FACA NA CAVEIRA! A História do símbolo da tropa de Comandos do Brasil

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Foto: Exército Brasileiro

Qual a real origem dos distintivos das diversas tropas de Operações Especiais do Brasil que usam essa simbologia? Como e quando surgiram os treinamentos de Fuga e Evasão e de Prisioneiro de Guerra?

Por Coronel Fernando Montenegro (*)

A finalidade desse artigo é esclarecer a real origem dos símbolos das diversas tropas de Operações Especiais do Brasil que utilizam a FACA NA CAVEIRA em sua simbologia. Sabe-se que o brasão dos  Comandos do Exército Brasileiro (1968) é primeiro símbolo militar brasileiro que ostenta a faca na caveira, na sequência, surgiu o símbolo dos Comandos Anfíbios da Marinha do Brasil (Caveira e Raio), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), dos Comandos e Operações Especiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) e dezenas de outros distintivos usados pelos caveiras dos demais estados da Federação Brasileira. Após a entrevista de fontes primárias, foi possível saber quem desenhou, em que condições e como foi o início da difusão dessa simbologia tão popular atualmente nas Forças Armadas e corporações policiais do Brasil.

 

Orígem da Tarja “COMANDOS” no ombro (1960)

O Coronel Victor Pacheco Motta [*1] registra que desde o início dos anos 1960, provavelmente já no Curso de Operações Especiais concluído em 1960, já havia sido criado o Estágio de Comandos [*2] como primeira fase dos cursos de Operações Especiais e do Curso de Precursor Paraquedista. O Cel Motta contou que em 1962, ele, vários militares do Núcleo da Divisão Aeroterrestre (NuDiv Aet) [*3] se apresentaram como voluntários para realizar o Curso de Operações Especiais. Como era uma novidade, naquele ano, todos os instrutores do Curso de Prec Pqdt foram também matriculados como alunos nessa primeira fase do Curso de Operações Especiais, que era conhecida como “Estágio de Comandos”. Entretanto, esse foi um estágio de que não acabou, porque em 1962, todos os alunos candidatos a Comandos foram desligados ou pediram para sair.

Após essa ‘turbulência’, ele disse que prosseguiu no Curso de Precursor Paraquedista juntamente com outros alunos, dentre eles, seu colega, o 1º Tenente Claudio Coutinho. Ocorre que o curso realmente já era muito difícil e ambos acabaram desligados. No ano seguinte, o 1º Ten Motta retornou concluindo o Curso de Precursor Paraquedista como 1º colocado e Claudio Coutinho foi fazer o Curso de Educação Física do Exército na Urca, o que futuramente o levou a ser técnico do Flamengo na conquista de vários títulos e da Seleção Brasileira de Futebol.

O Cel Motta também registrou que, após esse estágio de Comandos, era realizado um exame psicotécnico que diria se o militar teria mais aptidão para ser Operador de Forças Especiais ou Precursor Paraquedista; alguns até faziam os dois cursos, mas normalmente era apenas um deles.  Esse treinamento, com duração entre nove e doze semanas, não era oficializado, mas acontecia normalmente, como era a praxe das rotinas da tropa aeroterrestre. Por causa desse estágio, desde 1960, os militares que o concluíam, também criaram e passaram a usar, no ombro esquerdo, uma tarja escrita “COMANDOS” em amarelo sobre um fundo negro; essa tarja também não era oficializada até o Regulamento de Uniformes do Exército de 1987. A grande maioria das inovações no uniforme dos militares da tropa paraquedista, como gorros de colorações diferentes, boina bordê e brevês, eram no máximo publicadas em boletim interno.

Exercício de Fuga e Evasão- Curso de Infantaria-AMAN (1959)

Na opinião do General Thaumaturgo Sotero Vaz (in memorian), do Coronel Paulo Tavares e de outros pioneiros, os livros do autor francês Jean Lartéguy eram considerados leituras de cabeceira dos oficiais paraquedistas brasileiros na década de 1960. O principal deles foi o livro “Os Centuriões” (1960), é uma narrativa sobre a atuação dos legionários paraquedistas da França nas campanhas de guerra irregular da Indochina e da Argélia. Curiosamente, os veteranos das tropas de Comandos e de Paraquedistas de Portugal também me disseram exatamente a mesma coisa em relação divulgação dessa literatura naquele país, particularmente o Coronel Raúl Miguel Socorro Folques [*4].

