Entre os dias 15 e 16 de abril, o Centro de Avaliações do Exército (CAEx) realizou testes com o Rádio Transceptor Mallet Veicular TRC-1193V integrado à viatura blindada multitarefa (VBMT) 4X4 Guaicurus e à viatura blindada de transporte de pessoal (VBTP) 6X6 Guarani, para transmissão de voz e arquivos a 20 Km.
O rádio Mallet possibilita comunicação criptografada, informação em tempo real e superioridade tática no teatro de operações. Conferirá ao Exército Brasileiro (EB) a capacidade de coordenar tropas em tempo real no campo de batalha, facilitará a comunicação segura entre unidades, apoiará o planejamento e a tomada de decisões e monitorará operações com maior precisão e consciência situacional.



Apresenta, como diferencial em relação aos equipamentos convencionais, sistema de comando e controle (C2) embarcado, comunicações criptografadas e integradas para maior segurança e eficiência, consciência situacional em tempo real com emprego de mapas digitais e rastreamento de tropas, interoperabilidade, que viabiliza a integração com outros sistemas do EB, e mobilidade e proteção blindada, que combina tecnologia avançada à segurança da guarnição. É totalmente concebido e fabricado no Brasil e atende aos mais rigorosos requisitos das comunicações táticas.
O projeto de desenvolvimento, integração e operacionalização do equipamento, a cargo da Indústria de Material Bélico do Brasil – Fábrica de Material de Comunicações e Eletrônica (IMBEL – FMCE) consiste na realização de testes para avaliação técnica e operacional para validação doutrinária.



O EB será dotado de material rádio digital capaz de prover infraestrutura de wi-fi para conexão com tablets e notebooks e que possibilitará maior rapidez e precisão na tomada de decisões, melhor coordenação nas operações militares, redução de riscos para a tropa, ampliação da capacidade de guerra centrada em redes e modernização da doutrina militar.
O equipamento, que aumentará a operacionalidade da Força Terrestre, é fruto do estímulo à inovação nacional e gerará empregos qualificados e tecnologia, ao reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros. Fortalecerá a autonomia estratégica, a soberania e o potencial de exportação de material de alto valor agregado, o que contribuirá para a projeção internacional do Brasil.

Fonte: CAEx