Sempre pronto para atuar a qualquer hora e em qualquer lugar, seja em alto-mar ou nas regiões mais remotas de mata, o Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico Brasileiro (SISSAR), gerenciado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), contribuiu para salvar 56 vidas em 2025.
Os dados do Anuário Estatístico de Operações SAR, produzido pelo DECEA, indicam que, nesse mesmo período, foram registradas 2.488 ocorrências de emergência, indicando potenciais situações de risco envolvendo aeronaves e embarcações. Desse total, 27 evoluíram para missões reais de Busca e Salvamento (SAR), necessitando do emprego de meios aéreos e equipes especializadas.
Como resultado, 33 pessoas foram resgatadas pela Força Aérea Brasileira, enquanto outras 23 foram localizadas ou salvas com o apoio do SISSAR. Todas as missões foram coordenadas pelos Centros de Coordenação de Salvamento Aeronáutico (ARCC), estrategicamente posicionados para garantir respostas rápidas e eficientes.

Com atuação em uma área de aproximadamente 22 milhões de quilômetros quadrados, o SISSAR tem como missão localizar e prestar socorro a ocupantes de aeronaves e embarcações em situação de perigo, muitas vezes em cenários desafiadores e de difícil acesso.
A distribuição das missões também reflete as características geográficas e operacionais de cada região. A área de Recife concentrou 35,7% das ocorrências, impulsionadas pelo intenso tráfego marítimo e pela demanda por evacuações em alto-mar. As regiões Amazônica e de Curitiba responderam, cada uma, por 28,6% das missões, com predominância de missões aeronáuticas na Região Amazônica, influenciada pela vasta extensão territorial e pelas áreas remotas. Já a Região de Curitiba apresentou maior incidência de missões marítimas, associadas à atuação no litoral sul, marcado por intenso tráfego náutico e condições meteorológicas adversas. A região de Brasília registrou 3,6% dos casos.
Além dos resultados positivos, o anuário também aponta os desafios mais relevantes, como o elevado volume de ocorrências iniciais com informações incompletas e a complexidade das operações em regiões de difícil acesso.
“O balanço das operações evidencia não apenas os desafios enfrentados pelo sistema, mas também a relevância do trabalho desempenhado pelas equipes envolvidas nas missões. É um trabalho que traduz o empenho e a dedicação de todos os profissionais envolvidos nas missões de busca e salvamento”, afirma o Auxiliar de Coordenação e Controle da Divisão de Busca e Salvamento (DSAR), Segundo-Sargento Controlador de Tráfego Aéreo Carlos Luanderson Vieira de Oliveira.

Com foco na superação desses desafios, o DECEA também investe em inovação e modernização das operações. O Chefe da Divisão de Busca e Salvamento (DSAR) do Subdepartamento de Operações do DECEA, Major Aviador Victor Hugo Sfredo Saraiva, destaca que a expectativa para os próximos anos é de avanço tecnológico e operacional.
“Estudamos a incorporação de drones e o uso de inteligência artificial para otimizar as buscas e ampliar a precisão das operações. A meta é tornar o sistema ainda mais ágil e eficiente, mantendo o compromisso permanente de salvar vidas em qualquer parte do território nacional”, afirmou o oficial.
Via DECEA/FAB.
Respostas de 2
Trabalho diuturno e silencioso, Parabens a todos os envolvidos!!!
Prezados, boa noite.
Alguma informação sobre a compra/modernização dos Black Hawk para a FAB?