Imagem do Curso de Ações de Comandos de 1969 publicada na Revista VEJA de outubro do mesmo ano. Assinalado na imagem, na frente dos alunos, o então instrutor Cap B. Souza. Instrução de Prisioneiro de Guerra na base do pico das Agulhas Negras, a 2350 m de altura.

O Coronel José Everaldo de Albuquerque Montenegro [*5] registrou que o primeiro Exercício de Fuga e Evasão do Exército foi conduzido pelos recém concludentes do Curso de Operações Especiais para os cadetes da sua turma da Arma de Infantaria da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) em 1958 ou 1959, iniciando-se na Granja Santa Maria; o Coronel Paulo Tavares confirma essa narrativa, mas ele estava na condição de instrutor. Essa atividade ocorreu a pedido do Comandante do Curso de Infantaria, que solicitou que os Operadores Especiais do Exército dessem uma “sacodidela“nos cadetes. Depois essa prática foi acrescentada ao Estágio de Comandos (1960).

Treinamento de Prisioneiro de Guerra (1964)

O Cel Motta narrou que a inovação do treinamento de Prisioneiro de Guerra, que seria seguido de Fuga e Evasão teve início no Curso de Comandos de 1964, por ideia do então Cap Luiz Fernando Teixeira Dantas, que também era instrutor do Curso de Precursor Paraquedista. A ideia teria saído da leitura do livro “Os Centuriões“, em que praticamente, nas primeiras duzentas páginas é narrada a captura dos legionários franceses pelas tropas do general vietnamita Vo Nguyen Giap e a sua permanência nos campos de prisioneiros de guerra dos vietnamitas.

Imagem do Curso de Ações de Comandos de 1969 publicada na Revista VEJA de outubro do mesmo ano. . Instrução de Prisioneiro de Guerra na base do pico das Agulhas Negras, a 2350 m de altura.

Esse treinamento prático vem perdurando até os dias atuais e foi replicado nos cursos de Operações na Selva. No início dos anos 1970, Centro de Instrução Aeroterrestre deixou de formar os Comandos, quando o Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus (AM), passou a ser Curso de Operações na Selva e Ações de Comandos (COSAC), e absorveu essa atribuição. Nessa época, o Curso de Ações de Comandos deixou de ser pré-requisito para a formação dos Precursores Paraquedistas, quando foi criada uma fase inicial do curso com a finalidade desenvolver as habilidades requeridas pelos Comandos; já faz um bom tempo que essa fase normalmente é chamada de “Comandinhos” porque possui uma duração menor do que o Curso de Ações de Comandos. Devido a isso, o Curso de Precursor Paraquedista incorporou em sua última fase os treinamento de Prisioneiro de Guerra e de Fuga e Evasão.

Surgimento do Brasão dos Comandos (1968)

Coronel Maurizzio Manoel Procópio da Silva, autor do Brasão dos Comandos do Exército Brasileiro (1968). Imagem cedida pelo próprio.

O primeiro esboço do brasão da faca na caveira [*6] começou numa madrugada úmida e gelada de inverno, durante o Curso de Ações de Comandos de 1968, no sopé do pico das Agulhas Negras.  Após a instrução de montanhismo, os Comandos famintos e molhados tremiam de frio sentados na lama debaixo de um toldo improvisado com um velame de paraquedas T-10, puxado a partir de uma viatura 2 1/5 ton, a 2.350 m de altitude, nas proximidades do abrigo Rebouças [*7].

Sargento Jairo de Canaã Cony. Imagem disponibilizada pela Sra Helaine Canaã Cony, filha do militar

Por volta das duas de meia da madrugada, a uma temperatura de seis graus negativos, estava sentado na extremidade do toldo o então 1º Tenente de Infantaria Maurizzio. Subitamente, rastejando no escuro pela lama, outro aluno, se aproximou dele trazendo um pedaço de papel e uma caneta “tipo Bic” e bateu no ombro do tenente; inicialmente devagar, depois com força, para ver se estava acordado. Era um jovem gaúcho vibrador, o 3º Sgt Canãa [*8]. Seguiu-se o diálogo:

 

_ Mas o que foi Canaã?
_ Vim aqui para lhe falar uma coisa…Temos que deixar uma marca…um sinal…um símbolo, algo que identifique o que estamos passando, vivendo e o que está por vir para quem conclui esse tipo de treinamento. E o homem é o senhor! Aqui está o papel e a caneta- depois disso, se afastou.

