discrição e mobilidade no espaço de batalha, além da capacidade de combater em qualquer condição meteorológica e a noite.

    Derivados de plataformas como AJAX, ASCOD II e outros, que podem dar vazão a uma família de veículos especializados, oferecem o mínimo que se espera de proteção para uma força de cavalaria blindada ao resistir a quaisquer fragmentos/sub munições e a maior parte das munições até 40mm por aí. O mais, pacotes completos de proteção, a gosto do cliente, e que ofertem uma combinação de proteções ativas e passivas, se tornarão cada vez mais comuns…

    Pessoalmente, não gosto muito disso. É evidente que um MBT projetado para tal tem um potencial de crescimento maior dentro do seu próprio nicho específico. Mas é inevitável que o mesmo perca espaço em um mundo de custos elevados e mais ainda agora com a necessidade de se fazer números para se manter um volume mínimo relevante.

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