A Força Aérea Chilena (FACH) celebrou, na terça-feira (15), os 50 anos de operação dos caças Northrop F-5, em uma cerimônia realizada na Base Aérea El Bosque, próxima a Santiago. O evento reuniu aeronaves modernizadas, homenagens ao pessoal envolvido no programa e uma retrospectiva da trajetória do modelo no país.
As primeiras unidades chegaram ao Chile em julho de 1976, após a aquisição de 15 F-5E e três F-5F em 1974. Desde então, os caças passaram por diferentes etapas de modernização e permanecem como parte da estrutura de combate da FACH, que prevê mantê-los em serviço por aproximadamente mais uma década.
Durante a cerimônia, F-5E e F-5F modernizados realizaram sobrevoos, enquanto pilotos, mecânicos, oficiais e praças que participaram do Projeto F-5 foram homenageados. Um dos destaques da exposição estática foi o F-5E matrícula FACH 800, apresentado com quatro mísseis ar-ar Rafael Python IV.
O locutor do evento também mencionou que os caças receberam tecnologia israelense, incluindo mísseis de quinta geração. A referência pode estar relacionada a uma futura ou recente evolução do armamento, mas não houve confirmação nominal da integração do Python V. O armamento visível no FACH 800 era composto pelos já conhecidos Python IV, empregados pelos Tigre III chilenos.
Modernização
A modernização dos F-5 chilenos começou em 1991, por meio do Projeto Tiffany, conduzido pela Israel Aerospace Industries (IAI) em parceria com empresas chilenas. O programa elevou as aeronaves ao padrão Tigre III, incorporando melhorias nos sistemas de missão, aviônicos e capacidade de emprego de armamentos.
🚀 Su Python V
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Entre os equipamentos instalados estavam o radar multifuncional ELTA EL/M-2032, o sistema de guerra eletrônica EWPS-100, o barramento de dados MIL-STD-1553B, comandos HOTAS, HUD e dois displays multifuncionais. A modernização também contemplou a integração de mísseis Python III e AIM-9P Sidewinder.
Posteriormente, os Tigre III passaram por novas atualizações, dando origem ao padrão Tigre III+. À época, a modernização chilena estava entre as melhores já realizadas, colocando o Tigre no Século XXI com instrumentação e componentes de 4ª geração. A trajetória demonstra como uma aeronave projetada originalmente nos anos 1950 continuou a receber melhorias para atender às necessidades operacionais da FACH.

A história chilena guarda um paralelo com a brasileira. A Força Aérea Brasileira também opera o F-5 há décadas, desde a chegada dos primeiros exemplares em 1975, e modernizou 49 caças para o padrão F-5EM/FM. Embora os programas de atualização sejam distintos, os dois países prolongaram a vida operacional do caça por meio de investimentos em aviônicos, sensores e armamentos.
Ao completar meio século de serviço, os F-5 chilenos seguem como um dos principais símbolos da aviação de combate do país. A cerimônia em El Bosque marcou não apenas a longevidade do modelo, mas também a participação de diferentes gerações de militares responsáveis por manter os Tigre em operação ao longo de cinco décadas.

Atualmente o comando da FACH já estuda os futuros substitutos do veterano F-5, que devem operar até 2035. A força avalia diversos modelos disponíveis no mercado, incluindo mais caças F-16 e demonstrando interesse no F-35 Lightning II de quinta geração, embora essa última opção seja bem mais complexa financeiramente.