Dentre os alunos daquele Curso de Ações de Comandos de 1968, o 1º Ten Maurizzio se destacava pela capacidade de observação além da sensibilidade e habilidade em desenhar, dada a sua formação na Sociedade Cearense de Artes Plásticas.

Maurizzio permaneceu refletindo bastante naquelas condições “glaciais” sobre tudo que vinha acontecendo durante o curso e a proposta do tipo de tropa que estava sendo criado. Então, num momento de rara inspiração, o Tenente Maurizzio desenhou, aproveitando a fraca luz bruxuleante de uma gambiarra das proximidades, um esboço do atual distintivo dos Comandos do Exército Brasileiro. Depois disso, chamou o Sgt Canaã.

_ Aqui está! Leva e veja se expressa tudo o que estamos vivenciando.

As horas se foram e o Sgt Canaã retornou com o papel ao amanhecer de mais um dia de muito frio e sofrimento para os Comandos. Depois disso, o desenho foi sendo aperfeiçoado pelo autor durante as instruções seguintes em sala de aula do curso. Após considerar concluído, o autor mostrou a todos os alunos que o aprovaram por unanimidade; na sequência, beijou o papel e apresentou a ideia ao instrutor Cap B. Souza, que abraçou a ideia.

Até antes de entrevistar o Coronel Maurizzio, fonte primária principal e autor do distintivo, conversei antes com três oficiais até que ele fosse identificado e localizado. O Coronel Motta [*9], O General Barroso e o Major Boabaid [*10].

O então Cap Motta conduzindo uma Instrução de Montanhismo para o Curso de Ações de Comandos (1968) no Campo Escola de Cascadura. Segundo o Maj Boabaid, é possível para identificar, na primeira fileira, da esquerda para a direita: Cap Cav (AMAN 59) Pedro Henrique- xerife do curso, Ten Inf (AMAN 62) Aldo, Augusto e Gabriel, Ten Eng (AMAN 67) Canarim. O último à direita parece ser o Ten Inf (AMAN 63) Schubert

Depois daquelas instruções na região do Pico das Agulhas Negras, o Curso de Ações de Comandos voltou a desenvolver atividades nas salas de aula do então Centro de Instrução Aeroterrestre General Penha Brasil [*11] (CIAetGPB). Nessa oportunidade, o distintivo foi sendo lapidado e colorido, conforme narrou o Major Boabaid [*12], também aluno do curso de ações de Comandos de 1968:

…o 1ºTen Inf Maurizzio Manoel Procópio da Silva, da minha turma na AMAN (1964) era conhecido pelos colegas, desde cadete, como excelente desenhista.

Imagem do Curso de Ações de Comandos de 1969 publicada na Revista VEJA de outubro do mesmo ano. Assinalado na imagem, na frente dos alunos, o então instrutor Cap B. Souza. Alunos identificados com o curativo no rosto o então Cap Art Araújo e, na sequência, o Cap Inf Borges. Conforme relato do Gen Barroso e do Maj Boabaid

Numa determinada instrução em sala de aula, em que ele estava sentado na fileira imediatamente atrás da minha e à minha direita, percebi que, em vez de prestar atenção ao que o instrutor dizia, ele estava desenhando. Lembro-me de ter, em tom de brincadeira, ter dito a ele que deixasse de ser “relapso” e prestasse atenção ao que estava sendo ministrado, porque, quando quisesse tirar dúvidas comigo sobre o assunto da aula eu não o ajudaria. A resposta que recebi foi a exibição do dedo médio da mão direita, pois havia quebrado a sua concentração no “trabalho” que fazia.

Aquilo se repetiu em ocasiões semelhantes e a cada vez o desenho ficava mais aperfeiçoado, mais cheio de detalhes e foi replicado à mão em vários tamanhos, começando a ganhar cores, de tal maneira que eu também passei a dividir a minha atenção a ele, com a dada às instruções.

