Em cerimônia que será realizada nesta hoje, 09 de setembro, com presença de autoridades civis e militares o Exército Brasileiro (EB) receberá a primeira unidade da versão nacional da Viatura Blindada Multitarefa (VBMT) Guaicurus-BR2.
A ação marca o início da incorporação de 420 viaturas adquiridas junto à companhia IDV, do grupo Leonardo, por meio de contrato firmado em 2024, no valor de R$ 1,4 bilhão.
Com entregas previstas até 2033, a aquisição integra o Programa Estratégico do Exército Forças Blindadas, iniciativa estratégica que prevê a incorporação de mais de 2.100 novos blindados de diferentes modelos à Força até 2040. Versatilidade e Impacto na Base Industrial de Defesa Atualmente, o Exército possui 32 blindados Guaicurus, frutos de um primeiro contrato com a IDV.
A viatura Multitarefas destaca-se por preencher uma lacuna entre os jipes de transporte sem proteção balística e os grandes blindados (veículos movidos por lagartas ou eixos 6×6 e 8×8). Além de ter alta mobilidade tática, a viatura foi projetada para oferecer proteção contra explosões de minas terrestres, por meio de uma célula de sobrevivência que conta com assoalho em “v”. O chassi também permite uma reconfiguração para adaptar o uso da VBMT em diferentes contextos, como a patrulha armada, guerra eletrônica e ambulância.
Sua versatilidade foi potencializada no novo contrato com a IDV, uma vez que o acordo incluiu a nacionalização da linha de montagem, concluída este ano em Sete Lagoas (MG) e fabricação de componentes em território nacional. Além da qualificação de mão de obra e geração de empregos, a medida diminui os custos de manutenção e proporciona maior integração com novos módulos de combate desenvolvidos pelo Exército Brasileiro, como a família de Rádios Mallet (fabricada pela IMBEL) e o sistema de armas automatizados com câmera termal, nos calibres.50 ou 7,62 mm.
A fábrica de Sete Lagoas vai entregar outras 14 unidades da VBMT Guaicurus ainda este ano – totalizando 15 em 2026. As outras 405 unidades previstas em contrato serão entregues de forma contínua até 2033.
Uma resposta
muito bom ver a nossa base industrial de defesa produzido blindados novamente