Força Aérea do Chile recebe seu primeiro E-3D Sentry

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Na madruga de ontem, dia 27 de julho, aterrissou na Base Aérea de Pudahuel, em Santiago do Chile e sede da II Brigada Aérea, a primeira aeronave de alerta aéreo antecipado e controle de espaço aéreo (“airborne warning and control system” – AWACS) Boeing E-3D Sentry da Força Aérea Chilena (FACh).

Esta aeronave é a primeira de dois E-3D Sentry AEW Mk1 adquiridos da Royal Air Force (RAF) e que substituirão o sistema EC-707 “Cóndor” (FACH-904), montado sobre um Boeing 707-385C e convertido pela israelense IAI, que foi recentemente desativado por chegar o fim de sua vida útil operacional, recuperando suas capacidades de alerta antecipado, comando e controle aerotransportado que essa plataforma proporcionava e ao país. Uma terceira aeronave foi adquirida para servir de repositório de peças de reposição.

A transferência da aeronave da Inglaterra ocorreu após um período de treinamento de seis meses, na Base Aérea de Waddington, da RAF, onde as tripulações da FACh foram capacitadas para operar este novo vetor e seus sistemas.

O E-3D Sentry também utiliza o Boeing 707-300 como plataforma, mas bem mais novo e modernizado, estando equipado com quatro motores CFM56-2 que o permitem voar em altitudes que otimizam o desempenho de seu radar rotativo AN/APY-2. De acordo com as estimativas feitas, o horizonte de operação dessas aeronaves seriam superiores há vinte anos e que estas poderiam ter suas capacidades incrementadas com a implantação d novos sistemas modernos.

Na América do Sul, além do Chile, somente a Força Aérea Brasileira possui aeronaves de alerta aéreo antecipado, com seus E-99M do 2º Esquadrão do 6º Grupo de Aviação (2º/6º GAV), o “Esquadrão Guardião”, de Anápolis (GO).

14 Comentários

  1. Chile fazendo muito com o pouco que tem, parabéns e que sirva de exemplo para outras Forças Aéreas da região!!!

      • Entendo, mas de qualquer modo caro Marku, independente de onde os chilenos tiram recursos para investir em defesa, estes não deixam de um exemplo para nós (e para toda a América do Sul verdadeiramente!).
        Quem dera se aqui, nesse país, existisse uma lei parecida com esta, para ajudar a reforçar as forças armadas daqui também.

      • Hace un par de años que ya no existe la ley del cobre, informese antes de emitir opinion, ahora se hace con planes plurianuales del presupuesto nacional.

  2. Obviamente que o nosso é muito mais capaz que o 3D Sentry em todos os quesitos. Porém, como os chilenos não estão tendo bala na agulha, preferiram essa compra de oportunidade. É uma bela aeronave.

    • Só não entendi o “Obviamente” já que Sentry E-3D é um vetor utilizado pelos Estados Unidos, França, RAU e a Otan… Agora me conta o porque do “obviamente” … um avião de fácil manutenção, com motorização moderna, com sonda de reabastecimento, tremendo alcance e relativamente pouco defasado poderia ser “obviamente” muito inferior a nosso E-99…

      • O fato do E-3D Sentry ser um vetor utilizado pelos EUA, França, RAU e OTAN, não anula o outro fato de que é óbvio que o nosso E-99M é inferior. Você está sabendo aí, né, que os EUA já está planejando a substituição dos E-3D Sentry. Agora, você acha mesmo que os franceses, RAU e OTAN ficarão para trás no aspecto tecnológico já que é de praxe os outros países seguirem na mesma linha dos EUA?

        ”fácil manutenção” – será mesmo?
        ”motorização moderna” – qual é a motorização?
        com sonda de reabastecimento” – é um ponto positivo!
        ”relativamente pouco defasado” – será mesmo?

        Tendo em vista que o país que cedeu aos chilenos o E-3D Sentry, sabe que essa aeronave já está com seus dias contados. Por quantos anos os chilenos podem operar o E-3D Sentry e por quantos anos nós podemos operar o E-99M? Apesar de nós não termos sonda de reabastecimento em voo, o que nos daria alta capacidade, ainda sim, nós temos a melhor aeronave disparado. Neste caso, em primeiro, fica o Brasil e em segundo, entra o Chile com esta aeronave.