Major Gilberto Antônio Azevedo e Silva usando o antigo “bibico”, na época em que servia junto ao NuDivAet (Núcleo da Divisão Aeroterrestre [atual Brigada de Infantaria Paraquedista]). Fonte: COpEsp
Tendo ficado pronto, ele o mostrou a outros colegas do curso e a alguns instrutores, resultando em aprovação geral, como adequado a se tornar um símbolo dos Comandos, que, até então, usavam apenas a tarja “COMANDOS”, escrita em letras amarelas sobre fundo preto, no topo da manga esquerda do uniforme, junto ao ombro.

Quando lhe perguntei o significado de cada parte e cada cor no desenho, ele me disse que a caveira era a morte e destruição na retaguarda profunda do inimigo, missão básica dos Comandos; a faca representava o silêncio, característica das operações de Comandos e já usada no símbolo de Operações Especiais; o verde significava a selva, um dos ambientes em que os Comandos deveriam atuar; o vermelho era o sangue derramado no cumprimento das missões de Comandos; o negro significava a escuridão da noite, período adequado ao princípio da surpresa, elemento fundamental para o sucesso dos Comandos.

Logo que concluímos o curso, já havia exemplares desse desenho feito em tecido bordado [*13] e, com a tradicional irreverência e espírito inovador dos paraquedistas, começamos a usá-lo no bolso da gandola, no lado esquerdo do gorro “bico de pato” e mantivemos a tradição do uso da tarja “COMANDOS” no ombro, que já ocorria desde o início dos anos 1960.

Tempos depois, por solicitação do Centro de Instrução Aeroterrestre General Penha Brasil, o desenho do Maurizzio, que atualmente mora em Manaus, foi oficializado [*14] como símbolo dos Comandos e serviu de inspiração para a criação da insígnia do BOPE da PMRJ, cujos fundadores foram formados num Estágio de Comandos realizado também no CIAetGPB, em 1970, do qual fui instrutor. “

Quando perguntei sobre a origem do distintivo, o Coronel Motta narrou que presenciou quando, o então Cap José Eduardo Bezerra de Souza [*15],  chegou entusiasmado numa reunião dos instrutores do Curso de Ações de Comandos e apresentou aos demais companheiros o desenho do distintivo que se usa até hoje. O Cap B. Souza [*16] era um oficial de Infantaria da turma de 1960, extremamente vibrador, ele recebeu o desenho do distintivo dos Comandos desenhado pelo então aluno 1º Ten Maurizzio e se entusiasmou com a simbologia desde que viu.

Na tropa paraquedista, as inovações no uniforme sempre eram criadas, depois se passava a usar e futuramente se promovia uma publicação em boletim oficializando o uso dentro da Brigada Paraquedista. Dessa forma, assim foi com a substituição do bibico [*17] pela boina bordô, criação do gorro preto dos Operadores de Forças Especiais e demais gorros coloridos que só foram oficializados pelo Exército Brasileiro em 1987, com a publicação do Regulamento de Uniformes do Exército.

Alunos do Curso de Comandos 1968. Observa-se um abrigo improvisado com lona e velame de paraquedas. Segundo o Maj Eng Boabaid, “provavelmente essa imagem é durante o estágio de Patrulhas em Ribeirão das Lages, onde chegaram num domingo e de onde saíram na tarde do sábado seguinte. Foi uma semana infernal, durante a qual quase não dormiram. Em primeiro plano o então aluno. 1º Ten Brito. Ao fundo, uma carta ampliada da região, sobre a qual eram definidas as missões das patrulhas.”

A Lenda da II Guerra Mundial

Se não me falha a memória, início do século XXI, eu vi, pela primeira vez, circulando num texto de e-mail, em um grupo de militares, uma versão até então desconhecida e de autoria não identificada sobre a inspiração que levou à criação do símbolo da faca na caveira. Segundo o texto:

Uma equipe de Operações Especiais inglesa, conhecida como “Comandos”, que tinha por símbolo um punhal, após alcançarem um território inimigo, encontraram uma caveira, um dos símbolos utilizados pelos Nazistas. Nisso, um dos combatentes ingleses sacou o punhal e o cravou na parte de cima do crânio. Com esse gesto queria dizer que os Comandos ingleses que representavam a vida, estavam virando o jogo e vencendo a morte, representada pelo regime nazista de Hitler.

