Exército Polonês modernizará todos os seus Leopard 2A4

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Todos os 128 Leopard 2A4, do primeiro lote, e os 14, do segundo, serão atualizados para o padrão Leopard 2PL, por cerca de 743 milhões de euros, com a previsão de conclusão em 2023.

Em 2002 a Alemanha doou à Polônia um total de 128 carros de combate Leopard 2A4 e, em 2013, vendeu mais 14, juntamente com 105 Leopard 2A5, mais novos, além de alguns veículos blindados de recuperação Bergepanzer 2. Em 2015, o Ministério da Defesa da Polônia selecionou a Rheinmetall Landsysteme Gmbh, da Alemanha, para atualizar os Leopard 2A4 mais antigos, que juntamente com diversas empresas polonesas, e gerenciada pela empresa ZM ‘Bumar-Labedy’ S.A. (integradora), criou o chamado Leopard 2PL, fortemente influenciado pelo projeto MBT Revolution. O primeiro protótipo ficou pronto em 2016.

O Leopard 2PL foi apresentado ao público na tradicional feira polonesa MSPO, de 2016

O armamento continuará sendo o canhão Rheinmetall de 120 mm L44, porém modernizado  para ser compatível com as munições de alta pressão recém-desenvolvidas, como as munições explosivas programáveis ​​DM11 e as APFSDS (cinéticas) DM53 e DM63. Seu armamento secundário foi mantido com duas metralhadoras de 7,62x51mm, sendo uma coaxial e outra montada sobre a torre.

Sua torre teve a proteção balística incrementada com a inclusão do kit AMAP (Advanced Modular Armor Protection), desenvolvido pela empresa alemã IBD Deisenroth Engineering GmbH, utilizando novos materiais nano-cerâmicos em conjunto com ligas de titânio e aço, e é modular, permitindo que as partes danificadas sejam substituídas em campo. Essa proteção será superior a existente na versão 2A5. Os acionamentos da torre passaram de hidráulicos para elétricos, tornando-se mais eficientes e seguros, já que diminui o risco de incêndios pela ausência de fluidos.

Porem suas principais modificações ocorreram em seus sistemas e computadores de tiro e aquisição de alvos.

O comandante terá visão panorâmica, proporcionada por visor térmico de fabricação polonesa ligado a um telêmetro a laser, e sua estação contará com diversas telas digitais, customizáveis, com informações de todos os sensores, aumentando sua consciência situacional. Ele usara esses novos equipamentos para procurar alvos e, depois de localizado e selecionado, o mesmo passa isso para o sistema de tiro, que coloca a arma entra em mira automaticamente, sendo que o artilheiro terá a função de ajusta-la  a atirar, permitindo que o comandante busque o próximo alvo. Esse método de engajamento de alvo permite adquirir e engajar alvos mais rapidamente.

O motorista terá a sua disposição um novo sensor de visão noturna e uma câmera de visão traseira, o que facilita muito a condução, e todos os quatro ocupantes (comandante, motorista, artilheiro e municiador) terrão novos assentos à prova de choque, como forma de protegê-los contra minas e outros artefatos explosivos.

Também foi implementado um novo sistema de combate a incêndios e uma unidade auxiliar de energia (APU).

Atualmente o exército polonês conta com 105 Leopard 2A5 (e primeiro plano) e 142 Leopard 2A4, sendo que esses últimos serão todos convertidos para o padrão PL

Apesar dessas mudanças, principalmente o aumento de sua couraça, o Leopard 2PL é apenas um pouco mais pesado que o seu antecessor, pesando 60 ton, em comparação com 56,6 ton do 2A4 original. Cerca de 3 ton de blindagem adicional foram adicionadas à frente e aos lados da torre, no entanto, nenhuma foi adicionada ao casco para manter o peso dentro do limite de 60 t, que foi estabelecido pelo Exército Polonês.

Atualmente, o exército polonês opera onze batalhões de Carros de Combate, sendo dois deles equipados com os Leopard 2A5, dois com Leopard 2A4, que devem ser atualizados para o padrão Leopard 2PL. Também existem quatro batalhões equipados com PT-91 Twardy e três batalhões com T-72M1, mais antigos.
O Exército polonês opera um total de 233 PT-91 e 120 T-72M1 e outros 470 T-72M1 estão armazenados.