        • Vou repetir aqui, um comentário que postei em outro site:

          “Pelo que sei, o radar do E-3D tem alcance entre 400 e 650 km, dependendo da altitude do alvo em relação ao E-3. Seu alcance é de mais de 5 mil milhas náuticas, quando equipado com os CF56, como estes exemplares ex-RAF. O radar do E-99M tem um alcance, dependendo da altitude do alvo em relação ao radar, de até 450 km. A autonomia de voo do avião brasileiro não é publicada. O E-3D possui mais estações de trabalho para a tripulação e maior espaço, que permite maior conforto em longos voos. Os aviões modernizados da FAB possuem equipamentos mais modernos, de geração atual. Enfim, as comparações são muitas.”

          Portanto, comparações super trunfo, em equipamentos e missões tão complexas como essas, é bem temerário.

          • E-3 Sentry da RAF não foram modernizados para o padrão Block 40/45. Sem falar que é uma plataforma muito antiga, utilizando um radar PESA.

            O E-99M utiliza radar AESA de maior capacidade. O alcance instrumental atinge 723 km, com capacidade para rastrear objetivos aéreos e terrestres.

            O E-99 também é uma plataforma muito mais moderna, menor custo de operação e mais fácil de manter.

            Os E-3 Sentry da RAF foram aposentados com mais de 30 anos de uso extensivo pela OTAN, são vetores levados ao extremo. Tanto é que a RAF aposentou 2 anos antes de receber o primeiro E-7

      • João, ele quis dizer que vários equipamentos Otan foram retirados, assim como o software pode ter sido minimizado, essa comparação de Super Trunfo que fazem me deixa p…! Eu quero uma AL com FFAA fortes e capazes, não constumo ficar comparando pois cada país tem seus problemas, TO, necessidades de reequipamento, etc. Nossos E-99M são muito capazes, assim como Essa E-3D, para o Chile hoje, foi um passo muito bem dado, devido ás necessidades e ao vasto mar territorial deles, gostaria muito que na próxima Cruzex, se houver, eles viessem nos visitar.

  3. Sim, Marcos. São aeronaves antigas, mas com capacidades ainda bastante válidas. Abaixo, trecho retirado da wiki sobre o E-3:

    “RSIP

    O Programa de Melhoria do Sistema de Radar (RSIP) foi um programa de desenvolvimento conjunto dos EUA/OTAN. [10] O RSIP aumenta a capacidade operacional das contramedidas eletrônicas dos radares E-3 e melhora a confiabilidade, manutenção e disponibilidade do sistema. Essencialmente, este programa substituiu os antigos componentes eletrônicos de lógica transistor-transistor (TTL) e lógica acoplada ao emissor (MECL), há muito fora de produção, por computadores de prateleira que utilizavam uma linguagem de programação de alto nível em vez de linguagem assembly . Melhoria significativa veio da adição de compressão de pulso ao modo pulso-Doppler. Essas modificações de hardware e software melhoram o desempenho dos radares E-3, proporcionando detecção aprimorada com ênfase em alvos de baixa seção transversal de radar (RCS).

    A RAF também se juntou à USAF na adição de RSIP para atualizar os radares do E-3. A adaptação dos esquadrões E-3 foi concluída em dezembro de 2000. Junto com a atualização do RSIP foi a instalação do Sistema de Posicionamento Global/Sistemas de Navegação Inercial que melhorou a precisão do posicionamento.

    E-3D
    Aeronaves de produção para o padrão RAF para E-3C com motores CFM56 e modificações britânicas designadas Sentry AEW.1 , 7 construídas. As modificações incluíram a adição de uma sonda de reabastecimento ao lado do receptáculo AAR da lança existente, motores CFM-56, pods ESM nas pontas das asas, uma Capacidade de Vigilância Marítima (MSC) aprimorada, oferecendo Processamento de Varredura Marítima (MSSP), JTIDS e Havequick 2 rádios.”

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