Outras variantes parecidas da mesma lenda de autoria desconhecida trocavam os protagonistas ingleses por diferentes tropas americanas, incluindo Rangers e Paraquedistas.  Esse fato passou a me intrigar ao longo dos últimos vinte anos porque tenho procurado a autoria dessa lenda perguntando a todas as pessoas que me encaminharam o texto ou mesmo àquelas que passaram propagar isso pela internet.

Ao longo dessa pesquisa, perguntei a integrantes de forças armadas dos Estados Unidos e do Reino Unido, visitei até um pequeno museu dos Comandos Ingleses perto do Memorial dos Comandos na Escócia e nenhuma das pessoas jamais ouviu falar dessa lenda da II Guerra Mundial. Assim sendo, não tenho como dizer que seja falsa, mas não consegui comprovar que seja verdade.

No dia 20 de fevereiro de 1989, como segundo tenente, me apresentei pronto para o serviço no 1º Batalhão de Forças Especiais, no Camboatá-Rio de Janeiro. Ao longo da década seguinte, nunca ouvi ninguém comentar a respeito dessa lenda da II Guerra Mundial: então eu passei a perguntar aos operadores de forças especiais mais antigos, das décadas de 1960 e 1970, todos desconheciam, alguns até bem criativa essa versão.

Por fim, quando perguntei ao próprio idealizador do distintivo da faca na caveira, o Coronel Maurizzio Manoel Procópio da Silva, se ele conhecia essa lenda ou se a mesma poderia ter tido alguma influência no símbolo, ele riu e disse que só ouviu falar alguma coisa sobre isso recentemente e não poderia ter tido nenhuma influência na elaboração do símbolo.

Se você gostou dessa leitura e se interessa por esses assuntos, provavelmente vai apreciar o livro KID PRETO, que estaremos lançando em 2021 sobre a história das Operações Especiais do Exército Brasileiro, em que também elencamos os principais eventos de Guerra Irregular no Brasil desde os tempos da Colônia. Para mais informações sobre como ser um colaborador, escreva para kidpreto57@outlook.com

(*) O Coronel (R1) Fernando Montenegro é operador de Forças Especiais nº 226, Comandos nº 404, Paraquedista nº 50.186 e oficial de Infantaria da Turma de 1987 da AMAN. É mestre em Ciências Militares pela ECEME (Escola de Comando e Estado-Maior do Exército), doutorando em Relações Internacionais pela UAL (Universidade Autônoma de Lisboa) e professor do Curso de Pós Graduação em Gestão e Direção de Segurança da UAL; atua como conferencista da Academia da Força Aérea de Portugal; conferencista convidado no USSOUTHCOM (United States Southern Command, ou Comando Sul dos EUA); auditor do Instituto da Defesa nacional de Portugal. É autor dos Livros “Comando Verde” e “Gestão de Riscos as Segurança de Eventos do Século XXI”..

 

REFERÊNCIAS

[*1] Coronel de Artilharia Victor Pacheco Motta (AMAN 1958): 2º Comandante do 1º Batalhão de Forças Especiais (1987-1988), Ex-integrante do antigo Destacamento de Forças Especiais ( final anos 1960 e início anos 1970), e também instrutor, ao longo da mesma década, dos Cursos de Operações Especiais, Curso de Precursor Paraquedista e dos dois primeiros cursos de Ações de Comandos oficializados (1966 e 1968). Possuidor dos cursos Básico Paraquedista, Mestre de Salto, Precursor Paraquedista, Forças Especiais, Estágios de Salto Livre Básico e Avançado, Special Forces (USA)-Depoimentos colhidos em 15 e 31 de agosto de 2020;

[*2] Conforme depoimento do Coronel Motta, em 31 de agosto de 2020;

[*3] Antiga denominação da atual Brigada de Infantaria Paraquedista;

[*4] Coronel de Infantaria do Exército Português, um dos criadores da tropa de Comandos de Portugal durante a Guerra Colonial em África (1961-1974), e Comandante do Regimento de Comandos. Depoimento em 04/10/2018;

[*5] Coronel de Infantaria da turma de 1959 da AMAN, Paraquedista nr 8210. Depoimento em 22/04/2014;

