FIDAE 2024 – Baykar exibe soluções em não tripulados

A atuação dos drones na guerra entre a Rússia e a Ucrânia mudou os conceitos e doutrinas do atual cenário de combate. Os tipos não tripulados com capacidade de ataque de precisão são divisores de águas no campo de batalha, e os modelos da empresa turca Baykar despontam como protagonistas.

Com uma fila de espera de mais de um ano para novas encomendas, durante a FIDAE a empresa  destacou dois dos seus produtos que enxerga como potenciais para vendas na América Latina por estarem atualmente em produção. Segundo a Baykar, a empresa tem interesse de entrar no mercado nessa região e já avançou em conversas com o Chile e a Colômbia.

O primeiro foi o TB2, um drone que realizou o seu voo inaugural em agosto de 2014 e que tem a capacidade de transportar um amplo leque de armamentos guiados por laser, GPS ou inercial em quatro pontos subalares totalizando 150kg.

Com mais de 600 exemplares produzidos, foi exportado para 30 países, dentre eles vários com orçamentos militares restritos como Somália, Etiópia, Ruanda, Burkina Faso, Togo, Níger, Mali, Maldivas e Kosovo, para nomear alguns exemplos. De fato, o custo de aquisição e operação comparado com os benefícios do seu emprego são fatores muito atrativos.

Além do armamento, o TB2 pode fazer a designação de alvos e cumprir missões ISR por meio dos sensores eletro-ópticos a serem escolhidos pelo usuário, que pode ser tanto de fabricação turca, como o Aselsan CATS EO/IR/LD, quanto o alemão Hensoldt ARGOS-II HDT ou o norte-americano Wescam MX-15D EO/IR/LD.

Com o 12 metros de envergadura e 6,5 metros de comprimento, o TB-2 tem teto de serviço de 25.000 pés, velocidade de cruzeiro de 70 nós e autonomia que pode chegar a 27 horas.

O segundo tipo oferecido para a América Latina é o Akinci, um turboélice bimotor de 20 metros de envergadura, 12,3 metros de comprimento e 1.500kg de carga paga.

Mais de 60 foram produzidos e entregues para a Turquia, Paquistão, Líbia, Etiópia, Azerbaijão, Burkina Faso e, futuramente, para a Arábia Saudita e Quirguistão.

A aeronave possui oito pontos subalares e um ventral para armamentos e sensores. O teto de serviço é de 40.000 pés, tem alcance de 6.000km, autonomia de mais de 24 horas e velocidade de cruzeiro de 150 nós. Em termos de sensores, pode transportar um pod para guerra eletrônica, SIGINT, eletro-óptico para ISR e aquisição de alvos e um radar de varredura eletrônica ativa.

 

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