 

11 Comentários

  1. A Polônia tem bastante MBT hein . Pouco mais de 5 mi de euros por Leopard nesta modernização. Tendo dindin dá pra fazer muita coisa aproveitando os veículos que se tem. Bastos, uma pergunta, na sua opinião, havendo condições $$, não seria interessante ao EB aproveitar todos os Leo 1A5 (seus chassis como um todo) e modernizá-los trocando o canhão por um de 120mm e modernizando toda a estrutura, optrônicos e afins(nos moldes de uma das modernizações do M-60 a qual colocava nele a torre do Abrams ) , aproveitando que este já é um MBT leve e nisso já adquirir expertise para a produção da futura família de blindados nacionais.
    Desde já grato pela resposta.
    Eduardo de S.Pereira(Tomcat4,2)

    • Bom dia Eduardo.
      Eu acho que o valor de 5,2 milhões de euros (cerca de 30 milhões de reais) por uma modernização, um valor um pouco alto para nós nesse momento 🙂
      Porem, respondendo a sua pergunta, o EB pretende modernizar os seus Leopard 1A5, mas não cogita a troca do canhão, pois alem de ser caro e pouco eficiente (para esse veículo), ela pretende apenas ser em sua parte eletrônica, pois a ideia é substituir esse carro ja no inicio da próxima década.
      Assista a live que fiz no canal Caiafa Master, onde explico isso com detalhes, ou aguarde a próxima T&D, onde tem uma matéria minha sobre o tema.

      • Valeu Bastos, assisti a Live,onde a luz da casa do Caiafa acabou,rs e estou na seca pela revista, a qual o Caiafa disse q no café com defesa foi mostrada uma já prontinha. Deus abençoe !!!

  2. O MBT que vc sita na Live, projeto dos USA usa,se não me engano, canhão de 105 mm, vc não acha que ainda há espaço, ao menos pros VBR-MR para este calibre?
    Exemplo aquela versão do Guarani 6×6(projeto do qual se vê desenhos ) com torre de 105 ou até mesmo uma de 90 mm moderna como a mais atual versão da torre do Cascavel q tem até carregamento automático não seria interessante em detrimento do 8×8 ???

    • Sim, há.
      Dependendo do teatro de operação a ser empregado, e dos adversários a serem enfrentados, blindados leves, sobre rodas ou lagartas e utilizando os modernos canhões de 90 e 105mm, podem atender as necessidades.
      O MBT que substituirá os Abrams empregará, obrigatoriamente, um canhão de 120mm.

  3. Paulo, na foto dos Leopards, você falou que eles têm o modelo 1a5, mas ali mostra o 2a5. Acho que o texto não se refere diretamente à foto né ?

    Saudações

  4. Paulo, recentemente “descobri” que há mais um projeto do Tam, aquele chamado de Tam 2IP, que inclusive descobri através de você.

    Analisando a proposta da referida modernização, não seria interessante ao EB considerar um incremento de blindagem ao estilo modular, e também usar esse modelo no futuro CC, aos Leopards 1a5, além da atualização eletrônica ?

    Grato pela atenção.

  5. Diego, interessante q os canadenses colocaram blindagem adicional em seus Leo 1A5 ,se não me engano o chamaram de Leopard C, depois da uma pesquisada. Ficou bonitão,mais pesado é claro mas…..

    • Então Tomcat, há a versão Mexas desse leopard, que inclusive o Brasil pensou em pegar, mas o Canadá desistiu de vender.

      Obviamente a solução ideal é um novo carro, totalmente desenhado do zero ou moderno e novo de fábrica. Porém blindagem sempre foi o fraco do Leopard, e já que ele não tem blindagem composta natural, pelo menos adicionar blindagem suficiente para segurar tiros de ATGM e Heat na américa do sul viria bem.

      Já tiros de munição cinética é difícil, as modernas atravessam coisa de 700mm para cima.

  6. Pelo histórico do EB não acredito “hoje” que irá substituir os Leopard´s por equivalente novo de fábrica mesmo daqui a 10 anos,torceria na frente se sim, que fosse um programa nacional(duvido tbm) mas pra mim eles vão no custobenefícil /político/oportuno por um bom carro de combate.

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