Fábrica de Itajubá realiza entrega de Fuzis IA2 5,56

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Imagem: IMBEL

No dia 29 de junho, a Fábrica de Itajubá (FI), da Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL), realizou a entrega de mais um lote de fuzis 5,56 IA2 ao Exército Brasileiro (EB).

Esta entrega foi composta por 1.500 unidades e era referente ao 2º lote do termo de execução descentralizada (TED) nº 01/2020, firmado entre o Comando Logístico (COLOG) e a IMBEL em 16 de setembro de 2020, e que demanda a fabricação e distribuição de um total de 5.308 unidades do fuzil e conjuntos de manutenção, até outubro deste ano.

Desde outubro de 2013, quando o EB adotou oficialmente o fuzil de assalto 5,56 IA2, em calibre 5,56×45 mm, para substituir o fuzil de combate FAL, em calibre 7,62×51 mm, pela Portaria Nº 211-EME, a Força já recebeu cerca de 20 mil unidades.

Embarque dos fuzis de assalto IMBEL 5,56 IA2 para o 4º D Sup (Imagem: IMBEL)

Especificações técnicas

  • Calibre: 5,56×45 mm;
  • Funcionamento: por ação indireta dos gases;
  • Regimes de tiro: automático, semiautomático e repetição;
  • Coronha: tipo rebatível;
  • Comprimento total com coronha aberta: 850 +/- 25 mm;
  • Comprimento total com coronha rebatida: 600 +/- 20 mm;
  • Peso sem carregador: 3.400 +/- 50 g;
  • Raiamento: 6 raias sentido horário (6 H) com passo de 254 mm (10”);
  • Comprimento do cano com quebra-chamas: 350 +/- 15 mm;
  • Comprimento do cano sem quebra-chamas: 330 +/- 15 mm;
  • Carregador: tipo cofre metálico bifilar;
  • Capacidade do carregador: 30 cartuchos.

 

Preparação do lote de fuzis IA2 para o transporte (Imagem: IMBEL)

Com informações da IMBEL

15 Comentários

    • Gilson, não tenho todas as OM’s que estão utilizando o IA2, pois são muitas, praticamente todas as consideradas de primeira linha, à exceção das de Selva, que aguardam o IA2 7,62.
      Os FAP estão sendo substituídos pelas Minimi há alguns anos, mas esse é um processo gradual e lento, devido a disponibilidade de recursos.

  1. Que bom que temos a capacidade de construir nosso próprio equipamento. Só acho que ta na hora de colocar uma coronha telescópica. Aliás, o Ministério da Defesa podia olhar pra Imbel com mais carinho.
    Para o serviço policial “comum”, esse cano ta na medida certa (bem como o do T4 11,5″), mas para o EB, esse cano não tá curto demais?
    A imagem do COE equipado com mira holográfica me lembrou das miras fabricadas pelo EB e do lançamento “Guará”, poderia fazer uma matéria sobre isso?
    Parabéns pelo trabalho!

    • Talisson, a coronha rebatível-telescópica já existe e encontra-se disponível para as carabinas IA2 7,62 e IA2 5,56.
      A versão para os fuzis militares IA2 precisa de homologação do CAEx para ser utilizado pelo EB, e o processo já se encontra em andamento.

    • já foram produzidos mais de 30.000 fuzis IA2 5,56 mm, mas o EB recebeu cerca de 20.000.
      O restante foi enviado para forças de segurança publica de todo o país.

  2. Olá Paulo.

    Aquela nova coronha que a Imbel desenvolveu será utilizada nos IA-2 ou não passou da fase de teste de protótipo?
    Alguma perspectiva real de CFN e FAB utilizarem algum dia o IA-2 ou cada força continua seguindo o seu caminho individualmente? O Taurus T-4 e versões seriam uma boa opção para estas duas forças, principalmente o CFN pela comunalidade com os M-16/M4.
    Em todo caso, um modelo para atirador designado e de precisão está nos planos da Imbel/EB?
    Por fim, uma versão metralhadora leve do IA-2 7,62 seria viável/possível como tem se mostrado por aí em relação a outros modelos com peso na faixa dos 4 a 5 kgs? O EB se interessaria por algo assim?
    Como ficou a questão dos lança granada 40mm para os fuzis da Imbel que ainda consta como material no Cobra?

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