Fuzileiros Navais recebem seus blindados JLTV

No dia 20 de fevereiro chegou ao porto do Rio de Janeiro as primeiras Viaturas Blindadas Leves Sobre Rodas 4X4 JLTV (Joint Light Tactical Vehicle), adquiridas pelo Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil, em 2020, dentro do Subprograma PROADSUMUS.

A Viatura Blindada Leve JLTV é um projeto de última geração das Forças Armadas dos Estados Unidos e que incorpora elevados ganhos tecnológicos, em atendimento às demandas operativas da atualidade. A blindagem, aliada à mobilidade, ao poder de fogo e às potencialidades de comando e controle dessas viaturas, possibilitará a ampliação da capacidade dos Grupamentos Operativos de Fuzileiros Navais em conduzir Operações Anfíbias, Operações de Garantia da Lei e da Ordem, Missões de Paz e outras variadas ações dentro do amplo espectro das operações militares. Ao todo foram 12 viaturas (com previsão de adquirir mais no futuro) e estas representarão uma considerável ampliação da capacidade de projeção do poder naval sobre a terra.

A apresentação oficial destas viaturas ocorrerá na manhã da próxima segunda-feira, dia 06 de março, na Fortaleza de São José, no Rio de Janeiro (RJ), por ocasião do 215º Aniversário do CFN.

O Subprograma PROADSUMUS foi criado para consolidar e ampliar as capacidades operativas do CFN, garantindo-lhe atuar como a Força Naval de caráter anfíbio e expedicionário, por excelência, contribuindo para as demais tarefas do Poder Naval brasileiro. A obtenção desses meios de última geração, na fronteira da tecnologia militar, assegura um elevado grau de versatilidade e flexibilidade ao CFN, ampliando sua prontidão operacional e sua capacidade de projeção de poder em áreas de interesse estratégico nacional.

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Comentários

20 respostas

  1. Uma pergunta?
    Está viatura não é a mesma que o EB comprou dos italianos, um 4×4 leve!! Quero dizer, não seriam usadas na mesma função?

    1. Não e masma que o EB comprou mas essas viaturas cumprem as mesmas funções a única diferença e que o JLTV e bem mais pesado e

  2. Ficou muito linda no padrão dos nossos fuzileiros navais bem mais do que o cinza padrão dos americanos. Tomara agora que venham mais lotes e também mais clanfs que eles estão tirando de circulação e espalhem nas demais unidades de fuzileiros navais como Brasília,Salvador e Natal.

  3. O tipo de aquisição militar que apesar de sua qualidade poderia ter sido uma compra feita no mercado interno fomentando a indústria nacional.

  4. Uma curiosidade que eu sempre tive e espero que o Bastos tire essa dúvida.
    1 O Avibras Guará não foi adotado pelas forças armadas, sabe dizer o motivo ?
    2 O exército adotou o LMV italiano que é montado aqui, qual o motivo que ele também não foi escolhido pela marinha ?
    3 Recentimente o foi revelado as primeiras imagens do International blindado do Eb, qual o motivo da não escolha do Tatra ou Avibras com chassi da Tatra.
    Não consigo entender qual o critério da seleção. Temos um indústria nacional e não usamos nossas soluções que ou só ficam em protótipo ou compra limitada. Imaginem um veículo desse com problema em algum item e não tendo no estoque. Vai ficar parado e comprar p item do fabricante, espera do transporte e os trâmites da aduaneira… fora a nota preta que custa a manutenção e a falta de disponibilidade

    1. Boa tarde Anderson, não sou o Paulo mas posso tentar responder.

      1. O Guará 4WS apareceu como produto após a escolha do LMV para o programa VBMT LSR. Apenas 1 protótipo chegou a ser produzido. O veículo foi projetado a partir dos requisitos daquele projeto. O veículo chegou a ser testado pelo EB e CFN, mas não passou disso. Do ponto de vista técnico e operacional, ele ainda não é um produto pronto.

      2. A marinha vinha negociando, e desejando, há muito a compra dos JLTV para os fuzileiros. Indiferente ao programa da VBMT LSR, que selecionou o bldo 4×4 italiano. Neste aspecto, as três forças armadas pouco ou nada tem de preocupação em padronização material. Este é um ofício que o ministério da defesa deve exercer, mas que não o faz, ou não tem capacidade ou vontade de fazer.

      3. A escolha apenar de não justificada publicamente pelo EB dá-se em função de ser financiada pelo FMS norte americano, o que faz com que os custos de compra e financiamento do veículo seja mais palatáveis ao orçamento do exército. A Avibras passou a oferecer um modelo de veículo de recuperação para as baterias do ASTROS 2020, mas que nunca foi apresentado publicamente e do qual sequer existe um modelo representativo real, para eventual avaliações. A Tatra, apesar de possuir modelos disponíveis em diversas versões de seus caminhões, tem seu preço\custos cotado em Euros, o que de certa deixa essa alternativa mais cara em relação ao produto norte americano. Se a fábrica prometida no estado do Paraná sair, serão uma alternativa mais acessível ao exército no futuro.

      A quantidade de veículos de recuperação adotados pelo exército no momento, coisa de 20 unidades, não supre todas as necessidades para este tipo nas OM mecanizadas. Mais para frente deve haver, em tese, mais aquisições. Se do mesmo modelo, ou outro, veremos.

      Espero ter ajudado.

  5. uma pena o contrato não prever transferência de tecnologia e montagem no Brasil. É preciso abrir mais os horizontes com relação a novas tecnologias, não só da viatura em si, q temos capacidade de criar e montar, mais da parte ofensiva, eletroeletrônica e comunicações.

  6. Será que o veículo consegue rodar com a suspensão pneumática totalmente rebaixada, como nas fotos?

  7. Belo veículo porém a visibilidade externa para o motorista e guarnição é extremamente limitada, isso pode vir a ser um problema nas missões GLO embarcadas em ambiente urbano, sucesso aos FNs!!!

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