[*6] Conforme depoimento do Coronel de Infantaria Maurizzio Manoel Procópio da Silva (AMAN 1964) no dia 1º de setembro de 2020. Autor do distintivo dos Comandos do Exército Brasileiro;

[*7] O Abrigo Rebouças é o mais antigo e tradicional abrigo de montanha do Brasil. É tradicionalmente usado pela equipe de instrução do Curso de Comandos e da Seção de Instrução Especial da Academia Militar das Agulhas Negras como ponto de apoio e pernoite quando desenvolvem atividades na região do Parque Nacional de Itatiaia;

[*8] Sargento de Infantaria Jairo de Canaã Cony: Aluno do Curso de Comandos de 1968;

[*9] Coronel de Artilharia Victor Pacheco Motta (AMAN 1958): 2º Comandante do 1º Batalhão de Forças Especiais (1987-1988), Ex-integrante do antigo Destacamento de Forças Especiais ( final anos 1960 e início anos 1970), e também instrutor, ao longo da mesma década, dos Cursos de Operações Especiais, Curso de Precursor Paraquedista e dos dois primeiros cursos de Ações de Comandos oficializados (1966 e 1968). Possuidor dos cursos Básico Paraquedista, Mestre de Salto, Precursor paraquedista, Forças Especiais, Estágios de Salto Livre Básico e Avançado, Special Forces (USA)-Depoimentos colhidos em 15 e 31 de agosto de 2020;

[*10] Major de Engenharia Reformado Frederico Jorge de Sousa Boabaid (AMAN 1964): Aluno do Curso de Ações de Comandos de 1968, Instrutor do Curso de Ações de Comandos de 1970 e antigo Comandante da Companhia de Engenharia Paraquedista;

[*11] Atualmente é o Centro de Instrução Paraquedista General Penha Brasil;

[*12] Conforme depoimento do Maj Boabaid no dia 26 de agosto de 2020;

[*13] Fato ratificado pelo Coronel Motta e pelo Coronel Maurizzio;

[*14] A oficialização do distintivo dos Comandos só foi regulamentado no âmbito da Força Terrestre a partir da publicação do Regulamento de Uniformes do Exército (RUE-1987). Tal fato logrou êxito por interferência do Coronel Motta, que na época era o Cmt do 1ºBFEsp, do então Coronel de Infantaria Durval de Andrade Nery e do Coronel FE Celso Seixas Marques, que serviam em Brasília. Nessa mesma publicação do RUE, também foi oficializado o brevê de Forças Especiais e o gorro preto- Conforme relato do Coronel Motta em 31 de agosto de 2020;

[*15] Capitão de Infantaria (AMAN 1960) José Eduardo Bezerra de Souza: Concludente do Curso de Ações de Comandos de 1966, Instrutor do 2º Curso de Ações de Comandos (1968);

[*16] Conforme depoimento do General Mauro Patrício Barroso (AMAN-Cav 1964): 1º Comandante do 1º Batalhão de Forças Especiais (1984-1987). Depoimentos colhidos em 10, 15, 25 e 31 de agosto de 2020;

[*17] Bibico: gorro de duas pontas.

 

 

7 Comentários

  1. Gostei principalmente das partes onde os Precursores Paraquedistas foram mencionados. Sem dúvidas, o berço das Operações Especiais do Exército Brasileiro. Fica aqui a sugestão para a realização de um artigo sobre a história da Cia Prec Pqdt, aposto que muitos leitores também têm esse interesse.

  2. Posso falar sem sombra de dúvidas que o coronel Motta foi um grande guerreiro mesmo com pouca estatura,
    O baixinho foi um grande guerreiro, É um grande homen, Bondoso e compreenssívo, Tive o prazer de servir No ano de 1987 a 1991 com essa pessa maravilhosa, Também trabalhei em sua casa na vila militar em frente a brigada de infantaria paraquedista. Homen dedicado a pátria e a sua família.

  3. Muito interessante o relato, a coleta de dados e o registro histórico. Parabéns ao autor!

    Seria também interessante o depoimento de militares operadores de forças especiais que se tornaram precursores e outros que fizeram o caminho inverso, visto que são bem poucos os possuidores dos dois cursos.

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